+
Accede a tu cuenta

 

O accede con tus datos de Usuario El Periódico Extremadura:

Recordarme

Puedes recuperar tu contraseña o registrarte

 
 
 

Um volta conseguida e insosso

O futebol volta a Alemanha num fim-de-semana sem incidentes e com cenas de estádios vazios e sem ambiente. Ceticismo entre os adeptos, os grandes prejudicados do ‘novo espetáculo’

 

Sem público 8 {Desangelada} imagem do jogo/partido entre o {Dortmund} e o Schalke. - EFE

RODRIGO ZULETA (EFE)
18/05/2020

A {Bundesliga} tem regressado definitivamente, e de facto a jornada 26 se completou entre no sábado e no domingo, e isso produziu alivio nos clubes enquanto dentro e fuera do mundo do futebol recebeu críticas ao regresso no meio da pandemia como primeiro país potente na indústria deste desporto dominante. A volta, apesar da anomalia das estádios vazios, se pode qualificar de conseguida. Não teve incidentes. Todos os responsáveis cumpriram os protocolos de prevenção fixados e não se apresentaram as aglomerações fuera dos estádios que alguns temiam.

A celebração dos golos do {Hertha} contra o {Hoffenheim} geraram -os jogadores se abraçaram- alguma irritação, mas a Liga Alemã de Futebol ({DFL}) se apressou a esclarecer num comunicado que não abraçar-se não faz parte do plano de prevenção.

Trata-se, se esclareceu, só de uma recomendação. À longa, os jogadores têm em todo o caso contacto físico durante os partidos e foram submetidos a repetidos teste de coronavirus para o regresso.

Ceticismo dos ultras

Apesar do regresso, que é qualificado por muitos como a recuperação de um pequeno pedaço de normalidade --embora em condições pouco/bocado normais--, entre os adeptos ao futebol há ceticismo perante o regresso.

Os ultras, sobretudo, desde que se começaram a forjar os planos, repetiram até se saciar que o futebol sem espectadores não é futebol.

As organizações de ultras no fim terminaram aceitando o regresso, embora advertindo que não se deviam utilizar/empregar recursos como ruídos artificiais para simular a presença de espectadores nos estádios.

A advertência reiterada de parte da {DFL} de que sem partidos à porta fechada morreriam parte dos clubes parece ter reduzido um pouco/bocado a resistência.

No entanto, se se fala com adeptos, muitos seguem/continuam se fazer amizade com o futebol da pandemia. «O derby sem futebol não é derby, tivesse sido melhor não jogarlo», disse um incha do {Borussia} {Dortmund} à Segunda Cadeia da Televisão Alemã ({ZDF}) após o triunfo da sua equipa perante o Schalke no derby do {Ruhr}.

A resistência vem acima de tudo dos adeptos que vão aos estádios. Desde há muito, as organizações de adeptos criticam a comercialização do futebol que faz com que, segundo elas, se atenda mais à televisão -que é a que põe o dinheiro- que a aqueles que estão sábado a sábado nas tribunas.

A mensagem de que jogar à porta fechada bastava, pelo menos, para salvar economicamente a muitos clubes, é um golpe para essas organizações.

Contra os adeptos críticos tem tentado argumentar num comentário a revesta {Kicker}. «Naturalmente não som partidos normais mas, ¿que é normal/simples em tempos do coronavirus? Nem a compra num supermercado nem a visita a um restaurante», diz o comentário. «É melhor que tenha partidos à porta fechada a que não tenha, a bola roda outra vez», acrescenta o publicado na revesta germana.

As críticas externas

Ao lado dos ultras, também desde fora do futebol há críticas ao regresso da {Bundesliga} que vêm de aqueles que consideram que o operacional/operativo que se tem espalhado para possibilitar o regresso representa um tratamento preferencial ao futebol e um agravo comparativo com outros sectores da sociedade.

Os mais de 1.700 teste de coronavirus que se têm realizado entre jogadores, corpos técnicos, fisioterapeutas e outras pessoas próximas aos equipas, sustentam os críticos, tivessem podido ser necessários noutras partes.

«Entendo que há quem diga que não entende que se possa voltar ao futebol enquanto seus filhos ainda não podem voltar às creches», admitiu o diretor desportivo do {Eintracht} {Fráncfort}, {Fredi} {Bobic}, ao ser confrontado por {ZDF} por uma sondagem que indica que o 66 por cento dos alemães seria partidário duma interrupção definitiva da época.

«Mas também acredito/acho que há políticos de segunda fila que estão tratando de tirar proveito de isso com atitudes populistas», acrescentou.

Volta o futebol. Desde/a partir de hoy trabalham em grupo nos treinos em Espanha. A dura {desescalada} continua.