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Carta a Diego Rosado

 

JAVIER Paniagua
15/05/2020

Querido Diego

Hoy me encontro com algo mais de força para poder/conseguir {recordarte} juntamente com meus filhos e poder/conseguir-te oferecer este pequeno e humilde mas muito sincero homenagem. Não vamos a cair em como estamos de afundados, quem bem nos conhece o sabe. Para isto não há medida. E que {tardaremos} em repor-nos. Certo é que {empujamos} tudo o que pudemos durante 30 angustiosos dias, onde a espera da chamada para saber de teu estado se fazia insuportável.

Mas finalmente chegou essa última chamada que nos provocou ira, raiva e algum punho na parede. Não tinha explicação nem consolo.

Um bom pai e esposo, irmão e filho e muito amigo de teus amigos. Grande profissional. E algo que todos {destacamos}: teu grande humanidade e capacidade de diálogo para ajudar a todos sem nenhum tipo de distinção.

Te {recordaremos} como um senhor, com turma e categoria/escalão, generosidade, autêntico. Tudo um exemplo de como temos de andar pela vida. Ninguém te igualará, embora queiramos fazer uma réplica.

{Acompañaste} a meus filhos a treinos de râguebi, a suas viagens fora de Cáceres e eles não o esquecem. Rodrigo te recorda diariamente, sim, –como alguém escreveu– esse sobrinho pequeno com o que {atravesabas} o campo quando terminavam os treinos ou partidos. Não compreende não ter podido terminar a época contigo. É que, como bem diz essa cançãozinha que tanto/golo te gostava e que em todas nossas celebrações {entonábamos}: não se pode «{contimpará}». Já o dizia Manuel Ángel, ¿{recuerdas}?

Álvaro com seu aterrado silêncio expressa sua dor. O te tinha como tudo um exemplo. O râguebi será a melhor maneira de reconhecer-te tudo o que fizeste por ele.

Da minha parte me {quedo} com um lembrança que não se apagará jamais. Uns dias antes, apenas dez ou doze antes de teu ingreso, num jogo/partido de râguebi onde Álvaro realizou um grande encontro. Rodrigo brincava pelas bancadas e tu, Fátima e eu partilhamos aquela grelha e essas cervejas que tanto/golo te gostavam. Nunca pude imaginar, que seria nossa última vez.

Sempre {permanecerás} em nossas vidas. E nos {recuperaremos}, mas tua lembrança nos acompanhará sempre. Até sempre, Diego.

*Diego Rosado, histórico jogador, treinador e diretivo do Extremadura {CAR} Cáceres de râguebi, faleceu por coronavirus no passado 28 de Abril.