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Pedro Romero assegura que é inocente: «Isto é um pesadelo»

O ciclista não demite-se como presidente da Federação Extremenha: «Não fiz nada mau»

 

Pedro Romero, {compungido} ontem durante sua comparência pública no gabinete de Ángel Luis Aparicio, em Cáceres. - A. MARTÍN

JAVIER ORTIZ
04/12/2019

El de Plasencia Pedro Romero, ciclista e atual presidente da Federação Extremenha deste desporto, se declarou ontem «inocente» após ser sancionado pela Agência {Aespad} (Agência Espanhola de Proteção da Saúde no Desporto) a quatro anos de retirada de licença por dar positivo em {darbepoetin} {alfa}, a mesma substância que se lhe detetou ao esquiador hispano-alemão {Johann} {Muehlegg} nos Jogos Olímpicos de {Salt} Lake City-2002. Derrotado na via administrativa, agora se {adentra} na judicial para tentar lavar seu nome.

Romero, um dos desportistas extremenhos mais laureados da última década, com triunfos como os obtidos no Campeonato de Espanha de XC Maratona, negou rotundamente ter consumido um medicamento que ajuda à criação de glóbulos vermelhos e melhorar assim o rendimento.

Contra o processo sancionador da ‘Agência Antidopagem’ espanhola mostrou-se «absolutamente contra» porque tem «claríssimo» que é inocente. Organizou uma comparência pública no gabinete em Cáceres do seu advogado, Ángel Luis Aparicio, no qual destacou que quer «dar a cara» porque não tem «nada que ocultar». Sim disse que «documentos em mão, {cuestiono} o sistema, um sistema no qual culpa a um desportista e se declara sua culpabilidade antes de poder/conseguir demonstrar seu possível inocência».

Segundo reiterou, não vai a demitir-se «porque {considero} que não fiz nada», mas ao mesmo tempo pôs seu cargo a disposição da junta diretiva da Federação Extremenha de Ciclismo e da direção geral de Desportos: «Entenderia que me pedissem que desse um passo atrás. Não tenho porque é que prejudicar a ninguém e as instituições têm que estar acima».

POSITIVO À TERCEIRA / Segundo explicou, foi «um processo longo/comprido, no qual {venimos} lutando desde há um ano». «Em finais de Novembro [de 2018] recebi uma notificação na qual me suspendiam cautelarmente. {Solicité} informação porque tinha um total desconhecimento e não me fazia uma ideia. El 16 de Janeiro [de 2019] fizemos uma prova B. É um método que não quantifica, que interpreta. A primeira prova de meu sangue dá negativa e a segunda se lhes estraga. A terceira [tomada na {Picota} {Bike} {Race}] a consideram positiva», detalhou, denunciando que «a urina é negativa. ¿Como vou a tomar uma substância que melhoria às quatro semanas de tomar-te-la para uma prova e tarda esse tempo em dar efeito? Dá positivo na sangue e não na urina. É um {sinsentido} total e absoluto. Não nos o conseguiram explicar».

Entre as irregularidades das que assinala, aponta que «as amostras chegaram sem selo e, segundo eles, não passa nada» e que «não se corresponde número do diagrama de barras com o de imagens». Sua versão é que detrás «há uma denúncia duma pessoa que tinha vontade de fazer-me dano (…) Há pessoas que te quer afundar por interesse/juro próprio».

«É algo tão negativo que, nem tendo razão, te consola. Perdemos uma batalha, mas não a guerra. Me têm sancionado, mas {recurriremos} e {ganaremos} num tribunal verdadeiramente, onde tenham validade as provas e se faça justiça», desejou.

«É um pesadelo, uma vida questionada. É a incerteza sem saber a que agarrar-te. Foram meses de pedir informação e não ter nenhuma. Tenho chocado contra um muro. É uma substância que não se quantifica, se interpreta por parte de um grupo de peritos. ¿Que fidelidade tem? Tenho claro que se persiga aos trapaceiros, mas que seja com métodos fiáveis, que te permitam defender-te e ter uma presunção de inocência», achou.

Segundo manteve, leva «20 anos competindo e nunca tenho tido nenhum problema, em nenhum dos êxitos que tenha podido conseguir como desportista nem como presidente da federação».

A BATALHA JUDICIAL / Segundo referendou o advogado Aparicio, o caso se tem elevado a via jurisdicional, «em Madrid». «Isto não é já só/sozinho desportivo, mas político e pessoal», {espetó}.

Sua estratégia não só/sozinho vai-se a centrar na forma («se produziram uma série de irregularidades: não se tem seguido/continuado o protocolo no transporte e na guarda das provas, como por exemplo que não sabemos onde esteve o sangue durante 25 horas»), mas também no fundo. Romero nega uma e outra vez que tenha tomado substância dopante alguma ao longo/comprido de toda sua corrida/curso.