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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 28 de fevereiro de 2020

Substituição sem tato

O Barcelona despede com maus modos ao treinador extremenho {Ernesto} {Valverde} num mudança calamitosa. {Quique} {Setién} é o novo treinador da equipa azul-vermelho e assina por ano e meio

MARCOS LÓPEZ
14/01/2020

 

{Ernesto} {Valverde} já está na rua e {Quique} {Setién} tomará seu assento no domingo no banco do Barcelona para estriar-se perante o Granada. Foi um substituição com tão pouco/bocado tato, que não só/sozinho tem ar histórico ({Bartomeu} é o primeiro presidente nos 17 últimos anos que despede a um treinador em metade da época) mas, ao mesmo tempo, resulta caótico porque desgasta a imagem do clube. Um substituição com maus modos, até ao último instante.

Em menos de 100 horas, a diretiva, seguindo/continuando o plano desenhado pelo presidente, {echa} ao treinador que tem ganho dois Ligas, e vai líder nesta empatado a pontos com o Madrid, após receber/acolher a negativa de dois símbolos do {barcelonismo} como Xavi e {Koeman}. Ambos coincidiram em que não era o momento e também não a forma adequada para ocupar a cadeira do extremenho.

O comunicado chegou mais tarde do previsto porque o clube não chegava a um acordo na rescisão do contrato de {Valverde} quando já tinha escolhido a {Setién}.

Por isso, se demorou o anúncio público já que a diretiva tinha decidido que não tinha nenhuma comparência. {Bartomeu} e Eric Abidal, o secretário treinador, explicarão hoy a postura do clube para justificar tão .

Mas {Bartomeu} entrou em combustão após a derrota na Supertaça de Espanha. O golo de Correia {obró} um efeito diabólico no clube, superior mesmo à eliminação da Champions contra o {Liverpool}. Se levou pela frente/por diante a {Valverde}, a quem renovou até ao 2021 no passado mês de Fevereiro, numa decisão que {emparenta} a {Bartomeu} com Joan Gaspart, o último dirigente que destituiu a um treinador. Era Janeiro de 2003. Aquele Barça de Van Gaal ia a 20 pontos do líder, a Real Sociedade, pululando pela zona escura da classificação, instalado no duodécimo lugar.

DESPEDIMENTO EM DIFERIDO / {Valverde}, por outro lado, transitava pelo primeiro posto, para além de colocar com solvência ao plantel/elenco nos oitavos de final da Champions. Mas estava despedido desde há tempo, desde que caía eliminado em {Anfield}, agravando ainda mais a ferida aberta em Roma. Na verdade é um despedimento em diferido, que levam a tortura europeia como eixo principal.

Não o fez {Bartomeu} em Junho passado e sim o faz em Janeiro, repetindo assim a fórmula que utilizou Ramón Mendoza quando {echó} a {Antic} e pôs a {Beenhakker} (Janeiro de 1992). Não suportou nessa altura o presidente branco a pressão de Cruyff e precipitou o substituição, com consequências fatais porque o {Dream} {Team} ganhou aquela Liga. {Bartomeu} tentou ser como Núñez e acabou sendo como Gaspart. {Bartomeu} procurou numa {pirueta} de última hora trazer a Xavi para substituir a {Valverde} retirandole à oposição/concurso público um dos seus grandes ativos já que o excapitão está vinculado desde há meses ao pré-candidato Víctor Font.

A OCASIÃO DE SUA VIDA / Quis {Bartomeu} atuar como Núñez quando em 1988 lhe ‘roubou’ a Cruyff ao {Grup} D’{Opinió} Barcelonista ({GOB}). E, no fim, usou o manual de despedimento de Gaspart, indo a {Quique} {Setién}, ao que assina um contrato de {temporero}: apenas quatro meses. Pendente, portanto, de Xavi ou {Koeman}. Aos 61 anos, e após desenhar uma corrida/curso desportiva longe de a grande elite, mas avalizado pelo bom gosto de seu estilo futebolístico, o cântabro entrará no balneário do Camp Nou para gerir por vez primeira um grupo desse nível.

É um cenário novo para todos. Para ele, especialmente, e para os próprios jogadores, que o olharão com expectativa para ver se é capaz de alterar o ecossistema tático, ao passo que agitaria as zonas de conforto.

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