Menú

El Periódico Extremadura | Domingo, 18 de agosto de 2019

A arte do {ganchillo} em plástico

As vizinhas de Valverde de la Vera trabalham todo o ano na realização de parasóis de tamanho {XXL} e elaborados com a técnica do {ganchillo} mas com materiais de plástico reciclado e os expõem durante o verão pelas ruas do município

ALEX DE MATÍAS
21/07/2019

 

O plástico está na moda. Infelizmente para o Ambiente, o dano que causa é muito alto. Mas na localidade {verata} de Valverde de la Vera, o plástico é, desde há vários anos, um elemento fundamental que não pode faltar durante o verão. É que as vizinhas se dedicam durante o ano a realizar parasóis de {ganchillo} de tamanho {XXL} com sacos de plástico reciclado. Arte em estado puro, que contribui a melhorar o Ambiente e que, além disso, dá sombra e uma sensação maior de frescura nas ruas do centro histórico da localidade, que faz mais suportável a época estival.

Este projeto, denominado {Tejiendo} a Calle, é ideia da desenhadora e arquiteta Marina Fernández, a quem lhe propuseram fazer uma exposição de seus trabalhos «mas me pareceu mais interessante apresentar projetos de quadro {colaborativo} para poder/conseguir implicar aos vizinhos/moradores do município, que tivessem uma atividade para fazer durante todo o ano e que em verão pudessem ter uma intervenção em público», explicava a coordenadora do projeto.

Este será o sétimo ano que se possam contemplar os parasóis {XXL} de {ganchillo} pelas ruas de Valverde de la Vera. «Desde o primeiro momento muitas mulheres se implicaram neste projeto de plantel/elenco». Durante todo o ano, as interessadas em participar no projeto {tejen} os parasóis, arranjam os mais estragados e realizam novos designs. «As peças funcionam como protetores terrenos durante o dia e levam incorporadas luzes para que à noite mostrem o caminho à praça/vaga principal de Valverde de la Vera, centro principal de encontro durante as festas de Agosto», assinalava Marina.

{Ganchillo} adaptado

A técnica empregada é a tradicional de {ganchillo} adaptada a uma escala maior e os motivos ou representações dos parasóis são os próprios das trabalhos realizadas tradicionalmente na zona. Para isso, se utiliza material plástico, sacos da compra ou plásticos de embalagem que as {tejedoras} transformam em longas tiras que são {tejidas} depois. Também utilizam plásticos com cores especiais e maior resistência para peças pontuais, que normalmente são ligeiras, impermeáveis e que podem ser armazenadas ocupando pouco/bocado espaço.

«Neste ano temos recuperado os {picaos} dos fatos tradicionais que as mulheres se punham durante os carnavais. Desta forma abrimos o projeto à participação de mais pessoas, porque provavelmente há pessoas à que não gosta de o {ganchillo}, mas se gosta de fazer bordados. É um bom exemplo de trabalho em comunidade, uma iniciativa artística que reforça o trabalho em plantel/elenco e que resgata técnicas artesanais que se estão perdendo», assegurava Marina Fernández.

Peças de valor artístico

No fim, o que fazem as mulheres é «transformar um material que já é um {desecho} é uma peça com um alto valor artístico e que prolonga o tempo de vida desse material que ia ser atirado à lixo». É um trabalho que se faz «com muito carinho» e que gera «alegria e satisfação na localidade, que se {vuelca} com este projeto e são os próprios vizinhos/moradores os que também ensinam aos turistas o que se fez durante todo o ano», sentenciava a coordenadora de {Tejiendo} a Calle.

Os parasóis de {ganchillo} {XXL} já se podem visitar desde na sexta-feira pelas ruas centrais do centro histórico de Valverde de la Vera. Estarão expostos durante tudo o verão até, aproximadamente, a primeira semana de setembro. Após a inauguração oficial, se realizou uma visita guiada por essas ruas para contemplar os parasóis e os novos designs deste ano.

Este projeto supõe para Valverde de la Vera «turismo em quantidade/quantia», mas também «dar-lhe a importância que se merece, e que até agora não se lhe deu, e um reconhecimento a todas as vizinhas que estiveram todo o ano {tejiendo}». Para a presidenta da Câmara Municipal é um «orgulho» que este projeto siga/continue adiante e espera que continue assim «muitos anos mais e que se lhe de o interesse/juro que tem», afirmava Esperanza Mayero.

Este projeto tem obtido numerosos reconhecimentos ao longo/comprido deste anos, mas, sem dúvida, o momento mais importante se viveu em Abril quando os parasóis estiveram presentes na {Guiltless} {Plastic}, {Ro} {Plastic} {Prize}, um concurso internacional organizado pela desenhadora {Rossana} {Orlandi}.

As notícias mais...