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El Periódico Extremadura | Sábado, 18 de janeiro de 2020

Al-Qázeres, algo mais que um quebra

O conjunto/clube de Ricardo Vasconcelos já não defende com a mesma eficácia que antes, é dos piores da liga em medida certa no tiro, não encontra uma alternativa quando {Jennie} {Simms} {flojea} em anotação e seus suplentes apenas dão nada

JAVIER ORTIZ
04/12/2019

 

-131 nos últimos cinco partidos: -41 em A {Seu}, -17 perante o Valência, -28 perante o {Girona} e o histórico -48 o passado sábado na pista do {Ensino} Lugo, com o único parêntesis gozão do 64-67 na campo/pista do lanterna vermelha, O Pastor Zamora. A situação do Nissan Al-Qázeres Extremadura parece como algo mais que uma simples gripe de inverno fruto do duro calendário. ¿Que lhe passa ao plantel/elenco de Ricardo Vasconcelos, cujo jogo e resultados tinham cativado na primeira parte da época?

Perda de agressividade

Se algo caraterizou ao Ao-{Qázares} durante as jornadas iniciais foi seu grande nível defensivo, encaixando poucos pontos tanto/golo nas vitórias como nas derrotas. Surpreendeu sobretudo sua capacidade para pressionar em toda a pista mesmo bem avançados os encontros, superando o possível cansaço. No entanto, tudo começou a mudar em A {Seu} (91-50, 57-21 já no descanso). O 64% em tiros/lançamentos de dois pontos e 45% em triplos do oponente são marcas muito altas.

Teve melhoria depois perante o Valência {Basket} (40-57), mas nas dois últimas derrotas se tem ‘voltado às andadas’, especialmente em Lugo. 100 pontos contra é um exagero: 68% em tiros/lançamentos de dois e 50% em triplos nada menos por parte do rival, que lançou a miúdo praticamente só/sozinho. E em caso de erro, costumava ter segunda opção: a inferioridade no ressalto implicou um total abuso: 48-16 é uma estatística difícil de ver.

Sem soluções no ataque

A equipa não encontrou a solução numa maior/velho produção ofendida. Tivesse sido estranho porque nem sequer nas vitórias mostrou-se como uma máquina ofendida lubrificada. Quase resulta um milagre levar já quatro triunfos quando se tem a percentagem em tiros/lançamentos de dois pontos mais baixo da liga (38,3%) e o terceiro pior em triplos (25,6%, só/sozinho melhor que O Pastor e Campus Promete).

A que tinha sido a principal referencial, {Jennie} {Simms}, piorou suas percentagens notablemente, sobremarcada a miúdo. Agora está em 13,8 pontos, afastada dos 20 que tinha assegurado nas primeiras jornadas. A equipa deve encontrá-la porque se não o terá muito difícil.

O papel de segunda espada para aligeirá-la de atenção se reparte muito entre Laura {Ferreira}, Paula Ginzo (9 em média ambas), {Bozica} {Mujovic} (8,8) e {Arica} {Carter} (8). Dolorosamente surpreendente está a ser o escasso medida certa da base norte-americana, que chegava com a {vitola} {WNBA}: 33,3% em tiros/lançamentos de dois pontos (19 de 57) e 23,4% em triplos (11 de 47). Uma agónica canastra sua decidiu perante o {Mann} {Filter}, mas para além de isso não gerou notícias positivas. Também não noutros aspetos do jogo: seu valorização média/meia é de 1,4, uma das mais {paupérrimas} de toda a competição entre as estrangeiras.

‘Segunda unidade’ {yerma}

A ideia este verão era configurar uma plantel/quadro mais longa que as de anos anteriores. Mas o panorama não parece ter melhorado: mais além do núcleo principal e a habitual primeira reserva, Laura {Ferreira}, as contribuições são muito escassas. {Dragana} {Domuzin}, María Romero --de baixa agora-- Julia Melina –lesionada durante pré-época e que não debutou até à jornada 6– não passam de dar substituições muito concretos e de produção ínfima.

Dois pívots protagonizam casos impactantes. {Miriam} {Forasté}, em seu quarto ano em Cáceres, promédia/meia 3,5 pontos e 2,1 ressaltos em 24 minutos. Seu 4,3 de valorização é a metade do que acreditou a passada campanha (8,8) jogando quase o mesmo (239. Por seu lado, {Khadidiatou} {Diouf}, questionada desde que desceu do avião, cumpre mais ou menos no ressalto (4,1), mas {naufraga} no ataque (2,9 pontos com um 24,3% de medida certa).

E, apesar de tudo...

Com este panorama surpreende manter uma margem de segurança relativamente aos dois últimos postos que supõem a descida e inclusivamente conservar opções sérias de ir à fase final da próxima Copa de la Reina.

Com os quatro triunfos, Zamora (um) e {Bembibre} (dois) estão ainda longe e conseguir o objetivo da salvação/manutenção parece bem {enfilado}. E se o Al-Qázeres consegue atenuar suas dificuldades e vence tanto/golo a {Araski} (no sábado às 13.00 no Serrano Macayo) como ao Campus Promete (a jornada seguinte em {Logroño}), estará muito provavelmente classificado para a cita/marcação/encontro de Salamanca, na qual se metem os oito melhores da primeira volta.

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