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El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 22 de novembro de 2017

A arte urbano invade as ruas dos povos/povoações extremenhos

São cada vez mais os municípios que cedem espaços para transformar, promover e embelecer seu próprio paisagem, numa série de iniciativas nas que artistas e vizinhos/moradores interagem e impulsionam o encanto de numerosos núcleos rurais

MARIAN ROSADO region@elperiodico.extremadura.com CÁCERES
10/09/2017

 

Povos/povoações convertidos em telas públicas, arte contemporânea que sai dos museus para usufrua de vizinhos/moradores e visitantes. Essa é a tendência crescente em numerosos municípios da região, nos que grafiteiros e outros artistas passaram de ser antigos inimigos a aliados fundamentais para potenciar o encanto destes povos/povoações e seus espaços.

Instalações municipais, casas desabitadas, naves industriais, depósitos de lixo, garagens e tudo tipo de fachadas se convertem em contentores de arte.

Piornal foi uma das pioneiras com seu impulso no ano 2012 de ‘Arte na rua’, em colaboração com a professora de Belas Artes da Universidade de {Sevilla} María José García del Moral e um grupo de alunos.

As características uralites da localidade cacerenha ficaram decoradas para a posteridade em onze de suas fachadas.

O êxito do projeto {piornalego} foi também confirmado noutros municípios que participaram no programa ‘Contentores de Arte’, promovido pelas assembleias provinciais de Badajoz -desde há oito anos- e Cáceres -desde há dois-, junto à Associação de Universidades Populares da Extremadura ({Aupex}) e que neste ano encharca em Esparragalejo, Olivença, Valdivia, Almoharín, Villanueva de la Vera e o próprio Piornal, após seu passo por outros 20 municípios extremenhos.

‘Museus onde não há museus’ é o mote de um programa que, tal como explica sua coordenadora, {Marta} do Poço, pretende «transformar espaços em desuso para promover a arte contemporâneo e favorecer a interatuação através de este arte».

A seleção prioriza a artistas plásticos que sejam profissionais e locais e que impulsionem projetos coletivos, procurando que os vizinhos/moradores também sejam partícipes.

«Tem um sentido que vai para além de a decoração, que move ao povo/vila e vem a demonstrar que a arte não necessita de um museu para ser usufruído. Pode estar em qualquer sítio», explica do Poço.

Velhos {silos}, casas, indústrias e inclusivamente cadeias se abrem aos cidadãos que têm assim a oportunidade de conhecer estes espaços por dentro e ver o poder/conseguir de transformação que tem a arte. Além disso, a ideia é que estes espaços sigam/continuem em uso como centros de criação artística.

Serra de Gata foi um dos últimos destinos em somar-se a este movimento através do projeto ‘Água Doce’, que vai a unir graças ao arte mural aos municípios de Moraleja, {Villasbuenas}, {Robledillo}, A Moheda de Gata, Torre de Dom Miguel e Perales del Puerto.

A finalidade é criar uma rede de grafítis na qual cenas de natureza e água e a homenagem a {Louis} {Wain} -pintor inglês reconhecido por suas representações de gatos- serão protagonistas.

Outras expressões artísticas

Mas a arte não somente se projeta em muros, mas também pode mover-se na rua, como demonstra ‘Supertrama / Programa de Arte Pública da Extremadura’.

«Trata-se de vincular cidadania, arquitetura, espaços naturais, património e outros agentes para tirar a arte», explica Marina Fernández, promotora de um projeto nascido em Valverde de la Vera e que soma-se a seus famosos parasóis de {ganchillo} de ‘{Tejiendo} A Calle’, no qual os vizinhos/moradores elaboram toldos para guarecer as ruas do sol de verão.

No caso de ‘Supertrama’, a ideia trata de somar diferentes perspectivas de um arte em princípio efémero, embora poderia ficar na localidade em forma de várias peças de olaria e módulos de madeira.

Após um processo de seleção aberto em toda A Espanha três foram as obras escolhidas: a {performance} ‘Corpo Público’, de Miguel Braceli; ‘{Plug}-{in} {Façades}’, de {Fabiola} Muñoz e Carlos León de Estudio Extramuros e ‘Sem Título’, um oficina participativo de objetos de olaria tradicional de Antonio Ballester Moreno e Ana Ausín

La vocação de ‘Supertrama’, que estará presente em Valverde de la Vera até ao próximo 30 de setembro, é mover-se e exportar este conceito/ponto de arte vivo a outros municípios da região em próximas edições.

ENTRE A ARTE E O ensino

Algumas criações nascem do próprio impulso do pintor local que quer revalorizar sua vila e, mais que com uma pretensão artística, procuram uma função decorativa e didática.

É o caso da localidade de Badajoz de Villar de Rena, na qual Alfonso González decidiu acrescentar um pouco/bocado de fantasia a diferentes dependências municipais.

«É um povo/vila com bastante encanto mas no qual ninguém para, nessa altura se me aconteceu chamar à atenção», relembra González.

Assim, com uma equipa de três pessoas, tem transformado a creche, o centro jovem municipal e um tenda de luz em capas de relatos infantis.

«Na verdade primeiro vem a ideia e depois o prédio. Para além de decorar trata-se de proporcionar um pouco/bocado de didática para as pessoas jovem e deixar algum mensagem escondida», diz.

O artista, que além disso é vereador municipal, conta que agora mesmo estão centrados na criação de um Belén a tamanho real face a a Natal, mas promete novos murais nos que histórias tão populares como ‘O livro da selva’ ou ‘{Alibaba} e os quarenta ladrões’ serão protagonistas.

Já seja por iniciativa das administrações ou pessoal o certo é que estes projetos aproximam a arte aos vizinhos/moradores dos núcleos rurais e lhes soma um ponto mais de atrativo para os visitantes. La {metamorfosis} do abandono à criação e a cor chegou para ficar.

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