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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 2 de abril de 2020

{Toyi} e a gesta de faz 61 anos

A capitã da equipa de {Portezuelo} que foi vice-campeã de Espanha de voleibol/vólei relata como o desporto mais modesto e {embrionerario} revolucionou a localidade cacerenha. Aquelas mulheres fizeram história para Extremadura chegando ao mais alto

E. P. E.
10/03/2020

 

Aconteceu no contexto da comemoração do Dia da Mulher com um encontro em {Portezuelo} com a assistência de mais de 300 mulheres das 15 localidades do ambiente e da localidade cacerenha. O desporto e a nostalgia se uniram para dar rédea solta a imagens e palavras que comoveram.

É que o programa de Dinamização Desportiva Ribeiro de {Fresnedosa} pôs seu granito com um divertido {photocall} desportivo que foi precedido por uma histórica entrevista, a realizada por duas meninas de {Portezuelo}, {Jara} e {Natalia}, integrantes da Escola de Voleibol/vólei da Associação Desportiva Batalha de Pavía de Torrejoncillo a Maria Vitória {Gómez} {Osuna}, {Toyi}, capitã da equipa de voleibol/vólei de {Portezuelo} que fez a gesta faz precisamente 61 anos de ser vice-campeãs de Espanha de voleibol (antiga denominação do {voley}), o 8 de Março de 1958.

Passado e presente do voleibol/vólei {portezueleño} se davam a mão numa amena cita/marcação/encontro, na qual, relata Fernando Manzano, responsável da dinamização, «{Toyi} nos contou que tudo começou a causa de a secção feminina, quando sua professora fez um curso e lhes meteu o vontade numa localidade que roçava nessa altura os 800 habitantes, pelos apenas 200 da atualidade», {pormenoriza} Manzano.

Contava a entrevistada que o grupo de meninas de apenas 11 anos se {enganchó} ao desporto que praticavam com dois paus e uma rede na zona do {Egido} (hoy pista polidesportiva), isso sim, como disse {Toyi}, «sempre que os burros se o permitiam, pois atiravam uma e outra vez os postes».

Graças a seu empenho e à dureza própria dos treinos, que as deixavam doridas, especialmente na pulso, disputaram a fase extremenha. Tiveram dura competência em Trujillo com equipas de Cáceres e Badajoz para passar à fase final a Madrid com a indumentária da época, de saias de quatro tábuas e t-shirt à qual se {adosaba} um pequeno peito/peitilho.

«As viagens em autocarro e comboio de linha foram toda uma aventura para este grupo de {portezueleñas} que passavam dias fora de sua localidade para disputar seus partidos com bolas que hoje em dia as raparigas nem se encostariam a eles», acrescenta Manzano.

E chegou a fase final de Madrid, «onde puderam ver pela primeira vez as liteiras ou o papel higiénico como nos comentou {Toyi} entre risos, do qual fizeram aprovisionamento para a volta». A final, para sempre recordada como o «grande roubo», proporcionou um Madrid-Portezuelo mais que surpreendente «e segundo nos indicou {Toyi}, a equipa extremenha começou ganhando, para empatar o madrileno indo ao último set onde o ponto final (naquele nessa altura não se ganhava com diferença de 2) se decidiu por uma decisão arbitrária controversa por uns supostos {dobles}. {Toyi} foi a capitã desse plantel/elenco histórico e uma das grandes culpados dessa gesta ao dispor de um tire «demolidor» que causava pânico.

Terminava a entrevista de {Jara} e {Natalia} animando as raparigas a que façam desporto e que sejam constantes em seu dia-a-dia para conseguir resultados. Enquanto, {Toyi}, enquanto, usufrui do {voley} em Teledesporto.

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