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El Periódico Extremadura | Domingo, 8 de dezembro de 2019

O Extremadura paga seus erros

Um inocente grande penalidade de Roda e a precipitação contínua condenam outra vez aos de Manuel

RODRIGO MORÁN
02/12/2019

 

Sim o Extremadura ainda não tem posto ponto de inflexão a sua época como local no Francisco de la Hera, deveria refletir e fazê-lo cedo porque quando se queira dar conta pode ter os dois pés encharcados numa escalão inferior. Perante As Palmas, um novo erro individual condenou aos de Manuel com o inocente grande penalidade de Roda a Benito que terminou convertendo Jonathan Visse e que, à sobremesa, significou a derrota do Extremadura. Uma mais em casa e já vão cinco.

Por momentos, o Extremadura recorda muito ao plantel/elenco indolente e desesperado da primeira volta do ano passado. As Palmas, com a lei do mínimo esforço e com um presente inesperado em forma de grande penalidade, lhe bastou para tirar três pontos que voltam a deixar ao quadro de Manuel Mosquera em postos de desmpromoção.

O treinador galego voltou a confiar a sorte da sua equipa no 5-2-3 que lhe tinha dado bons troços de futebol nos últimos dois partidos. Bastos entrou no asa esquerda por Cavalo. Melhor na primeira que na segunda parte, mas o vigués sempre é um homem cumpridor. Sergio Gil, por outro lado, foi o substituidor de Kike Márquez, e lhe faltou o protagonismo que costuma açambarcar o sanluqueño.

Saiu melhor As Palmas ao jogo/partido que o Extremadura. Ou pelo menos, com mais atrevimento. Num {pelotazo} de seu guarda-redes Vallés, a defesa tragou a bola e Benito, somente perante Casto, perdoou o primeiro do quadro insular disparando fora.

Pouco depois foi o colombiano Juanjo Narváez o que teve o golo em suas botas após uma contra bem conduzida pelo plantel/elenco canário. Seu disparo, ligeiramente inclinado, se topou com uma soberba intervenção de Casto para enviar a pontapé de canto. No pontapé de canto, o próprio Narváez não conetou a bola que se passeou pelo área pequena.

O Extremadura não despertou até passado o primeiro quarto de hora. Fê-lo com um disparo muito desviado de Sergio Gil após uma grande jogada de Ale Díez por lado direito. Lhe custava ao plantel/elenco de Manuel enganchar futebol com a ponta de ataque. Pinchi, mais desaparecido e impreciso que em anteriores ocasiões, não teve sua melhor noite e o Extremadura também lhe {echó} em falta diante da ausência de Kike Márquez.

Foi Nono o homem mais ativo do ataque azul-vermelho. O extremenho se vê muito só/sozinho em multidão de ocasiões e seu futebol não dá para desentupir tantos problemas que agora tem o Extremadura. Uma boa jogada individual sua quase esteve de converter-se em golo se não tivesse sido por outra magnífica parada de Vallés.

Jogada chave / Desceu o jogo/partido de revoluções passada a média hora e parecia que as equipas iam a deixar os deveres para a segunda parte, mas o Extremadura, que está a pagar muito caro sua fraqueza nas áreas, cometeu o erro imperdoável que te faz perder pontos. Numa jogada embarullada, após vários ressaltos, Roda entrave por detrás a Benito e claramente o árbitro apita grande penalidade. Sem dúvidas. Jonathan Visse, com temperança e perfeição, executou a baliza enganando a Casto. Erro fatal e penalização máxima que seria determinante.

Não tocou nada Manuel para iniciar a segunda parte esperando que seu plantel apretara o acelerador desde o início, mas isso não aconteceu e aos cinco minutos meteu a Willy no verde. Ao ponta de lança azul-vermelho lhe bastaram quatro minutos no campo para incendiar o Francisco de la Hera. Numa falta centrada, Rocha modera a bola, Celeiro ganha o salto, o ressalto fica na frontal e Willy rebenta a bola para empatar o jogo. Delírio na bancada. Mas o clarão durou pouco. O pinganillo do árbitro soa e aparece o VAR, o terrível inimigo do Extremadura no que vai de campeonato. A bancada zozobrando e Sagués Oscoz, após consulta, decreta um fora-de-jogo posicional de Zarfino no disparo de Willy. Incredulidade na bancada e no campo. A jogada pesou na cabeça dos futebolistas e Manuel o confessou em sala de imprensa.

Porque após o golo anulado pelo VAR, o Extremadura decidiu atacar somente com coração. Muita brega, muita raça, muito coração, mas pouco resultado.

A mais clara para tratar de empatar o jogo a teve Pinchi após um centro medido de Bastos que rematou o mais pequeno da classe, mas Vallés apareceu com uma manopla espetacular para salvar a As Palmas.

Pasaban os minutos e o Extremadura apenas fazia cócegas. Mordia, lutava, bregaba, mas o seu ataque, totalmente deslabazado, não lhe dava oportunidades de golo. Um remate de Pardo à saída de um pontapé de canto e outro desesperado de Zarfino nos minutos finais foram o exígua bagagem ofendida dos últimos minutos.

As Palmas, que foi queimando seu carburante de talento, também não soube fechar o jogo em contras com superiodidade. Benito em duas ocasiões e Ruiz de Galarreta noutra muito clara deixaram o jogo com pulso. No último minuto, Ale Díez teve a bola franco na frontal numa falta, mas a barreira se lhe fez grande e as opções foram ao limbo.

O Extremadura se entope na desmpromoção. Voltam seus medos do passado. Definitivamente, se declara o estado de alarma no clube azul-vermelho.

EXTREMADURA 0

AS PALMAS 1

3Gol: 0-1 Jonathan Viera, min.43, de grande penalidade.

3Árbitro: Sagués Ascoz (basco). Admoestou aos locais Pardo, Zarfino, Celeiro; e aos visitantes a Da Bela, Eric, Castelhano, Visse, Galarreta. Dobro amarela a Mantovani.

3Estadio: Francisco de la Hera.

3Espectadores: 5.000.

3Extremadura: Casto; Ale Díez, Bastos, Pardo, Roda (Willy, minuto 50), Celeiro, Rocha, Zarfino, Nono, Pinchi (Pastrana, minuto 71), Sergio Gil (Valverde, minuto 58).

3Las Palmas: Vallés; Da Bela, Eric, Mantovani, Benito (Cedrés, minuto 75), Narváez, Javi Castellanos, Galarreta, Jonathan Visse (Srnic, minuto 67), Aythami, Pedri.

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