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El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 26 de septembro de 2017

A cacerenha Esperanza Mendoza, a terceira mulher em apitar na {ACB}

«Me tenho preparado e tenho seguido/continuado uma evolução», comenta a árbitro após confirmar-se que chega à Liga Endesa

JAVIER ORTIZ deportes@extremadura.elperiodico.com CÁCERES
14/09/2017

 

Faz uns dias foi notícia a nível mundial que, pela primeira vez, uma mulher árbitro, a alemã {Bibiana} {Steinhaus}, dirigisse um jogo/partido numa das grandes ligas europeias de futebol. O basquetebol vai pela frente/por diante nisto, mas também não demasiado: a cacerenha Esperanza Mendoza conheceu ontem que se converterá na terceira mulher na história em apitar na Liga Endesa/{ACB}, a máxima categoria/escalão do basquetebol espanhol.

Mendoza, de 33 anos, se incorpora junto a Alfonso Olivares, {Arnau} {Padrós}, Alberto Sánchez e Javier Torres, procedente do grupo 1 da Federação Espanhola (LEB Oro e Liga Feminina). Já na passada semana a {FIBA} a nomeou internacional, confirmando uma progressão chamativa desde que em 2001 começou a arbitrar, subindo em 2005 a Liga {EBA}.

«Estou numa nuvem», comentava ontem a este jornal a {colegiada} cacerenha. «Não foi exatamente uma surpresa para mim, mas depois de/após estar no Circuito de Pré-época Movistar o passado fim-de-semana, podia ser que sim ou que não», acrescentava.

Para ela o basquetebol foi sempre uma imparável paixão, começando por sua época como jogadora. Depois, sendo quase uma adolescência, apostou abertamente pelo arbitragem com o objetivo distante de seguir/continuar os passos das duas únicas mulheres que estiveram na {ACB}, Pilar Landeira e {Anna} {Cardús}. Esta última acaba de desvincular-se da Liga e Mendoza será a única.

ADAPTAR-SE À LIGA / Agora a jovem, crescida no popular bairro de São Blas, por fim conseguiu seu sono/sonho. «Não acredito/acho que tenha muitas pessoas à que lhe goste o basquetebol mais que a mim, a verdade. Me tenho preparado muito e tenho seguido/continuado uma evolução que me levou até aqui. Agora só/sozinho quero fazê-lo bem e adaptar-me tão cedo quanto possível ao tipo de jogo que se faz na Liga Endesa, que pelo que tenho podido comprovar é mais físico, com jogadores mais grandes, com mais contactos, mais intenso», destaca.

Sem dúvida que o telefone não deixou de soar ontem com {numerosísimos} mensagens e chamadas: «A verdade é que prefiro as pessoas que se tem acordado também de mim nos maus momentos, que também os houve neste tempo», confessa. O pior deles foi certamente há três anos, quando se lesionou de gravidade num jogo/partido --precisamente em Cáceres-- e esteve muitos meses sem poder/conseguir saltar à campo/pista.

«Em dias como este sobretudo me estou {acordando} de meus pais e de meus dois irmãs, que são também muito ‘loucas’ do basquetebol. Sempre me têm apoiado», acrescenta.

Agora só/sozinho lhe fica continuar a fazer o que melhor sabe: dar justiça nas campos de basquetebol, acima de sexos.

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