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Ao sala de operações com mamã ou com {papá}

Só/sozinho se permite durante a anestesia para reduzir a ansiedade do menor. A presença de familiares nas operações infantis vai-se abrindo passo

 

{Renata}, extremenha, beija a seu bebé em sala de operações. - JOSÉ LUIS ROCA

Renata (à esquerda) pega a mão do seu filho enquanto os médicos lhe anestesiam. - JOSÉ LUIS ROCA

OLGA PEREDA
23/02/2020

Pablo (nome fictício) tem 2 anos. Está sentado numa {cunita}. Leva sua fralda e uma bata de hospital. As paredes têm desenhos bonitos e na porta se lê {URPA}, Unidade de Recuperação Postanestesia. Pablo tem apanhada uma via. Está rodeado de pessoal sanitário. Mas sua mamã, Renata, está com ele, pegandole a mão. Pablo começa a pôr-se nervoso e pede água, mas sua mamã lhe diz com infinito carinho que agora não pode, que já beberá depois. Pablo está prestes a entrar num dos salas de operações do hospital infantil de La Paz (Madrid). Os médicos lhe vão a praticar uma circuncisão e uma {colonoscopia}.

Uns enfermeiros levam-se ao bebé em seu {cunita} com rodas. Renata não lhe solta a mão. Entram na zona de salas de operações. Renata se tem posto o uniforme regulamentar, {calzas} e gorro incluído. A anestesista começa a fazer seu estreitamente. Pablo chora, move as pernas e os braços. Se resiste, como é lógico, a que a médica lhe ponha a máscara. Renata se aproxima mais, lhe beija, lhe afaga a {tripita}, lhe diz que os aparelhos médicos são balões com adesivos, essas com as que tanto/golo gosta de jogar. Lhe sussurra coisas bonitas ao ouvido. E Pablo se acalma. E se dorme. A anestesia fez efeito. Renata vai-se. Agora seu bebé já não a necessita. Só/sozinho necessita aos médicos.

A SORRISO E OS OLHOS / Algo mais duma hora depois, a Renata a avisam e uma médica lhe sorri e lhe diz essa frase mágica e maravilhosa que tudo pai quer ouvir: «Já está. Tudo tem ido bem». Entusiasmada e também nervosa, regressa à sala {URPA}, onde em breve levarão a seu bebé e onde começará a acordar. O último que viu o {crío} antes da operação foi a sorriso e os olhos de a sua mãe. O primeiro que verá quando se desperte será isso mesmo. Mamã.

Se Pablo tivesse sido intervindo há um ano, o mais provável é que Renata não tivesse podido ter estado com ele em sala de operações. O acompanhamento materno ou {paterno} prévio a uma operação cirúrgica infantil se está implementando aos poucos em muitos hospitais espanhóis. Na Paz está em completo funcionamento desde há oito meses, depois de/após que o médico/ doutor Pascual Sanabria, chefe de secção de Anestesiologia e Reanimação Pediátrica, {comprobara} seus efeitos benéficos e lutasse até se saciar por sua aprovação.

Renata, que vive na Extremadura e se tem deslocado a Madrid para a intervenção cirúrgica de seu {crío}, só/sozinho tem palavras de agradecimento. «Quando {ingresamos} nos explicaram que existia essa possibilidade e naturalmente que disse que sim, que estaria com meu filho até que estivesse anestesiado. Num hospital, as mamãs nos sentimos um pouco/bocado inúteis porque não podemos fazer nada. Mas o que sim se podemos fazer é acompanhar a nossos filhos, sempre e quando não {molestemos} aos médicos. Embora seja cinco minutos acredito/acho que é algo muito importante. Abraçar-los, afagar-los e tranquilizar-lhes faz com que entrar num sala de operações seja menos traumático para eles. Tudo se faz mais humano. E os pais acredito/acho que também nos {quedamos} mais tranquilos», explica a EL PERIÓDICO.

Quando Renata regressa à {URPA} –nome que se lhe ficará gravado a fogo na memória– acompanha a seu filho no despertar da anestesia. O {peque} abre os olhos e vê a seu {mami}, que lhe sussurra, afaga e sorri. Lhe diz que os médicos curam à pessoas e que cedo se sentirá bem. Pablo deve pensar que se mamã está com ele, nada mau pode passar. Embora esteja numa maca, com mais de um cabo rodeando-lhe o corpo e com desconhecidos que lhe tocam por toda a parte. Mamã está com ele.

Enquanto se mudava de roupa num quarto específico para isso (o médico/ doutor Sanabria recorda o imenso esforço que custou habilitar essa miniquarto dado o pouco/bocado espaço que vai ficando em La Paz), Renata encontra-se com uma sondagem de satisfação, cuja participação é voluntária. Não faz falta mais que olhar sua cara para saber que nota (dum a cinco) vai a pôr nas dez perguntadoras.