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{Azerbaiyán} deve esperar

O {paratriatleta} de Plasencia Miguel Coca adia seu sono/sonho de percorrer em bicicleta 800 quilómetros do mar {Caspio} ao mar Preto e centra-se em disputar em solitário a Madrid-Lisboa, se calhar em Novembro

 

Em seu horto 8 Miguel Coca, na parcela onde passa o confinamento em Valdeobispo. - CEDIDA

JAVIER ORTIZ
20/05/2020

¿A quem não lhe tem {chafado} algum plano o coronavirus? No caso do {paratriatleta} Miguel Coca (Plasencia, 2-11-1977), sua ideia era viajar as próximo natal a Arménia e {Azerbaiyán} e fazer uma rota em bicicleta de 800 quilómetros, unindo o mar {Caspio} com o mar Preto, mas está claro que essa aventura terá que esperar.

«Queria mudar o cenário, procurar um sítio pouco/bocado habitual, e pensei que seria um projeto interessante, terminando em {Bakú}, mas acredito/acho que não vai a poder/conseguir ser. Temos de ver como evolui tudo este tema», afirma Coca, que tem acumulado pódios nacionais e internacionais em sua categoria/escalão durante a última década, embora desde/a partir de 2016 sua atividade competitiva não descido em intensidade. «É que já tenho uma idade», diz.

À falta de visitar essa parte da antiga {URSS} terá que atirar do produto nacional --ou mais bem peninsular--, como acontecerá previsivelmente com o turismo. «O que estou começando a mover é fazer a Madrid-Lisboa em solitário», conta. É a clássica {Non} {Stop} que passa por Extremadura todos os anos e que está prevista nesta edição para o 25, 26 e 27 de setembro, mas que poderia passar ao último fim-de-semana de Novembro dependendo da situação. Tudo depende das autoridades sanitárias de Espanha e Portugal.

A Coca se lhe vê doído com o acontecido em 2019, quando correu por substituições com outros desportistas com deficiência. «Não {llegamos} como devíamos ter chegado. Não demos a talha. Agora está a oportunidade de promover o extremenho. Acredito/acho que é o momento», reconhece.

Seu confinamento foi tranquilo e muito rural. Exerce como monitor multidesportivo na área de Desportos da Câmara Municipal de Plasencia, mas não pôde seguir/continuar com as turmas que desenvolve. Se instalou na próxima Valdeobispo, onde se tem tentando manter em forma junto a seu casal/par e sua filha Azeitona, de quatro anos. «Tem {echado} de menos a escola e o levou mal porque é muito sociável», lamenta.

Sua forma de fazer exercício, para além de as {pesas}, quase poderia denominar-se «agrodesporto». «Tenho pegado um {zacho} e tenho cavado um horto, semeando tomates, cebolas... Coisas assim para auto-abastecer-se. ¡É muito duro! Eu me encontro bem e com vontade de fazer {cosillas}».

E deixa uma visão ambientalista da crise: «Devemos reinventar-nos. Estive em muitos sítios e não nos {acabamos} de acreditar/achar as alterações climáticas, glaciais que têm retirado seus gelos, Ou fazemos algo sustentável ou não sobreviveremos. Temos que convivir com a natureza, respeitá-la. Não podemos basear-nos só/sozinho no consumismo, no capitalismo, refletir. {Generamos} demasiados resíduos».