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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 5 de dezembro de 2019

O Tour está ao rubro

{Pinot} submete a {Alaphilippe} numa etapa que o Movistar põe patas em cima

SERGI LÓPEZ-EGEA FOIX. ENVIADO ESPECIAL
22/07/2019

 

{Julian} {Alaphilippe} se agarrava às grades proteções instaladas na objetivo/meta da inédita cume e ao mesmo tempo paragem natural de {Prat} d’{Albis}, sobre/em relação a as nuvens de {Foix}. O masagem da sua equipa se instalava como improvisado e elegantíssimo guarda de segurança para que ninguém o incomodasse. Quebrado, decomposto, o líder do Tour, necessitava ar. Não estava nem para discursos, nem para nada. {Thibaut} {Pinot} o tinha desencaixado, tal qual o {boxeador} que leva todos os assaltos recebendo golpes de seu rival e no último atiça um direto dos que fazem muito dano à mandíbula do supostamente {púgil} mais forte. O Tour está ao rubro. {Alaphilippe} não é tão feroz como apontou no {Tourmalet}, {Pinot} tem pólvora nas pernas e o Movistar, com um objetivo incerto mas aliado a uma fé que move montanhas, está disposto a continuar dinamitando o Tour. Próxima cita/marcação/encontro, os {Alpes}.

Podia ter sido a típica etapa parva com as figuras entregues a sua sorte, deixando passar quilómetros e sem dar importância a uma fuga de 28 corredores que seguro ia a chegar a a objetivo/meta, certamente com idêntico resultado, a vitória do mais forte dos fugidos, {Simon} {Yates}, vencedor em {Bagnères} de {Bigorre} e da Volta 2018. Mas o Movistar, para honrar ao ciclismo ofendido, tinha decidido que o guião devia ser outro. A destroçar o Tour, a que passasse qualquer coisa porque a rio remexido seu líder, que se chama Mikel Landa e não {Nairo} {Quintana}, podia pescar qualquer troféu; a etapa, se sucumbia {Yates} ou um posto para reinventar-se na geral, porque se a vitória parece uma gesta impossível, o pódio de Paris não é com os {Alpes} na distância e vistas as forças de muitos, um marco inalcançável.

{Alaphilippe} teria pago gratificações a terceiros para que ninguém se movesse, sabendo, além disso, que seu principal apoio, {Enric} Mas, estava doente. Mas, sem dúvida, não lhe fazia nenhuma graça que o Movistar tivesse colocado a três dos seus (Costumar, Amador e sobretudo a {Quintana}) na fuga do dia. Má pinta. Começava o {oleaje}.

O LÍDER, SEM PLANTEL/ELENCO / Bandeira vermelha, a de perigo, não a revolucionária para {Alaphilippe}, que cedo, no Muro de {Péguère}, o penúltimo e mais duro porto da despedida {pirenaica}, ficava sem companheiros. Ver para acreditar/achar. O camisola amarela, mais só/sozinho que a uma, tinha que descer a por bidões ao carro com o desgaste que a ação supunha. E acontecia quando Landa ia a destroçar o Tour, com companheiros pela frente/por diante, com Costumar e Amador, que lhe estendiam a mão, e com {Quintana} que infelizmente não podia. ¿Passaria algo gordo?

Bem que passou. Por uma vez, {Pinot}, teve paciência, sabedor de que é o escalador mais brilhante deste Tour. Se {Alaphilippe} tinha resistido no {Tourmalet}, esta vez podia sucumbir. Ou pelo menos, que é o que aconteceu, mostrar fraquezas, demonstrar que não era um líder tão poderoso e que com três dias de {durísimos} de {Alpes} pode acontecer qualquer coisa num Tour. Ainda há guerra.

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