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El Periódico Extremadura | Sábado, 23 de septembro de 2017

{Chris} {Froome}, Volta e dobradinha

O líder do {Sky}, apoiado por seu grande plantel/elenco, ganha em Madrid após conquistar o Tour de França

SERGI LÓPEZ-EGEA
11/09/2017

 

Impressionante». Assim de claro. Assim de rotundo. «Tenho entrado na história». E assim foi porque {Chris} {Froome} tornou-se, graças ao triunfo conseguido na Volta, no primeiro britânico que ganha a ronda espanhola, mas sobretudo no primeiro corredor que consegue a dobradinha Tour-Volta, desde que a corrida/curso se transferiu ao verão em 1995. Anteriormente ganharam a Volta antes de triunfar em Paris, {Jacques} {Anquetil}, em 1963 e {Bernard} {Hinault}, em 1978.

Madrid se iluminou com os cores da bandeira britânica e com um tom de certa melancolia pela retirada oficial do grande animador da corrida/curso, que não foi outro que Alberto Contador (entrou primeiro em Madrid), por seus ataques diários/jornais e por sua fantasiosa vitória no {Angliru}. No entanto, não foi uma noite nem tristonha nem fechada, porque Contador passou à lenda e porque {Froome} já é uma estrela sobre/em relação a uma bicicleta ao nível de os grandes mitos. O Julho terá a possibilidade de ganhar o quinto Tour e igualar a {Anquetil}, a Eddy Merckx, a {Hinault} e a Miguel Induráin.

«Ficar segundo no passado ano me motivou a tentar ganhar a Volta. {Corrí} menos corridas/cursos antes do Tour precisamente para chegar menos cansado à Volta, uma corrida/curso que gosto porque cada dia há batalha e porque vai mais além do repto/objetivo físico, mais que no Tour, porque aqui {corres} com 40 graus e depois {pasas} a 10 e com chuva. E porque aqui os adeptos me dão muito carinho». Desde no sábado, quando a Volta ficou sentenciada no {Angliru}, {Froome} é um homem feliz. «Mas aliviado porque se tenha acabado a Volta e também porque com a retirada de Contador vou a ter uma vida mais tranquila».

DOIS TRIUNFADORES / {Froome} e Contador foram os dois grandes triunfadores desta corrida/curso liquidada ontem à noite em Madrid. O britânico, acima de tudo, por ganhá-la, pelo controlo absolutos, por ser líder desde o terceiro dia de competição em {Andorra}, e sobretudo por correr com uma equipa de sonho, que jamais o deixou só/sozinho, com um {Wout} {Poels} que se tornou em seu Mikel Landa de la Vuelta e, naturalmente, com Mikel Nieve que lhe serviu de guia, de apoio, de tudo, no único dia no qual {Froome} demonstrou que também era humano, quando sofreu até à medula para salvar-se na terrível ascenção a Os {Machucos}. «Não me corresponde a mim dizer que lugar {ocupo} na história mas sei que tenho conseguido uma dobradinha impressionante e porque deste modo tenho entrado na história».

{Froome} é o vencedor do Tour que mais tem respeitado à Vuelta até dar a sensação, jamais negada por ele, de que está apaixonado desta corrida/curso, muito mais que do Tour. A ronda francesa lhe dá a fama, mas a espanhola é a que faz-lhe usufruir. E por esta razão seria uma loucura descartar sua presença o ano que vem. «¿Porque é que não vou voltar embora a ganhe?», se perguntou {Froome} após a etapa de Serra Nevada.

Porque o ano que vem, com o repto/objetivo do quinto Tour, dificilmente atrever-se-á a enfrentar o Giro –se lhe pede a presença desde diferentes sectores do ciclismo– já que todos aqueles ciclistas que ultimamente têm tentado a dobradinha Milão-Paris têm fracassado em França. Contador por duas vezes (em 2011, embora não lhe conste em seu palmarés, e no 2015) e {Quintana} esta época, na qual também não conseguiu o triunfo prévio na ronda italiana. Com estes antecedentes se presume muito complicado que no 2018 se decida a participar no Giro, que começa em Jerusalém, antes de ir ao Tour. E isso volta a deixar aberta a porta da ronda espanhola.

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