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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 28 de fevereiro de 2020

A procuradoria e a acusação pedem três anos para três inculpados por burla

Duas pessoas pagam o 100% dos seus apartamentos e ficam sem casa e sem o dinheiro. A defesa solicita a absolvição e o juízo continuará o 2 de Março na Audiência

F. LEÓN prov-badajoz@extremadura.elperiodico.com BADAJOZ
14/02/2020

 

A Audiencia de Badajoz iniciou ontem um juicio contra tres acusados de sendos delitos de estafa, pelo tipo de dobro venda, por não ter entregue os apartamentos adquiridas por dois compradores duma promoção de 13 vivendas, que os pagaram na sua totalidade, em 2008, em Zafra, e continuam sem casa, sem recuperar o dinheiro e uma deles, pagando a hipoteca que formalizou para a compra.

A situação se produziu porque a promotora que dirigia Felipe Matínez desde Tarrasa, que não está imerso na causa por estar «desaparecido», segundo os acusados, não pôde continuar com a promoção e a assumiu a empresa construtiva para ressarcir-se da dívida gerada pelo falta de pagamento duns promissórias por seu estreitamente, empresa que levavam dois dos acusados, D. M. e G. L,

Estes, para continuar o projeto e vender os apartamentos reuniram-se com os compradores para oferecer-los acabar o edifício com qualidades inferiores, sem mobilar as cozinhas e sem ar condicionado, se bem tiveram que conseguir a titularidade mediante A {dación} da propriedade da promotora e resolver um crédito com Caja Extremadura.

Os construtivos finalizaram o edifício mas não entregaram os apartamentos aos compradores que tinham satisfeito a totalidade do custo dos seus apartamentos porque, asseguraram, o pagaram à promotora e eles não tinham recebido o dinheiro; apesar de ficar, numa reunião prévia, em falar com eles dois à parte por ser «um caso diferente», segundo manifestaram vários testemunhas.

Estas pessoas segundo declararam, denunciaram os factos para recuperar a casa ou o dinheiro entregue.

Os construtivos reconhecem que não entregaram esses apartamentos e afirmaram que desconheciam que tivesse dois vendidos e pagos. O terceiro acusado, R. G., é um sócio investidor que foi para ajudar a resolver o problema, diante da desaparição do promotor, mas desconhecedor de tudo, segundo disse.

Para a Procuradoria, estes factos constituem sendos delitos de burla por dobro venda, dos acusados; também para a acusação, que não obstante contempla, subsidiariamente, o de apropriação indevida; ambos pedem 3 anos de prisão para cada um e a devolução da casa ou o dinheiro, segundo os letrados Alejandro Ortiz e Elías Lorenzana. As defesas solicitam a livre absolvição de seus representados.

O juízo, no qual ontem declararam os acusados, os compradores, e vários testemunhas, continuará o 2 de Março, com a declaração a testemunha mais e com a apresentação das conclusões definitivas.

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