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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 25 de junho de 2018

A história interminável

Nadal conquista seu undécimo Roland Garros com uma nova exibição perante o austríaco {Thiem}

JAUME PUJOL-GALCERAN deportes@extremadura.elperiodico.com PARÍS / ENVIADO ESPECIAL
11/06/2018

 

El cenário tem 716,5 metros quadrados de terra vermelha. Está no {Bois} de {Boulogne} em Paris. El proprietário se chama Rafael Nadal Parera, tenista de 32 anos. Um campeão estratosférico que ontem levantou por undécima vez a Copa de los Mosqueteros e que desde o 2005 não perdeu uma final na central {Philippe} {Chatrier}. El último em tentá-lo, {Dominic} {Thiem}, austríaco de 24 anos, se foi embora da centenária central que amanhã {derruirán} após sofrer um duro corretivo( 6-4, 6-3 , 6-2) a mãos de um indestrutível campeão que deu uma nova exibição e anunciou que lhe fica corda para bocado.

«A vitória pertence ao mais teimoso» era o mote do lendário piloto francês Roland Garros ao que ontem, antes da final, se rendeu homenagem no centenário da sua morte. Sua máxima a poderia ter assinado o mesmo Nadal. Ninguém é mais teimoso que ele para superar contratempos e procurar a vitória como se a vida lhe fora em isso. Assim tem escrito/documento sua lenda. E ontem voltou a fazê-lo. El programa oficial do torneio anunciava a final perguntando-se na capa «¿Mudança de poder/conseguir?». Parece que não conhecem a Nadal, mas, pelo sim pelo não, o campeão demonstrou de saída que não queria sustos. Tinha um respeito máximo a {Thiem}.

O PLANO DE {THIEM} NÃO FUNCIONOU / Nadal não queria surpresa como noutros partidos e já desde o primeiro ponto usou a máxima pressão. Em cinco minutos tinha o 2-0 e {Thiem} só/sozinho tinha ganho um ponto de seis. Seu plano funcionava; o austríaco, que disse que tinha um «para ganhar a Nadal», não parecia poder/conseguir empregá-lo diante da pressão à que lhe submetia o número 1 do mundo mantendo-o a cinco metros da linha de fundo e moendole o revés, uma e outra vez.

{Thiem} contornou o 3-0 como pôde e quebrou o tire de Nadal para igualar o marcador (3-3). Parecia que o austríaco reagia e, com esforços sobre-humanos e muito risco, mantinha o pulso. Mas no momento decisivo para elucidar o set todo o seu trabalho e esforço se vinho abaixo. Titubeou e três erros não forçados lhe custaram o tire e o set após 57 minutos. Nadal lhe obrigou a jogar ao limite cada bola. Quando mais {dificil} era a situação, o {manacorí} tirava um golpe impossível de seu {Babolat}, agora uma deixada inesperada, depois um balão impossível, um {passing} que limpava a linha ou uma bola que caía a peso morto, sem resposta. Um tormento. Pontos que valiam por dois, pela frustração e desesperança do austríaco. Nesses momentos a montanha se faz difícil de escalar para qualquer que seja humano, embora se chame {Thiem} e esteja treinado nas forças especiais austríacas. «Quando {has} perdido um set e vais 3-0 abaixo só/sozinho {ves} a Nadal diante teu, {ves} seus 10 Roland Garros e, detrás, a toda sua grande família, que parecem muitos mais», dizia Juan Carlos {Ferrero}, campeão de 2003.

A MÃO DORMIDA / Com o plano a na papeleira e o plano b fulminado por Nadal, a {Thiem} só/sozinho lhe ficava começar a «rezar», como tinha dito seu treinador Gaulês Blanco na véspera. «Confiar que Nadal não tenha seu melhor dia». Mas isso numa final, e especialmente em Roland Garros, nunca vai a missa. Nadal não deu opção apesar de que assustou-se no terceiro set (3-1), quando se lhe dormia sua mão esquerda e teve que ser tratado na pista, retirandole o {vendaje} {compresivo} que levava e fazendo-lhe massagens porque se lhe dormiam os dedos. Já tinha tido problemas no jogo/partido contra Diego Schwartzman. Disse que era pela humidade e que as {muñequeras} lhe escorregavam.

«Ficava tão pouco/bocado. Teria sido terrível, uma tragédia», admitia Toni Nadal, que se sentou em sua cadeira do camarote como nos velhos tempos. «Me o pediu {Moyá}», explicou. «Eu agora sou seu tio, não seu treinador». Embora sua voz ecoou tudo o jogo/partido na {Chatrier}. Não teve tragédia. Após 2 horas e 42 minutos, Nadal levantou os braços ao céu. A undécima vai-se para {Manacor} e ele continua a ser o melhor da terra. A história interminável continua.

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