+
Accede a tu cuenta

 

O accede con tus datos de Usuario El Periódico Extremadura:

Recordarme

Puedes recuperar tu contraseña o registrarte

 
 
 

Os clubes da Liga Iberdrola pedem que passe a ser profissional

 

EFE
23/05/2020

A Associação de Clubes de Futebol Feminino ({ACFF}), que aglutina a todos os clubes da Primeira Iberdrola a exceção do Athletic, o Barcelona e o Salto, informou ontem de que apresentou um pedido «perante o Conselho Superior de Desportos para que a Primeira Divisão Feminina seja qualificada como competição profissional». Trata-se de uma competição na qual a próxima época {militará} o Santa Teresa Badajoz depois de/após certificar sua promoção como campeão do grupo Oeste da Liga Repto/objetivo Iberdrola.

«A nota como profissional estabeleceria o quadro normativo necessário para que os clubes participantes pudessem organizar, como liga profissional, e de maneira coordenada com a Federação Espanhola de Futebol, os aspetos organizativos e comerciais da competição, num modelo que permitiria desenvolver todo o seu potencial», argumentou.

A {ACFF} indicou que «quase 30 anos depois» da redação da Lei do Desporto, «e apesar dos numerosas mudanças que se produziram no âmbito organizativo, desportivo e económico, as únicas competições profissionais em Espanha continuam a ser a Primeira e Segunda Divisão de futebol e a {ACB} de basquetebol, todas elas masculinas».

“É evidente que a realidade tem avançado e que concorrem diferentes elementos {fácticos}, jurídicos e socioculturais que não somente possibilitam, mas aconselham e inclusivamente obrigam a estender dita nota a outras competições que reúnam os requisitos estabelecidos para isso. Assim, nem a Lei 10/1990, nem o {RD} 1835/1991, nem nenhuma outra disposição legal aplicável, estabelecem limitações ao Conselho Superior de Desportos para poder/conseguir qualificar como profissionais a novas e diferentes competições oficiais e estatais duma mesma modalidade desportiva que reúnam os requisitos e condições estabelecidos”, {convino}.

A associação salientou igualmente que nos cinco últimos anos a disciplina “tem experimentado uma mudança substancial”, “que permitiu aumentar sua visibilidade e reconhecimento, incrementar seu nível competitivo e desenvolver-se a nível comercial, obtendo assim mais recursos que permitiram melhorar as condições nas que as jogadoras desenvolvem seu estreitamente, e tem demonstrado sobejamente seu potencial para converter-se num referente a nível nacional e internacional”.

“Desta forma, a Primeira Divisão Feminina tem ido evoluindo até converter-se numa competição com uma inegável dimensão social, desportiva e económica. Falamos duma competição que em tão só cinco anos, desde/a partir de a criação da Associação, conseguiu que todas suas jogadoras tenham contratos profissionais, conseguindo um marco muito especial como foi o I Convénio Coletivo, com uma importante presença televisiva e audiências que superam os 6 milhões de espectadores a cada ano, convertendo-se assim na terceira competição nacional em rendimentos por comercialização de seus direitos audiovisuais por detrás de {LaLiga} e a {ACB}, e que foi capaz de encher os grandes estádios do futebol profissional”, enfatizou.

A {ACFF} considera, além disso, que a Primeira Divisão feminina cumpre “os critérios legalmente estabelecidos para a nota de competições de carácter profissional: a existência de vínculos laborais e a importância e dimensão económica da competição”. “Não obstante, e apesar do muito estreitamente e avanços conseguidos, o futebol feminino, a mulher futebolista, ainda não dispõe do ambiente necessário para poder/conseguir alcançar seu plenário/pleno desenvolvimento. Ainda som muitos os desequilíbrios, preconceitos e {lastres} que arrastam tanto/golo clubes como futebolistas, entre os que se encontra sua vigente nota como competição não profissional”, lamentou.

A Associação de Clubes de Futebol Feminino explicou também que manteve “contactos com os diferentes grupos políticos e sindicatos para transmitir a importância de que clubes e jogadoras possam dispor de todas as ferramentas do sistema normativo espanhol que contribuam a facilitar o plenário/pleno desenvolvimento profissional da competição e de seus carreiras profissionais”.

“Trata-se, pois, de um passo imprescindível para seguir/continuar avançando na igualdade de género no desporto e para que as meninas e mulheres possam sonhar com desenvolver seu carreira profissional numa competição profissional. Assim, desde/a partir de a {ACFF} acreditamos firmemente em que esta iniciativa contribuirá a estabelecer um necessário quadro de cooperação e entendimento entre todas as organizações envolvidas para o avanço e desenvolvimento do futebol feminino em Espanha”, conclui o comunicado.