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Condenado um vizinho a um ano de cadeia por atar e deixar desatendida a uma cadela

Não pode ter a seu cargo um animal em três anos e deve pagar 750 {€}

 

EUROPA PRESS MÉRIDA
08/03/2020

O Tribunal do Penal número 2 de Mérida tem condenado a um vizinho de Calamonte a um ano de prisão e a três sem poder ter animais a seu cargo pelo delito de maltrato animal doméstico com ensañamiento, ao manter a uma cadela de raça mastim durante «longo tempo» atada pelo pescoço e uma pata num espaço reduzido com o chão de betão, sem apenas comida nem água, e sem nenhum cuidado veterinário.

Esta situação provocou à cadela graves feridas no pescoço e as patas, bem como um estado de saúde deplorável devido à falta de atenção veterinária, que agravou-se devido a que padece leishmaniose e um tumor não maligno de 20 centímetros de cumprimento.

O animal pôde escapar do seu cativeiro pelos seus próprios meios, o que permitiu que fora resgatada e atendida por membros duma protetora de animais da localidade, que além disso deverá ser indemnizada com mais de 750 euros pelo condenado em compensação pelas despesas veterinários que, segundo a sentença, evitaram «uma morte segura» da cadela.

A sentença considera provado que o condenado deixou à cadela numa quinta da sua propriedade junto ao parque de São Isidro de Calamonte em torno do mês de Março de 2019 «sem as mínimas condições de higiene e sanitárias», atada ao pescoço e a uma pata traseira de tal forma que «impossibilitava sobremaneira a sua mobilidade». Além disso, o chão deste espaço do qual dispunha era de cimento.

15 QUILOS MENOS / Em finais de esse mesmo mês Março a cadela conseguiu escapar e foi encontrada por pessoas que a atenderam e a levaram a uma veterinária, quem testemunhou que a cadela pesava 15 quilos menos do que devia e que apresentava lesões multiplas não recentes provocadas pelas vínculos. O próprio tribunal define este sistema de sujeição de «extrema crueldade», e acrescenta que «aumentava deliberado e injustificadamente o sofrimento do animal».

De facto, estes vínculos provocaram que as cordas se incrustassem na pele do animal. Entre as consequências provocadas, a sentença do Tribunal do Penal de Mérida constata dois feridas no pescoço, uma primeira crónica de vários anos, que abrange tudo o pescoço com uma profundidade de 2 centímetros e o mesmo largo, e outra mais curta das mesmas características.