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El Periódico Extremadura | Sábado, 23 de septembro de 2017

18-N: Manifestação por um comboio digno

Junta, sindicatos e partidos políticos acordam uma grande mobilização na praça/vaga de Espanha de Madrid. Bernal chama a uma participação massiva e apela aos extremenhos emigrados e rostos conhecidos

REDACCIÓN region@extremadura.elperiodico.com MÉRIDA
14/09/2017

 

O próximo 18 de Novembro todos os extremenhos têm uma cita/marcação/encontro em Madrid. Essa é a data que o Pacto Social e Político pelo Caminho de ferro tem posto à grande manifestação que se quer celebrar na capital de Espanha em defesa de um comboio digno e seguro após «um verão negro» no qual se registaram quase meio centena de incidências nos comboios. Assim o anunciou a conselheira de Transportes, Begoña Gacía Bernal, no fim da Comissão de Seguimento do Pacto que se celebrou ontem em Mérida, justo um dia depois de/após que os responsáveis de {Renfe} visitassem a região para abordar a problemática do caminho de ferro extremenho.

Na mobilização, que terá lugar na praça/vaga de Espanha de Madrid, participarão representantes de todos os integrantes do Pacto pelo Caminho de ferro: a Junta de Extremadura, os quatro grupos parlamentares da Assembleia (PSOE, PP, Podemos e Ciudadanos), as assembleias provinciais de Cáceres e Badajoz, a Federação Extremenha de Municípios e Províncias da Extremadura ({Fempex}), os sindicatos UGT e CCOO e a Confederação Regional de Empresários da Extremadura (Creex). García Bernal quis agradecer profundamente a unidade de todos os integrantes do Pacto, pois «é a única maneira na qual se estão conseguindo coisas para esta terra», informa Efe. «Só/sozinho desde a unidade se pode chegar a 18 de Novembro exigindo o que por direito nos corresponde, que é um comboio digno já», reiterou.

A titular de Transportes explicou que a partir de agora se criará um grupo de trabalho (se reunirá pela primeira vez na segunda-feira) para desenhar todas as ações relacionadas com a manifestação de 18 de Novembro, que se recolherão numa site que estará operacional nuns dez dias. García Bernal fez um apelo a todos os extremenhos para que participem na mobilização, especialmente aos lares e casas da Extremadura em Madrid e também aos rostos extremenhos mais conhecidos: artistas, desportistas, escritores, etc. Segundo disse, se facilitará transporte desde a região para assistir.

O objetivo, insistiu García Bernal, é «demonstrar em Madrid que Extremadura é uma voz que reclama que se salde uma dívida histórica». «Esta reivindicação não é de políticos, os sindicatos ou o patronato. É dos cidadãos da Extremadura», reiterou a conselheira.Na mesma linha, o porta-voz do PSOE na {Asmblea}, Valentín García, augurou que a manifestação será «um êxito rotundo e um ponto de inflexão para que, governe quem governe em Espanha, se cumpram os compromissos em matéria ferroviária».

O PP, TAMBÉM / O porta-voz de Infraestruturas do PP, Víctor del Moral, justificou a presença do seu partido na mobilização em que se tratará de «uma concentração festiva» na qual se reivindicarão melhorias, mas também «se festejarão as que já estão vindo», como o Talgo que {Renfe} quer pôr em serviço no primeiro trimestre de 2018 ou o oficina de Badajoz. «O PP se sente cómodo numa concentração festiva em Madrid onde não só/sozinho se ponha o acento no negativo mas também no positivo», disse Do Moral.

Por seu lado, a deputada de Podemos {Jara} Romero {afeó} a PP e PSOE que não tenham assumido suas responsabilidades pela situação atual do comboio. Romero, que apresentou que os representantes públicos cheguem o 18-N a Madrid em comboio, pediu que os compromissos com o caminho de ferro extremenho se {cristalicen} nos orçamentos do Estado. A porta-voz de {Cs}, Vitória Domínguez,advogou por estar «todos a uma» em defesa do comboio e instou aos extremenhos a implicar-se nesta «reivindicação histórica».

Desde o âmbito sindical, as líderes de UGT e CCOO, Patrocínio Sánchez e Encarna Chacón, pediram à Junta que deixe de pagar os quatro milhões de euros que dá para cobrir o défice que geram os comboios «porque o serviço é inadmissível». Sánchez valorizou a unidade «mas não a qualquer preço» e face à postura do PP, sublinhou que o ato tem que ser reivindicativo e não feriado, pois «não há nada que celebrar porque o único que chega à região são migalhas». Chacón, por seu lado, advogou por «a soma de todos, embora tenha diferenças», para que Extremadura possa ter um comboio de qualidade.

Finalmente, o secretário-geral da Creex, Javier Peinado, valorizou a unidade perante uma questão na qual «chegou o momento de dizer basta».

Também mostrou seu «total apoio» à manifestação o presidente da {Fempex}, Antonio Buenavista. Segundo disse, a instituição dará agora transferência aos municípios do acordo alcançado ontem em Mérida para que todos as Câmaras Municipais façam «trabalhos de sensibilização» entre seus vizinhos/moradores.

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