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El Periódico Extremadura | Domingo, 26 de janeiro de 2020

As prestações de {viudedad} crescem um 21% nos homens enquanto caem entre mulheres

Elas são ainda as principais {perceptoras} (97%) mas os peritos apontam a que seu desenvolvimento dentro do mercado laboral vai equilibrando a balança

R. CANTERO
08/12/2019

 

São um minoria, mas a tendência em alta dos últimos 15 anos é um reflexo do mercado de estreitamente atual e ainda mais de como tem ido variando esse mercado com a passagem do tempo. Na Extremadura há 1.443 homens que percebem/recebem uma pensão de {viudedad}. A cifra é insignificante se se compara com as 46.768 mulheres que recebem a prestação, segundo os últimos dados disponíveis na Segurança Social, correspondentes ao mês de Novembro. Mas o dado é mais revelador se tivermos em conta o facto/feito de que esses 1.443 homens supõem um incremento de 21% nos últimos 15 anos, face ao recuo no cômputo global de beneficiários deste tipo de prestação, arrastado unicamente pelo descida/desmpromoção das mulheres que recebem esta pensão ou mais bem a descida de mulheres que se incorporam a receber/acolher a prestação em consonância com o que dita a atual pirâmide de população.

¿Que motiva o incremento dos homens que têm direito a esta pensão contributiva ligada à cotização e desenhada para compensar a falta de rendimentos perante o falecimento do cônjuge? Pois unicamente a mudança de época e o facto/feito de que um direito que se criou básicamente para compensar a perda da principal fonte de rendimentos quando a mulher não estava incorporada ao mercado laboral (ou o estava só/sozinho de forma intermitente) agora é um direito que geram de forma habitual as mulheres, porque alcançam uma corrida/curso laboral o suficientemente longa como para que também seus casais possam perceber/receber a prestação se ela falece antes (se requerem 15 anos de {cotizacion}, dois deles na última década). Elas continuam a ser as que assumem de maneira generalizada as cargas familiares vinculadas com os filhos ou a dependência (que impactam em sua cotização) em perjuízo/dano de seu carreira profissional (o 90% das {excendencias} para o cuidado de um familiar as assumem as mulheres), mas a tendência dirige-se até um equilíbrio da balança que confirmam peritos e também vários estudos que já apresentam a necessidade de repensar o modelo atual desta prestação para que seja mais sustentável de longo prazo

REFORMULAR/ «Não se apresenta suprimir esta prestação, mas se terá que falar de como fazer reajustes, embora nunca nas que já existem», sublinha {Inmculada} Domínguez, professora de Economia Financeira e Contabilidade da Universidad de Extremadura e perita em pensões. Mas o que sim se começam a apresentar alguns estudos é a necessidade de reformular o modelo com prestações que podem ser transitórias ou em função de outros rendimentos, para que possa garantir-se a sustentabilidade do sistema.

Para explicar as tendências contrárias que desenha a estatística entre homens e mulheres temos de analisar o percurso/percorrido de ambos no mercado laboral por um lado e também a esperança de vida. A tendência das pensões de {viudedad} que percebem/recebem as mulheres representam a evolução natural da pirâmide de população, em consonância com as defunções que vão produzindo de {perceptoras} (saem do sistema) e com a incorporação doutras novas ao falecer seus casais. Como as mulheres eram as únicas que percebiam/recebiam a pensão faz 30 anos (porque muito poucas estavam nessa altura no mercado laboral com a continuidade suficiente para gerar esse direito) nos troços mais altos desta prestação só/sozinho aparecem elas.

Além disso, as mulheres vivem 85,2 anos em média face aos 79,4 anos dos homens, segundo os últimos dados do Instituto/liceu Nacional de Estatística correspondentes ao 2017. Isso supõe que nos troços mais altos da tábua (acima dos 75 anos) enquanto há uma importante ‘saco/sacola/bolsa’ de {perceptoras}, a proporção de homens é mínima. Apenas um 0,2% dos beneficiários duma pensão de {viudedad} com mais de 85 anos são homens.

De facto, vendo os dados detalhados por idades, mais de dois terços dos 1.443 extremenhos que percebem/recebem uma pensão de {viudedad} têm menos de 65 anos. Frente a isso, só/sozinho 411 têm mais de 65 anos e deles apenas há uma centena no troço mais alto, com mais de 85 anos. No caso de 46.768 mulheres que percebem/recebem esta prestação (a imensa maioria porque são um 97% do total) mais de 30.000 têm mais de 75 anos e a metade delas superam os 85 anos de idade.

«A pensão de {viudedad} tem tido um importante papel para eliminar a brecha de género», sustenta a professora da UEx, que recorda que estes rendimentos se criaram para que servissem de {sostén} das famílias quando desaparecia a que nessa altura era a única fonte de rendimentos (ou a principal). Mas o habitual agora é que trabalhem homens e mulheres e ambos gerem o direito a essa prestação para o outro. «Quando um dos dois falece há um {desequlibrio} económico, mas pode reajustar-se a situação», aponta. Por isso há estudos já que apresentam a opção de que em lugar de que seja vitalícia seja uma pensão temporal ou segura a que {tengas} outros rendimentos, com o fim de adaptá-las ao novo cenário.

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