Menú

El Periódico Extremadura | Domingo, 24 de junho de 2018

Las andanças extremenhas de Iván

El que fora assessor chave do popular Monago quando primeiro ganhou e depois perdeu as eleições se converte agora no chefe de Gabinete do presidente socialista Pedro Sánchez H Su estratégia política procura sempre o efeito surpresa

R. SÁNCHEZ region@extremadura.elperiodico.com CÁCERES
08/06/2018

 

«Que falem os socialistas, que são os que devem opinar», lançam desde o PP. «Não vamos a fazer declarações. Já {expresamos} o que tínhamos que dizer em redes sociais», respondem no PSOE. Foram as reações ontem na Extremadura dos dois partidos implicados quando se soube que Iván Redondo, o que fora assessor chave de José Antonio Monago, o que lhe ajudou a ganhar as eleições -e depois a perder-les-, é já oficialmente a mão direita (ou esquerda) de Pedro Sánchez; o presidente socialista tem prescindido de seu fiel chefe de Gabinete, {Juanma} Serrano, para colocar nesse posto a Redondo.

A notícia provocou um novo sobressalto no PSOE regional. Já quando foi contratado como assessor por Sánchez, o porta-voz na Asamblea de Extremadura, Valentín García, assegurou que era um engano. «Converteu ao nessa altura presidente (Monago) em {títere} e foi quem governou verdadeiramente em nome da direita extremenha», foram suas palavras. Também: «Seus métodos distam muito de ser um exemplo de princípios e valores que possa aplicar o PSOE». E além disso: «Chamava aos socialistas ‘quatro {desarrapados} e meio’».

Agora o {susodicho} vai da mão do chefe do seu partido.

Em sapatilhas de desporto

A Iván Redondo se lhe atribui grande parte do êxito eleitoral de José Antonio Monago em 2011. Mas o certo é que os ventos vinham de Madrid muito a favor dos populares após um Governo socialista que não reconheceu a tempo uma crise económica que tem {agrietado} ao país e cujas feridas seguem/continuam mais que presentes.

Mas Redondo soube aproveitar o momento e apostou em um mudou de imagem do PP. Teve claro que devia eliminar o cheiro a naftalina e tirar a um candidato sem gravata, em sapatilhas de desporto, com uma linguagem popular... Lhe colocou o capacete de bombeiro (sua antiga profissão) e se encarregou de que toda a gente soubesse que era um humilde filho de guarda civil. Uma pessoa feita a sim mesma.

E ganhou as eleições. E tornou-se no primeiro presidente popular que mandava na Extremadura. Isso sim, necessitou a abstenção dos três deputados de IU para subir ao trono (um ano depois, o popular Javier Arenas também venceu em Andaluzia, mas ali teve pacto PSOE-IU).

El oitavo conselheiro

Durante o seu mandato, Monago converteu a Redondo em diretor do gabinete de presidência, embora com cargo e ordenado de conselheiro (o {apodaron}, de facto, o oitavo conselheiro).

El assessor estrela estava detrás do título de {barón} vermelho e verso solto que conseguiu o presidente extremenho a nível nacional, de seus discursos de Natal pronunciados em catalão, basco e galego, de seu posicionamento a favor do aborto e contra de seu ministro Gallardón, do convencimento de que já não existiam as ideologias...

Puro marketing político com efeito surpresa aprendido em EUA com o que sabia como tirar coelhos da cartola (o mesmo método que se tem empregado para ir soltando nomes de ministras e ministros como se fossem os vencedores dos prémios Goya, criando uma grande expectativa).

Desde o PSOE falavam do efeito tômbola, ou o que é o mesmo, repartir presentes por {doquier} embora fossem insignificantes.

A moção de Vara

Un momento complicado durante a etapa de poder/conseguir de Monago (2011-2015) foi a moção de censura que lhe apresentou Guillermo Fernández Vara, líder da oposição/concurso público naquele momento. Durante uns minutos ficou desconcertado e acusou ao socialista de «tentar partir-lhe a perna».

De facto, ausentou-se da Assembleia assegurando que devia fazer uso do quarto de banho, mas a realidade é que foi a reunir-se com Redondo, que naquele momento viveu uma moção desde o outro bando. Monago voltou acalmado e soube dominar o discurso.

Mas o marketing se lhes foi das mãos durante a campanha eleitoral de 2015. Se passearam pelos povos/povoações com um carro dois cavalos que levava o mote Fazemos Extremadura, se pretendeu que Monago fora marca própria mais além do PP, e remataram com um videoclipe a ritmo de {rap} e com uma proposta que desconcertou: incluir o {hip}-{hop} como ensino {reglada} (alguns lhe chamaram o rapista vermelho).

Com um 29% de desemprego naquele momento (agora a taxa está no 25,9%), que afetava especialmente aos jovens, seu discurso se desvinculou da realidade extremenha.

El {efectismo} já não funcionou e Monago voltou à oposição/concurso público.

As notícias mais...