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El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 1 de abril de 2020

Compreensão unânime dos desportistas

Os desportistas de elite da região entendem as medidas extremas e apelam à responsabilidade dos cidadãos para que tudo possa voltar à normalidade o quanto antes. Quase todos eles vêem {trastocados} seus planos de competições e treinos

JOSÉ MARÍA ORTIZ
14/03/2020

 

«O Clube Atletismo Montijo tem tomado medidas e estarão pelo menos 15 dias sem atividade, mas nós não nos podemos permitir isso. De manhã {entreno} só/sozinho às 7.30 para depois vir-me aqui, a Mérida». Javier Cienfuegos fala para este diário/jornal desde/a partir de a Asamblea de Extremadura, em onde é deputado, condição que concilia com a de desportista de elite.

A coincidência é geral em todos os desportistas de alto nível consultados por este diário/jornal: {acatamiento} às medidas, mudança de planos diários/jornais para seguir/continuar em forma e, conhecedores da sua condição de bons espelhos para a sociedade, apelos à colaboração que pedem as autoridades através das diferentes medidas para minimizar os efeitos do coronavirus.

Os efeitos nos planos para neste ano tão especial som evidentes. O dominador do lançamento de martelo em Espanha desde há mais duma década lamenta que não possa competir/rivalizar/disputar na Copa de Europa da próxima semana, «na qual tínhamos muitas esperanças», comenta. Por isso temos de concentrar-se nos treinos. «À tarde {lanzamos}. O fazemos ao ar livre», acrescenta Cienfuegos. E o realizava, pelo menos até ontem, em sua localidade natal, Montijo, onde vive. «Por agora isso o podemos fazer. Continuamos normal/simples até que nos indiquem o contrário», acrescentava de manhã o que pode ser olímpico por terceira vez em Tóquio... se é que há cita/marcação/encontro em Japão.

Outro atletismo de primeiro nível, o {llerenense} Álvaro Martín, encontrava-se em Múrcia e pensava ir diretamente a sua localidade natal «sem passar por Madrid e isolar-me em casa; provavelmente me {compro} um tecido e tentativa treinar em casa seguindo/continuando as recomendações de saúde».

Como cidadão, aponta, «nos afeta tudo, mas como desportista não terá campeonato de Espanha, nos têm retirado concentrações e a próxima prova de Copa del Mundo o vamos a ter difícil espanhóis e italianos... Som situações muito difíceis, mas temos de deixar-se os egos e as manias pessoais e compreender que isto afeta a toda a população mundial e que é o momento de estar todos unidos e não dar-lhe mais voltas e seguir/continuar as recomendações do Governo».

O juvenilíssimo escalador Alberto Ginés tem notado ainda mais extraordinariamente a mudança em seu dia-a-dia. No último ano e meio, com gesta incluída, treinava e estudava no {CAR} de Sant Cugat, em Barcelona, onde teria a opção de ficar pela sua condição de futuro olímpico. No entanto, entre sua família, seu treinador e ele mesmo decidiram na quarta-feira que o adolescente de 17 anos voltasse a seu domicílio de Cáceres. Fê-lo na quinta-feira passada por meio de um voo Barcelona-Badajoz.

«Como os treinos os faz em {rocódromos} não os pode ser feito», explica María Victoria López, a mãe de Ginés, apelando à lógica.

O jogador de ténis de mesa Juan Bautista Pérez acaba de conseguir praça/vaga nos Jogos Paraolímpicos e já pensa como repetir a medalha que conseguisse em Rio, embora os interrogantes e dúvidas som muitas. «Já veremos a ver o que é que se passa, estamos vendo como está tudo. Eu continuo/sigo treinando e preparando'm, mas não podemos sair a nenhum centro de alto rendimento nem nada», diz o desportista residente em Almendralejo desde há mais de 30 anos.

«Tenho fechado a escola de meninos, mas tenho minhas chaves e minha sala para seguir/continuar treinando eu». Também tem que estar a tope para finais de Agosto, no início da Paralimpada, cuja participação tem assegurada depois de/após que se tenham suspendidos vários torneios classificativos e encontrar-se ele entre os melhores do ranking mundial.

«Vou seguir preparando'm. A partir de segunda-feira se cancelam minhas atividades de treino físico no clube {Cabezarrubia}», afirma entretanto o {paratriatleta} cacerenho {Quini} Carrasco. «Como desportista me afeta para os próximos meses. Tinha dois campeonatos internacionais em {Yokohama} e {Bermudas} e outros dois nacionais de {duatlón}, um em {Numancia} e outro em Soria capital, que se têm adiado ao mês de Outubro. O mais importante era o campeonato do mundo, em Milão, que em princípio se tem posto para o 24 de Junho para Montreal. Mesmo assim, no dia-a-dia vou seguir treinando, embora seja em casa, com um rolo», conta Carrasco.

Mais resignação

«Têm cancelado Quénia, embora não o ia a jogar, e também Índia, Malásia e China, que se me costumavam dar bem. É uma pesca», resignava-se o golfista Jorge Campillo, flamejante vencedor no {Qatar}, em o seu segundo título do Circuito Europeu. «Nos treinos não tenho problema algum», enfatizava a este diário/jornal. Ou em Madrid ou em Cáceres, no Norba Club, tem as portas abertas, é bastante evidente para o desportista do momento na comunidade.

Por seu lado, o atletismo {Houssame} {Benabbou} apontava que lhe tinha afetado em vários aspetos, começando pelo fecho do Centro de {Tecnificación} da Cidade Desportiva de Cáceres. «Nem posso treinar aí nem posso fazer os serviços de sala de jantar. Agora me acabam de {echar} do parque de O {Cuartillo}, fechado até novo aviso». Além disso, também lamentou que o estreitamente de conversas que está levando a cabo com o apoio do Comité Olímpico Espanhol junto à exginástica Laura Campos vai-se a paralisar agora. «Esperemos que esta má rajada passe», declarou um {Benabbou} que assumiu ter «medo».

A judoca emeritense Cristina Cabaña, entretanto, divulgou por meio de sua conta da rede social Twitter uma gravação na qual apelava à responsabilidade. «Eu mesma, ao ter vindo de Madrid, tenho possibilidades de ter o vírus apesar de não ter sintomas. Por isso vos peço que {intentéis} sair de casa o menos possível e {tengáis} as normas básicas de higiene», apontou.

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