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O convento, mais perto de sua salvação/manutenção

A nova titularidade pública do convento de São Antonio de Padua de Garrovillas de Alconétar deixa livre o caminho para iniciar/dar início a recuperação desta jóia arquitetónica em estado {ruinoso}, uma aspiração do município desde há décadas

 

Escudo 8 Nele se alude ao cativeiro de dom Enrique. - &{lt};{br}/&{gt};

Exterior 8 Fachada do Bem de Interesse/juro Cultural nas arredores do povo/vila. - &{lt};{br}/&{gt};

JUAN J. VENTURA
16/02/2020

‘{Salvemos} o convento’. Essa foi a ordem cidadã durante muitos anos em Garrovillas de Alconétar. Acima de questões políticas há algo no que reina o consenso em seus vizinhos/moradores: o convento de São Antonio de Padua não pode seguir/continuar abandonado por mais tempo. De facto, e apesar de que um quadro de madeira pintado a mão e rodeado de erva recorda que é Bem de Interesse/juro Cultural com categoria/escalão de Monumento, este encontra-se em ruínas e engrossando a ignominiosa Lista Vermelha de {Hispania} {Nostra} de monumentos espanhóis prestes a desaparecer. Um reportagem do programa de RTVE Comando Actualidad recordava faz escassas datas essa tristonha realidade.

Muitas foram as ações realizadas para recuperá-lo, embora infrutuosas, já que o principal obstáculo residia em que o convento era propriedade de trinta pessoas. Encontrar todos os títulos de propriedade foi uma longa tarefa e realizada com grande discrição. Recentemente se deu um passo de gigante: seus proprietários o têm doado gratuitamente à Junta de Extremadura. As previsões mais otimistas apontam a que em Maio começarão os primeiros trabalhadores que acabem com séculos de abandono desta igreja renascentista.

Ações urgentíssimas

A titularidade pública vai a permitir que se acometam cedo as ações mais urgentíssimas, como reforçar as abundantíssimas zonas em perigo de desabamento e, sobretudo, fechar bem o recinto, uma jóia dos séculos XV-XVII, pelo que entram e saem os curiosos com risco para eles e para sua conservação.

A professora da {Unex} e membro do Grupo de Investigação {Arpadex}, María del Carmen Diez González, recorda num estreitamente de investigação que o convento foi construído como panteão dos condes de Alba de Aliste por Enrique Enríquez de Mendoza e a sua esposa dona María de Guzmán e {Figueroa}. A proposta se fez aos franciscanos durante o cerco de Zamora o 16 de Março de 1476. O conde foi {apresado} pelos portugueses e a fundação se atrasou cinco meses. De facto, no escudo exterior pode ver-se claramente a figura de um preso com um {dogal} no pescoço. A família Enríquez foi uma das mais poderosas de Castela na baixa idade média e conhecedora da estratégica posição de Garrovillas de Alconétar nas rotas da {Mesta}.

A arquiteta técnica e membro da plataforma ‘{SOS} {Salvemos} o Convento’, Cristina Romero Domínguez, explica que a mudança de titularidade é «o que levávamos solicitando faz muito tempo, porque é o primeiro passo para começar a atuar. O mais urgente é acometer a consolidação, um projeto que está redigido faz muito tempo, para {apuntalar} e consolidar abóbadas e muros, o que permitiria entrar a fazer outras coisas. O problema agora mesmo é, sobretudo, de segurança».

Para a presidenta da Câmara Municipal de Garrovillas, {Elisabeth} Martín trata-se «de um grande passo conseguido, que é o primeiro de outro mais importante: a execução do projeto de recuperação do convento. Todos celebrámos a notícia no povo/vila, mesmo numerosos vizinhos/moradores nos têm chamado para felicitar-nos pelo conquista», explica.

Só/sozinho fica pendente que Finanças realize formalmente a mudança de propriedade em seu registo. E o convento de Garrovillas poderá começar a recuperar seus {esplendores} passados.