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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 3 de abril de 2020

O Extremadura treinará à porta fechada e sem um futuro claro ainda

A primeira plantel/quadro estabelece um protocolo especial para previr contágios no balneário

RODRIGO MORÁN deportes@extremadura.elperiodico.com ALMENDRALEJO
13/03/2020

 

Tal como já intuía o pessoal do Extremadura, não terá futebol em Segunda Divisão após a decisão de suspender a competição por parte de {LaLiga}, pelo menos, durante duas semanas. O esperava o plantel azul-vermelho que ontem se treinava à porta fechada na cidade desportiva antes de que se {conociera} a notícia. «Temos treinado com profissionalismo, mas em nossas cabeças já rondava a ideia da suspensão, entre outras coisas, porque não teria nenhum sentido separar competições como se nós fôssemos imunes. Era uma questão de sentido comum», dizia Manuel Mosquera, o treinador.

O Extremadura, como o resto de equipas, não jogará mais até Abril, mas a primeira plantel/quadro tem anunciado que manterá os treinos de segunda-feira a sábado. Far-se-ão à porta fechada na cidade desportiva, à que somente poderão aceder jogadores, corpo treinador e empregados do clube. Além disso, a equipa, a minutas do corpo médico, tem estabelecido um protocolo de prevenção face ao coronavirus que deverá aplicar-se dentro do balneário. Segundo revelava Manuel, se evitarão os cumprimentos com as mãos entre os companheiros/colegas, terá uma limpeza frequentadora de mãos «e {trataremos}, na medida do possível, de evitar o contacto físico, tendo em conta que somos uma equipa de futebol e que o contacto é inevitável em muitas ocasiões».

Para Manuel «isto somente acaba de começar. Sabemos que se começam a dar-se casos positivos noutros equipas, eles não vão a treinar. E se não treinam, logo não poderão jogar nas mesmas condições, pelo que a sensação que tenho a nível pessoal é que isto pode prolongar-se muito mais», reflete o galego.

Manuel evita pensar numa possível suspensão definitiva da competição: «acredito/acho que especular com isso seria um erro. E além disso, viveremos mais tranquilos sem pensar nisso, já que seria pôr-nos em cenários que ninguém sabe e, ainda mais, quando isto nunca ocurreu».

Do que não tem dúvida Manuel Mosquera é de tentar levar este processo da melhor maneira possível: «devemos de ser cidadãos de primeira e exercer nossa responsabilidade aplicando as normas que se nos indicam. Mas fazê-lo com serenidade, normalidade e alegria, não caindo nunca na histeria».

Começar de novo / O presidente do Extremadura, Luis Oliver, também considerou como «de sensatez» a suspensão provisória da competição durante estas duas semanas. «Tinhamos sido notícias até à data por ser a única competição que se resistia, mas era algo que não tinha sentido».

Oliver se referiu-se à possibilidade de que possa ter uma suspensão definitiva da competição e acredita que «o mais salomónico é que se acontece isso, {empecemos} os mesmos de novo o ano que vem, paliando o prejuízo económico que possam ter os clubes. Fazer outras {cábalas} seria levantar muitas desconfiança e entrar em possível tráfico de influências. Agora será o que lhe retire o sono/sonho tanto/golo à Liga como à Federação Espanhola», diz.

No ambiente do Extremadura há aqueles que pensam que esta paralisação da competição pode virle bem ao Extremadura para tratar de aproveitar este tempo para normalizar sua situação institucional, já que o desencontro entre o grupo Oliver e o grupo {Franganillo} está a gerar um desgaste desmesurado em tudo o que rodeia ao clube. Desportivamente, a paralisação pode ajudar a que a equipa possa {resetearse} de novo.

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