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El Periódico Extremadura | Domingo, 17 de novembro de 2019

«Sou feminista a morte e toda a gente deveria sê-lo»

JAVIER ORTIZ
08/11/2019

 

Paula Ginzo {Arantes} ({Santoña}, 16-2-1998) é o emblema do Nissan Al-Qázeres Extremadura, a jogadora com a que todas as meninas querem fazer-se um selfi. Seu regresso à seleção espanhola absoluta culmina uma frenética história de superação durante os últimos meses, após ser operada no pé direito. Mas ela é muito mais que basquetebol.

–¿Cansada de entrevistas? Não se lhe dá mau falar…

–Estou cómoda falando, mas segundo me tratem os jornalistas, assim os trato. Estou agradecida de que as pessoas se interesse por mim.

–Tornou-se na imagem do clube…

–Estou muito orgulhosa de que não só/sozinho confiem em mim pela parte desportiva, mas também noutros âmbitos.

–¿Poderá votar no domingo?

–Sim. Jogamos em Zamora e vem minha família a verme. {Volveré} com eles a Ourense, que é onde estou recenseada.

–Parece uma pessoa interessada na política…

-Sim, claro, embora tentativa manter-me à margem porque com o {basket} somos uma face pública. Não vou dizer a quem voto, {eh}.

–¿Feminista?

–A morte, mas é que você e toda a gente deveria sê-lo. A quem me diz a frase de «eu não sou nem feminista nem machista» lhe comando à merda.

–Tem só/sozinho 21 anos, mas tem fama de ser muito direta, mas também reflexiva. ¿Há demasiado lugar-comum sobre/em relação a os jovens jovens e sua suposta estupidez?

–Cada vez se pensa mais que os rapazes de hoje são mais ‘{catetos}’ porque não têm que tirar-se tanto/golo as castanhas do fogo como antes. Mas cada pessoa é um mundo e não se pode generalizar.

–¿A você que gosta de fazer quando chega a casa e quer esquecer-se do {basket}?

–{Desconecto} de meu plantel/elenco vendo basquetebol de outros equipas, doutras competições. O vejo tudo, quase sempre feminino. Também adoro ver séries, ler… Mas a casa me incomoda se estou mais de três horas. Vou ao cinema, a jantar…

–¿Lhe vai o {reguetón} ou o ‘{trap}’?

–O {reguetón} na festa toda a gente o dança, e eu a primeira, mas não me sinto identificada com as letras. O {rap} é o que mais gosto, a forma que têm seus artistas de expressar o que sentem. Mas também {escucho} música comercial, não o nego.

–¿Os estudos que tal os leva?

–Bem. Estou começando 4º de {Criminología} e gosto. Sempre tive claro que devia ir à universidade, embora é verdade que tenho pegado menos cadeiras porque o ritmo de treinos e partidos é muito exigente.

–Com sua idade se tem movido muito de cá para lá: nascida em Cantabria, criada na Galiza, jogou em Barcelona e Madrid… ¿Que lhe deu Extremadura?

–Com 14 anos me fui a Barcelona e depois {acabé} em Madrid. São cidades muito grandes, cosmopolitas, e me sentia cómoda, mas necessitava um sítio mais familiar, mais como Ourense, e isso é Cáceres. A prova é que me {quedé} após ter ofertas mais importantes economicamente para ir-me.

–¿Chegou a perder a esperança com a lesão que lhe fez perder-se quase toda a segunda volta da época passada?

–Não. Sempre tive pessoas perto que não me deixou, como meu {fisio} [José Moreno ‘{Perry}’]. Há um buraco na parede de casa das vezes que me dei na cabeça. Foi muito longo/comprido porque não via a luz no fim do túnel. Sou positiva e tenho muito carácter.

–Foi um ano ambíguo, ¿não? A equipa foi para abaixo com um ambiente interno estranho…

–Não foi fácil, e aqueles que necessitam explicações disto já as têm, não faz falta exteriorizá-lo mais. Mudou o treinador e igual não era o ambiente idílico na hora de jogar. Eu com a lesão e outros temas…

–¿Que aprendeu?

–Muitas coisas, como a paciência. Tenho um ‘cedo’ e me zanga muita e salto muitas vezes como um mola, mas logo nada. Teve um momento no qual Carla [{Nascimento}] me pegou pela {pechera} porque estava súper incomodada e queria matar absolutamente a toda a gente e me disse: «Ginzo, não te podes preocupar por coisas que não estão em teu mão». Parece óbvio, mas até que não te o dizem à face e o faz alguém que o tem vivido e tem peso no plantel/elenco, não te o {crees}. A Carla a {echo} de menos no balneário, a verdade.

–¿E esta época? ¿Se tem desinchado um pouco/bocado o balão ou perder claramente com A {Seu} e Valência é normal/simples, embora seja com esta imagem?

–Nem uma coisa nem a outra. Nem antes éramos tão boas nem agora tão más. Na {Seu} não demos nossa melhor versão, mas {aprendimos} de isso. Contra Valência, estamos a falar de um plantel/elenco que tem oito, nove ou dez vezes mais orçamento que nós e que, se não fica entre os três primeiros, é porque não fez as coisas bem. Era muito complicado e entrava em nossa cabeça que podíamos perder, mas não {bajamos} a cabeça. Nos demos um abraço e dissemos: «a por Zamora».

–¿Firma/assinatura/assina a manutenção sem ir à Copa agora mesmo?

–Nem manutenção nem Copa nem nada. Não {firmo} nada. Não quero nada que não me ganhe. Nos o vamos a {currar}. Vamos a ganhar todos os partidos que esteja em nossa mão ganhar.

–¿Como é Ricardo Vasconcelos? Parece um treinador muito próximo com as jogadoras…

–Sempre digo que é alguém ao que nenhuma jogadora pode recriminarle nada. {Baloncestísticamente} sabe tanto/golo e está disposto a saber mais. E quando as coisas não vão bem, é o primeiro em deitar-se as culpas e dá a cara por {nosotras}. {Empáticamente} é tão perfeito com as jogadoras… Isso é o 50%-60% de conformar uma equipa. Nunca me tem metido pressão para que jogasse antes de tempo após a lesão. Oxalá o tenha comigo muitíssimo mais tempo.

–¿Preferiria jogar de forma fixa no Multiusos?

–Sem dúvida. É o pavilhão no qual nos {merecemos} jogar, estamos em primeira divisão. É uma opinião que temos no balneário. Por minha lesão, necessito um chão melhor, como é o do Multiusos. No Macayo me sinto pior después dos partidos. E no Multiusos também a hobby/adeptos nos dá seu calor.

–{Laura} {Gil}, {Laura} {Nicholls} e {Astou} {Ndour} parecem fixas como pívots na seleção e não são muito veteranas. ¿Acredita que há opções reais de que vá a um grande campeonato cedo?

–Está difícil e sou consciente. É uma equipa muito sólido, muitos anos jogando juntas. Mas é importante saber o {rol} que te toca quando {estás} num plantel/elenco novo. Não perco a esperança: meter a {patita} já é um grande passo, que contem contigo mesmo depois da lesão. É algo muito de agradecerlo e de estar orgulhosa. ¿Vou aos Jogos? Pois acredito/acho que não, mas estou no caminho adequado.

–¿E em Cáceres? Se continua a crescer, o lógico seria que acabasse num plantel/elenco grande…

–Não me {planteo} que passará o ano que vem quando nem sei que vai a passar no sábado. Quando esteja a cem por cento fisicamente e acabe a liga, nos {sentaremos} e falaremos.

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