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El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 11 de dezembro de 2018

Demitem-se o vice-reitor de Estudantes e o presidente do tribunal da {EBAU}

A Uex reconhece que um funcionário subiu por erro e sem {intencionalidad} as provas à web. Os alunos culminam sua concentração após conseguir que se atendam algumas das suas procuras

A. M. ROMASANTA region@extremadura.elperiodico.com BADAJOZ
12/06/2018

 

El escândalo das filtrações de exames da Prova de acesso ao ensino superior se tem recebido dois cabeças na Universidad de Extremadura, para além do prejuízo causado aos mais de 4.000 estudantes que hoje têm que repetir uma ou duas das provas que já fizeram na semana passada. Ontem apresentaram sua demissão o vice-reitor de Estudantes e Emprego, Ciro Pérez, que por sua vez é presidente da Comissão Organizadora da {EBAU} (Avaliação de Ensino secundário e Acesso à Universidade, o que antes era Prova de acesso ao ensino superior) e também o presidente do tribunal qualificador, Javier Benítez, que se manterá no cargo por enquanto para não prejudicar o processo. Ambas demissões foram aceitadas pelo reitor, Segundo Píriz, não assim pelos representantes dos estudantes, que mostraram-se contra de que o vice-reitor responda pessoalmente do acontecido. El novo presidente da comissão organizadora será o vice-reitor de Infraestruturas, Antonio Díaz Parralejo.

Estas demissões se produziram ao mesmo tempo que a universidade reconhecia, a partir da investigação interna, que a origem das filtrações foi um erro humano acidentado, descartando definitivamente que se tenha produzido um ataque informático desde o exterior, como já fez o reitor na sua comparência de quinta-feira passado.

Segundo explicou ontem o diretor de Comunicação da Uex, Agustín Vivas, que compareceu acompanhado de Ramón González, inspetor chefe dos serviços jurídicos da Uex, três documentos (Exames de Junho, Critérios gerais de nota e Critérios específicos de nota) foram subidos «por erro» à pasta pública do ano 2018 da site da Uex às 10.11 horas de quarta-feira 6 de Junho, se bem não estavam {referenciados} mediante um ligação direta. Se sabe que o primeiro acesso e descarga do documento se produziu desde um IP externo à universidade às 11.18 horas desse mesmo dia mediante um dispositivo telemóvel e o último, às 17.22 horas. Segundo suas suspeitas, a forma de acesso possivelmente foi mediante um buscador ou modificando ligações de anos anteriores (mudando 2017 por 2018). Como já explicou faz uma semana a Uex, se produziram 14 descargas desde 6 dispositivos diferentes.: 5 com IP externos e um com IP interno. Segundo a Uex, os servidores de seu portal «em nenhum caso se têm visto comprometidos».

Vivas informou de que os documentos se subiram desde um computador do Serviço de Admissão de Alunos, por um funcionário da universidade que tinha capacidade para fazê-lo e que está identificado. «Não há {posibidad} de dúvida», afirmou, se bem quis deixar claro que «tudo parece indicar que não houve nenhuma {intencionalidad}», mas trata-se de «um erro», isso sim, «grave e de importantes consequências». El autor tem nome e apelidos, «embora não nos gostaria que a responsabilidade {recayera} no elo mais débil porque um erro o podemos cometer todos, daí a {asunción} de responsabilidades e as demissões».

A universidade mantém a informação reservada aberta para esclarecer os factos/feitos e, em seu caso, depurar responsabilidades disciplinares. El reitor já anunciou a apresentação duma denúncia diante da procuradoria embora depois o fiscal de Badajoz atuou por iniciativa própria.

El anúncio das demissões se produzia após uma amanhã intensa no campus de Badajoz. Um grupo de estudantes passava sua quarta noite encerrados no Reitoria, desde que na quinta-feira passado se anunciou a decisão de repetir sete das provas. Às nove da manhã reuniu-se o gabinete de crise, mas seus acordos não transcenderam, porque às duas da tarde estava prevista uma reunião com os representantes de alunos. Antes do encontro, os estudantes estavam convocados a manifestar-se perante o Reitoria. Também em Cáceres e a afluência não foi numerosa. Os afetados estavam a estudar porque hoje se jogam muito. A universidade apurou até ao último momento para ouvi-los. A reunião se prolongou durante quase três horas e média/meia e teve entendimento «cedendo todas as partes», segundo confirmaram à saída Hernán Álvarez, da Coordenadora Estudantil, e {Amalia} {Molano}, do Conselho de Estudantes, que deram por finalizada o concentração. {Molano} se reunirá com o reitor antes de que termine o período letivo para ser informada.

Sobre/em relação a as medidas que vá a adotar a Uex para evitar que volte a acontecer, Vivas assinalou que já estavam estabelecidas e que em todo o caso se reverá tudo o procedimento e o protocolo que se segue/continua, pois nunca antes houve nenhum erro. Os estudantes pediam a demissão do reitor, mas a Uex o descarta porque implicaria que se fosse toda a equipa reitoral. Vivas quis deixar claro que não a {EBAU} não a organiza a Uex, pois a Junta também integra da comissão organizadora, cujo responsável «político» tem demitido, enquanto o reitor, «não se o apresentou».

Mau paragem/desempregada/parada tem saído a própria universidade. Vivas reconheceu que «somos plenamente conscientes de que agora mesmo somos impopulares e nos dói muitíssimo, porque este erro tão grave ocasiona que o trabalho que muitos fazem de forma exemplar saia {minusvalorado} e a essas pessoas também temos de pedir-los desculpas». De tudo o acontecido, esperam que os alunos tirem a conclusão de que a Uex «tem sabido garantir a igualdade de todos os seus estudantes em mérito e capacidade».

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