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El Periódico Extremadura | Domingo, 8 de dezembro de 2019

As vítimas têm nomes

Todas as pessoas implicadas no projeto ‘Adeus Coraçãozitos’, desenvolvido no Valle del Jerte, puseram o broche final na sexta-feira passada com a lembrança e homenagem às mulheres assassinadas

ALEX DE MATÍAS prov-caceres@extremadura.elperiodico.com VALLE DEL JERTE
02/12/2019

 

Na semana na qual se tem comemorado o Dia Internacional contra a Violência de Género, o Valle del Jerte tem posto ponto e final a um novo projeto de ‘Adeus Coraçãozitos’, encerrado com um ato de despedida muito emotivo e de lembrança a todas as mulheres que foram vítimas neste ano, organizado desde o Escritório de Igualdade da Mancomunidad (conjunto de municípios) de Municípios do Valle del Jerte.

Assim, na sexta-feira passada, todas as pessoas implicadas neste projeto partilharam o fecho do mesmo. Foi «uma jornada comovente por muitos motivos: por voltar a ver a implicação de muitas mulheres nesta luta, por recordar cada momento vivido com o projeto e por ter que somar 54 assassinatos mais desde a última vez que nos encontramos, e que fazem um total de 1.280 assassinatos, com o que já chega», difundiu a própria mancomunidad (conjunto de municípios) por meio de uma mensagem em seus redes sociais.

Lembrança com corações

Nas portas da mancomunidad (conjunto de municípios) se voltou a relembrar a todas essas mulheres, a nomeá-las e a depositar os corações junto ao resto, desenhando, além disso, 51 silhuetas que simbolizam os 51 assassinatos deste 2019. «Como sociedade temos que posicionar-nos, mostrar a rejeita contra a violência de género, o apoio aos familiares das pessoas assassinadas e não esquecer a nenhuma das vítimas», assinalam desde/a partir de a mancomunidad (conjunto de municípios).

Este projeto ‘Adeus Coraçãozitos’ surgiu da necessidade de «consciencializar à sociedade sobre/em relação a a violência de género e deixar de contar com números às vítimas, pôr-los nomes e conhecer sua história, porque detrás deixam família e filhos, em muitos casos, mas também temos de conhecer as histórias dessas sobreviventes da violência que podem contá-lo hoje», explica Johana, membro da Escritório de Igualdade do Valle del Jerte.

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