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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 22 de agosto de 2019

Inovação para a inclusão

Martín Gamonales, que está estes dias com a seleção espanhola para futebolistas com paralisia cerebral, tem implantado um sistema de monitorização para seguir/continuar a evolução destes desportistas

PILAR GARCÍA SÁNCHEZ
19/07/2019

 

Desde pequeno o tinha claro. Queria ser professor de educação física ou fazer qualquer outra coisa relacionada com o desporto. Como quase todos os meninos, jogou ao futebol (passou por todas as categorias do São Francisco de Cáceres) e em 2010 começou a treinar a equipas de base. Mas queria ir um passo mais à frente. Hoy, o curriculum de José Martín Gamonales (Alcuéscar, 1982) assim o diz: é diplomado em Educação Física, grau/curso universitário de Ciências do Desporto, tem quatro masters sobre/em relação a questões desportivas, a dissertação sobre/em relação a a atividade física e o desporto e um doutoramento em Ciências do Desporto. Em Maio deu dois {conferecnias} em Montijo durante as VII Jornadas de Formação em Futebol. Numa falou de ‘Futebol a outro nível’ e na outra de ‘Futebol adaptado para cegos’.

Além disso, desde esta última época (2018-2019) é o treinador da seleção extremenha para futebolistas com paralisia cerebral ({PC}). E estes dias está em {Sevilla} com a seleção espanhola no Campeonato do Mundo de futebol 7 de {PC} como membro do corpo treinador. Como jogador há outro extremenho, Lolo Bernabé.

No Mundial em {Sevilla}

Na capital andaluza se disputa o Mundial até amanhã sábado e nele participam 300 desportistas repartidos em 16 seleções. Os rivais de Espanha no Grupo C foram Ucrânia, Argentina e Austrália. O combinado espanhol finaliza no posto 15, com uma única vitória contra Finlândia, mas isso não {desmerece} o trabalho do extremenho, mais centrado no trabalho treinador e na projeção de futuro. «Estamos competindo contra países que em temas de deficiência estão à frente de nós e que possuem jogadores que se dedicam a isto de forma profissional, recebendo e com um maior número de horas de treino», explica Gamonales.

Suas expectativas não eram boas, mas ele não centra-se na classificações, se não na ilusão/motivação dos jovens e a visualização que a seleção possa alcançar, sendo esta, a falta de visualização e de conhecimento, os dois fatores que mais afetam ao desporto de jogadores com deficiência em Espanha e que influem em que este não possa chegar ao nível de outros países. «Não se investe, falta conhecimento, um monte de coisas...», proclama.

No entanto, o treinador assinala ao «protecionismo» dos pais como uma das maiores/ancianidade entraves. «O principal ‘problema’ reside nos pais, parece que têm medo a mostrar que seu filho tem deficiência, mas eu sei que podem integrar-se e jogar como qualquer outro».

Com a seleção extremenha, acostumada a êxitos em anos anteriores, tem vivido uma primeira época de transição, com muitos jogadores novos. «Agora estamos introduzindo novos futebolistas, já que os antigos se têm ido a outras equipas para poder/conseguir competir». O combinado regional de {PC} está aberto a todos aqueles que queira incorporar-se à plantel/quadro; os treinos para a época 2019-2020 começarão no mês de setembro, com a previsão de que a equipa esteja totalmente formado para nessa altura.

Um sistema pioneiro

«{Actúo} em função das características dos jogadores que tenho. A dificuldade na hora de treinar a jovens com deficiência é que muitos não têm tido a vivência de jogar a futebol base, devemos começar desde o princípio», confessa Gamonales. Devido à dificuldade na hora de concentrar aos jogadores, que provêm de diferentes pontos da região, a seleção só/sozinho treina uma vez ao mês, de sexta-feira a domingo,

Para além de os seus conhecimentos sobre/em relação a desporto para pessoas com deficiência, o que mais chamou a atenção à seleção espanhola foi como Gamonales tinha incorporado um avançado sistema de monitorização de dados, o {WIMU} PROL, o mesmo que utilizam equipas da alta competição como o Barcelona. Trata-se de um colete que leva cada jogador durante o exercício físico, dando dados que lhe permitem ser mais preciso na hora de treinar. «Tinha um jovem da seleção extremenha com paralisia ao que lhe {detectamos} uma alteração no coração graças à utilização deste dispositivo». Porque o desporto tem que ir mais além.

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