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El Periódico Extremadura | Domingo, 8 de dezembro de 2019

Este Tour é muito francês

{Julian} {Alaphilippe} chega segundo à cume do {Tourmalet}, onde se impõe {Thibaut} {Pinot}

SERGI LÓPEZ-EGEA
21/07/2019

 

Emmanuel Macron, situado estrategicamente detrás do pódio do {Tourmalet}, não saía de seu espanto com um sorriso de orelha a orelha. Dava {palmadas} a {Julian} {Alaphilippe}, quem até se permitia brincar com o presidente de França. Repetia o gesto com {Thibaut} {Pinot} e lançava um repto/objetivo, uma mensagem em nome de um país que faz 34 anos que não ganha o Tour: «Espero que acabe-se a maldição e que, por fim, um francês chegue de amarelo a Paris».

Sem dúvida, na montanha mais mágica dos {Pirineos} e se calhar da história da prova, {Alaphilippe} deu um passo de gigante para ganhar dentro duma semana a corrida/curso das corridas/cursos. O Tour é francês, como nunca o tinha sido porque não só/sozinho {Alaphilippe} se engrandece, mas {Pinot} demonstra que é o escalador mais fino ao conseguir uma enorme vitória no {Tourmalet}.

{Alaphilippe} ganhará o Tour, salvo surpresa monumental, porque a seu extraordinário estado de forma une uma qualidade tática impressionante. {Alaphilippe} demostrará aos que disseram e escreveram, com razões fundadas, que tinha vindo à corrida/curso a ganhar etapas, como no passado ano, e a passear o camisola amarela até que chegasse a montanha, que estavam enganados, muito enganados. Retificar e começar a acreditar/achar nele é de sábios. Se tinha alguma dúvida, temos de mudar o {chip} e começar a acreditar/achar num corredor que desde a terceira etapa tem demonstrado que é o mais forte.

Não tem plantel/elenco na montanha, só/sozinho a ajuda de {Enric} Mas, quem {flojeó} no {Tourmalet} para deixar-se de forma inesperada quase três minutos. Mas ele está aqui para aprender, não para ganhar, e examinar-se, embora não aprove, é algo necessário para {doctorarse} como grande figura. E agora, ao ciclista maiorquino não lhe fica mais remédio que entregar-se de corpo e alma em favor de {Alaphilippe} para converter-se não em seu {gregario}, nem muito menos, mas em seu delfim, o que ajuda a um rei na República Francesa a ganhar o Tour para satisfação de Macron. «Vamos a estar pendentes de vocês. Sois dois corredores formidáveis», lhes disse o presidente francês a {Alaphilippe} e a {Pinot}.

‘{ALLEZ}, {ALAPHILIPPE}’ / E se {Alaphilippe} não tem plantel/elenco que lhe importa, sempre encontra {gregarios} que, embora não seja a sua intenção, embora vão de azul, lhe fazem a corrida/curso perfeita impondo um ritmo, tal como fez o Movistar não se sabe bem para que, que asfixiava a todos, que afundava aos mais débeis, como {Quintana}, {Yates}, Porte e, sobretudo, {Bardet}, mas lhe permitia ao camisola amarela controlar a todos os seus inimigos. Graças ao Movistar ninguém se podia mover, nem no {Soulor}, o primeiro porto do dia, nem na ascenção final ao {Tourmalet}. E isso era uma bênção para {Alaphilippe}.

Segundo no {Tourmalet}, no dia no qual também {flaqueó} Thomas, com {Bernal} subindo sem atacar e com {Kruijkwijk} sem poder/conseguir realizar o {demarraje} definitivo, {Alaphilippe} soube sobrepor-se aos instantes maus, porque os teve, porque não é um escalador de escola, mas soube vigiar, regular/orientar-se e respirar aliviado, embora não pôde com {Pinot}, porque já tem a todos os seus inimigos a mais de dois minutos.

{Landa}, tristemente fora de combate pelo empurrão que lhe deu {Bardet} na segunda-feira passado, também não pôde fechar o trabalho do Movistar, num dia em que o Tour não podia trair a Macron, que seguia/continuava a etapa no carro de {Christian} {Prudhomme}, o diretor da corrida/curso. O Tour é francês como não o tinha sido desde que apareceram {Lemond}, {Roche}, Delgado, {Induráin}, Riis, {Ullrich}, {Pantani}, o {innombrable} {Armstrong}, {Pereiro}, Contador, Alfaiate, {Schleck}, {Evans}, {Wiggins}, {Nibali}, {Froome} e Thomas. Demasiados vencedores sem passaporte francês. 34 anos são muitos anos para um país que ama o Tour sobre/em relação a todas as coisas, que o converte em religião e que já grita até à afonia «¡{allez}, {Alaphilippe}!».

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