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Futebol a médias numa volta muito descafeinada

A {Bundesliga} alemã reabre a competição com os jogadores e técnicos despistados e frieza nuns campos sem público nem ambiente

 

Celebração 8 {Haaland} ({Dortumund}), após um golo. - EFE

ALEJANDRO GARCÍA
17/05/2020

O futebol europeu começa a ver a luz com a volta à competição da {Bundesliga}, a primeira grande liga que dá o passo. Arrancou ontem com cinco partidos ao mesmo tempo, todos baixo/sob/debaixo de o estrito protocolo de segurança que tem desenhado a liga alemã e todos baixo/sob/debaixo de o escrutínio implacável do resto do mundo do futebol que tenta voltar a jogar, especialmente o de Espanha.

O sucedâneo de futebol tem celebrações chocando os cotovelos, controlos de temperatura à bilhete, também que um treinador causa baixa por comprar uma massa de dentes ou que quando um jogador é mudado, para além do abrigo e a garrafa, recebe uma máscara.

O derby do {Ruhr}, entre {Borussia} {Dortmund} e Schalke 04 (4-0), era o grande atrativo da jornada e foi a maior/velho mostra da desolação nas bancadas. A anormalidade se apalpava desde/a partir de antes do início, com inumeráveis filas de assentos vazios à vista de todos, como se as bancadas estivessem nuas. «Foi muito, muito estranho. Há um grande passe ou um golo e não passa nada» assegurou o treinador do {Dortmund}, {Lucien} {Favre}.

A atividade se circunscrevia a uns trabalhadores após a publicidade, os operários da televisão e uns bancos atípicos, com os suplentes, todos com máscara, em assentos separados por mais de um metro.

Desde que se apagou a música da megafones com o tire inicial se começaram a ouvir os sons típicos de um jogo/partido à porta fechada: gritos, {golpeos}, ordens e lamentos, mais próprios de um treino. “Sinto que estou vendo um treino. Agora {valoraremos} ainda mais o poder/conseguir dos adeptos. Levará anos acostumar-se a este novo mundo do futebol», refletiu o catalão Cesc Fàbregas, jogador do {Mónaco}, em Twitter durante a jornada alemã.

O respeito das distâncias de segurança se reduziu à bilhete ao campo, em dois turnos. Com o jogo em marcha, as barreiras nas faltas, os centros laterais ou os pontapés de canto eram uma acumulação de futebolistas amontoados na área, com {agarrones} e lutas pela posição. «{Intentamos} cumprir com as regras o melhor que possamos, mas é difícil», assumiu o alemão do {Dortmund} {Julian} {Brandt}.

A televisão oferecia uma opção de áudio falseado com o som ambiente da época prévia à pandemia, sem eleição planos mais fechados do habitual, num tentativa de não dar muito espaços às bancadas vazias, e rapidamente primeiros planos, que caçaram algum cuspidela ao relva.