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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 17 de fevereiro de 2020

A idade não é o obstáculo

Juan Vicente Izquierdo, ‘Rebuçado’, é {duatleta} a seus ‘sessenta e muitos’ e acaba de ser ouro no europeu, na categoria/escalão 65 a 69. Se custeia suas deslocações: «No passado ano {gasté} 7.000 euros»

PILAR GARCÍA SÁNCHEZ deportes@extremadura.elperiodico.com CÁCERES
12/07/2019

 

«Se {has} perdido, tens que treinar mais». Palavras de Juan Vicente Izquierdo, campeão de Espanha de {duatlón} {cros} na categoria/escalão de 65 a 69 anos, competição celebrada durante no passado mês de Junho. ‘Rebuçado’, alcunha perante o que responde, é natural do Casar de Cáceres, tal como sua mulher e seu maior apoio, Madalena, à que conheceu aos 13 anos. Ele já tem sessenta e tantos. «Se não fosse por minha mulher não estaria neste mundo, é meu maior apoio e a pessoa que mais quero». O atletismo trabalhou para {Alcatel}, empresa de telecomunicações. Durante o período no qual permaneceu nesta viajou por toda a gente, sempre dedicando tempo ao desporto, concretamente ao ciclismo. «Eu {vengo} da bicicleta, levo nada mais que três anos no mundo do {duatlón}».

Desde que se jubilou, há três anos, impulsionado por seu grande amigo e colega no mundo desportivo {Quini} Carrasco, iniciou sua andamento nas competições de {duatlón} com o Extremadura Triatlo. Desde então treina todos os dias dedicando várias horas da manhã a correr, sempre acompanhado de seu cão, e outras tantas horas à tarde à bicicleta. «O atletismo é mais gratificante, enriquece mais», proclama.

Durante esta breve mas intensa etapa desportiva, competindo de maneira ‘profissional’, o {casareño} conseguiu notáveis classificações, desde o primeiro posto no Campeonato Europeu de {Duatlón} 2019 e no Campeonato de Espanha de {Duatlón} {Cros}, até conseguir o quinto posto no Campeonato Mundial disputado em Pontevedra este mesmo ano, a um segundo de alcançar a quarta posição.

«O problema que temos os maiores/ancianidade é que não recebemos nenhum tipo de ajudas da Federação Espanhola de Triatlo», confessa com tom indignado. O atletismo se queixa já que nem ele nem seus companheiros recebem algum tipo de subsídio por parte da federação, tendo que pagar de seu próprio bolso tudo tipo de despesas, desde o alojamento e os deslocações até as equipamentos, que se compram eles mesmos: «No passado ano {gasté} uns 7.000 euros».

Projetos de futuro

«Neste desporto se perde mais vezes das que se ganha e te {llevas} muitos desgostos. Temos de saber perder e descontrair-se». Embora lhe deu muitas alegrias, {Juanvi} reconhece que o mundo do desporto é muito duro e que por muito que se treine um imprevisto pode eliminar-te da competição. Uma situação que viveu em suas próprias carnes quando um ataque de alergia lhe obrigou a abandonar no meio duma corrida/curso. «É um desporto de {sufridores}, mas se uma pessoa quer pode com tudo».

Apesar de sua idade e a ter que ir todas as semanas ao {fisio} devido a problemas no bígamo femural, não põe data fixa a sua retirada, pondo-se como principal objetivo conseguir o ouro no próximo Campeonato Mundial de {Duatlón}. «{Seguiré} competindo enquanto possa».

Embora face às petições/pedidos para que a época que vem o atletismo se some também à modalidade de natação, ‘Rebuçado’ responde: «Eu só/sozinho {nado} para não afogar-me».

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