Menú

El Periódico Extremadura | Domingo, 18 de agosto de 2019

A ‘pátria jovem’, sempre presente

Garrovillas de Alconétar e de O {Prat} de {Llobregat} pretendem retomar seus intercâmbios culturais, deixando claro o vínculo humano que lhes une a ambos. Mais de 1.400 {garrovillanos} emigraram ao município barcelonês nas décadas dos 60 e 70

ALEJANDRO RODRÍGUEZ caceres@extremadura.elperiodico,com GARROVILLAS DE ALCONÉTAR
22/07/2019

 

Muitos jovens têm que emigrar à procura de um novo futuro. Agora viajam com todas as comodidades. Antes de ir-se já o têm tudo organizado para começar sua nova vida.

Mas isto de emigrar não é nada novo. Um claro exemplo é o município de Garrovillas de Alconétar, que nos anos 60 contava com mais de 6.000 vizinhos/moradores e atualmente apenas supera os 2.000 habitantes. A partir dos anos 60 e 70, os problemas económicos levaram a muitos de seus habitantes a pegar/apanhar uma mala (poucos eram os que a tinham nessa altura) e marcar-se um novo caminho num duvidoso destino.

Esses novos rumos foram vários por toda a geografia espanhola. Uns migraram ao País Basco. Outros a Madrid. Mas a maioria dos {garrovillanos} foram a Barcelona, concretamente a um município chamado o {Prat} de {Llobregat}, onde chegaram a reunir-se mais de 1.400 deles. Ali conseguiram fazer uma grande comunidade de vizinhos/moradores na qual todos tinham uma mesma {añoranza}, seu ‘pátria jovem’. Atrás ficavam os seus pais, seus amigos, seus vizinhos/moradores… Em muitos casos indo-se só/sozinho o chefe de família até que chegasse a ter mais ou menos estabilizado seu novo lar e pudessem voltar-se a unir o núcleo familiar. Alguns deles foram Carmen Perianez ‘A {bovia}’, Jesús Jiménez ‘{Cuarterón}’ ou {Teodoro} Martín ‘O Careca’.

A existência desta extensa colónia {garrovillana} no {Prat} de {Llobregat}, com já até conterrâneos de terceira e quarta geração, foi a que fez que surgisse a ideia entre as Câmaras Municipais de Garrovillas de Alconétar e de O {Prat} de {Llobregat} de irmanar-se e realizar uns intercâmbios entre ambos povos/povoações com atividades que fizessem que, conterrâneos de ambos povos/povoações, pudessem convivir uns dias. Durante vários anos, cada dois anos visitava um povo/vila ao outro. Fazendo que no coração de todos esses emigrados, que o tinham jogo/partido entre as duas terras, a extremenha e a catalã, acontecessem dois efeitos. Que voltassem a {brotar} bonitos lembranças em sua memória ao passear pelas ruas de seu povo/vila, ou que com orgulho lhes pudessem ensinar aos seus o lugar onde lhes acolheram e ressurgiram suas novas vidas. Em 2011 se quebrou a costume de visitar a seu município irmão.

Com surpresa para todos o presidente da Câmara Municipal do {Prat} de {Llobregat} {Lluís} {Mijoler} tem anunciado via Twitter que estendiam a mão à Câmara Municipal de Garrovillas para voltar a retomar esta tradição. Garrovillas tem pegado esta mão estendida com força para que volte a surgir essa ilusão/motivação entre seus vizinhos/moradores. Mostram-se dispostos a retomar estes encontros tão {añorados}, que muitos de seus vizinhos/moradores estiveram tentado recuperar.

Um exemplo de migrante {garrovillano} é Salvador Furtado Vizinho/morador. O segundo filho de Emilio ‘Chupão’ e de ‘A Liberta’ (nesta época teve que mudar seu próprio nome, Liberdade), foi um dos que se {lió} a cobertor à cabeça e decidiu fosse de seu querido povo/vila à procura de um futuro menos custoso do qual lhe esperava em Garrovillas a qualquer jovem de sua idade. O seu pai, Emilio, também foi um valentão como ele e vários anos antes também decidiu emigrar. Foi o primeiro {garrovillano} que emigrou a Alemanha à procura de dinheiro para poder/conseguir sobreviver. Uma vez de volta o chefe de família, e com tudo o que pôde poupar, estabeleceram um bar com uma pequena {fonda} na praça/vaga de Colón, com o que puderam começar a respirar. Desde então Salvador, junto a seus dois irmãos, se dedicava a trabalhamos/trabalhámos de empregado de mesa no estabelecimento familiar. Mas ele a isso não lhe via futuro, tinha outras expectativas para continuar em sua vida. Se apaixonou de {Angelines} Ramos, a filha de ‘Omeleta’. Ambos não viam como poder/conseguir tirar fazia diante sua futura família, não podiam nem sequer fazer planos de casamento e poder/conseguir conseguir um futuro lar. Nessa altura surgiu a enigmática frase «¿e se nos vamos? Me disseram que ali há trabalho, que ali há muitos {garrovillanos} e dizem que algum dia poderemos sentir-nos como em casa». E assim foi, se foram embora. ¿A onde? Pois ao {Prat} de {Llobregat}. Ali começaram a trabalhamos/trabalhámos, ele como funcionário do Estado, ela trabalhando numa fábrica. Ali começaram uma nova vida, sempre com Garrovillas em seu coração. Ali nasceram seus filhos, e agora, seus netos. A todos eles se lhes tem educado inculcando-lhes os vínculos com a terra que viu nascer a os seus pais e avós. A essa terra, Garrovillas, à que cada ano voltam e se sentem como em casa. Em cada viagem repetem o mesmo «que curto se fazem os mil quilómetros que nos separam quando vamos, mas que interminável se nos fazem quando nos {volvemos}».

As notícias mais...