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{Hermanitos}

 

LUIS PAREJO Capitán del Cáceres Patrimonio
15/05/2020

Está a rivalidade renhida com a amizade? Desde/a partir de bem {pequeñitos} nos inculcam a competitividade como sinal de identidade. Inconscientemente isso faz com que nos {volvamos} egoístas e que {miremos} com certo receio a nossos rivais. Eu sinceramente sou da opinião que uma coisa não está renhida com a outra e por muito competitivo que um seja, a amizade e sobretudo o respeito estão acima do demais. Eu seria incapaz de calcar e tratar mal a alguém por muito rival que seja ou por estar jogando'm a final do campeonato do mundo. Isso sim: {pelearé} até ao fim e não darei nada por facto/feito, e naturalmente não lhe {regalaré} o mais mínimo.

Um claro exemplo de tudo isto o pudemos ver faz uns anos com os clássicos futebolísticos entre Real Madrid e Barcelona. Fomos testemunhas de um espetáculo nada agradável e muito pouco/bocado didático. Bom, não, bem pelo contrário. Para aprender o que não temos de fazer num terreno de jogo. Menos mal que logo entre Puyol, Casillas, Piqué e Sergio Ramos puseram um pouco/bocado de juízo e se descontraíram a tensão e os nervos.

Tal como com as seleções andaluzas. Com meus ‘{hermanitos} tudo começou em {Armilla}, um povo/vila de Granada, numa concentração de {minibasket}. {Rai} López vinha de O Pau, em Málaga e Jorge Fernández ‘{Chochis}’ e Pablo Almazán, do {CB} Granada. Em infantis se uniu ‘O Ossos’, Pablo Aguilar, e {quedamos} vice-campeões de Espanha. Durante esse tempo acreditemos as bases do que se tornou numa amizade para toda a vida. O ano seguinte, já em cadetes, ‘{Chochis}’ e Almazán foram à pedreira/formação de {Unicaja}, com {Rai}, Miguel Molina e {Berni} Castelo, que era duma geração mais maior/velho, mas coincidiam no mesmo plantel/elenco.

Com essa decisão se criou uma rivalidade muito grande entre a geração’89 do {Unicaja} e o Real Madrid, já que além foi Madrid a que nos ganhou o campeonato infantil, e nossos ‘{hermanitos}’ nos consideravam a Pablo e a mim uns ‘traidores’ por ter-nos ido à capital. Não pelo facto/feito em si, mas por não poder/conseguir. Fomos campeões de Espanha cadetes os dois seguintes anos, enfrentando'ns contra os demais várias vezes, ganhando quase todas, exceto na final do Campeonato de Espanha juniores. Fomos ganhando tudo o jogo/partido e nos remontaram no fim com uma ‘{bombita}’ do {Chochis}.

{Cito} textualmente umas palavras de {Rai} referentes a esse último tiro de Jorge, que me têm inspirado a escrever estas linhas: «The {SHOT}, pensando estes dias... e é algo que nunca disse: graças a Jorge {conseguí} grande parte de até onde {llegué} e {conseguí}, sempre foi o colega a superar (por posição) {fuiste} e {serás} sempre um ‘{fucking}’ competidor que me empurrava a dar o máximo cada dia. Por outro lado, {Moli} chegou justo quando necessitava alguém com quem bater-me cada dia (em O Pau) e Pablo dirigiu meus anos por pedreira/formação cotovelo com cotovelo... E pelos demais acredito/acho que ganhar o campeonato de {alevín} e o grupo que acreditemos nos propulsou a todos a trabalhar ano a ano a seguir/continuar juntos e conseguir tantas coisas que vivemos. Foi uma etapa tremenda, somos muito afortunados. ‘{Parex}’ e ‘Ossos’, que vos {fuerais} a mim pelo menos me doeu porque não o entendia, mas também me motivou mais ainda. À longa entendo vossa decisão e vos quero muitíssimo, e como bem {mostráis} aí, amizade acima de tudo» (Se referia a uma imagem na qual estamos Pablo e eu chorando após ter perdido a final, mas indo a abraçar e dar a parabéns a nossos {hermanitos}). Também gostaria partilhar as palavras de Almazán: «O melhor de todos esses êxitos é que se não tivessemos ganho uma merda, estaríamos no mesmo sítio. As vitórias estão muito giras, mas as pessoas estão acima de qualquer jogo/partido de basquetebol».

Logo {volvimos} a ter a sorte de jogar juntos com seleção espanhola, fazer muitas viagens e sobretudo férias em {Mojácar}… (que tornaram-se num clássico de cada verão). Mesmo no passado ano nos {juntamos} de novo para fazer um tour em China e voltar a usufruir juntos uma experiência inolvidável.

{Vuelvo} a repetir que o basquetebol me deu muito, e meus ‘{hermanitos}’ som uma das mais grandes, mas nunca vos perdoarei que me {disfrazarais} de ‘{Borat} em meu despedida de solteiro… {Jajaja}, é {coña}. Adorei.

Como reflexão final {vuelvo} a citar a {Rai}, que diz o seguinte: «Acredito/acho que essa família que acreditemos nos empurrou a conseguir tantos êxitos. Não é casualidade que soubessemos competir/rivalizar/disputar tão bem. Nosso nível de confiança nos outros era muito alto, indo à guerra em bloco. E naturalmente o êxito maior é estar hoy falando de isso como família, que para mim é o que somos. Oxalá cedo {volvamos} a juntar-nos numa grelha».

Nada mais que acrescentar/adicionar. Vos quero muito, ‘{hermanitos}’.

{PD}: Se {queréis} {echaros} uns risos, esta tarde entrevisto a meu {mentor}, Javier Ortiz. Às 18.30 em meu Instagram.

#{YoMeQuedoEnCasa}.