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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 5 de dezembro de 2019

O acento extremenho do Europeu de Suécia

A juíza {Mariola} {Álvarez} viveu uma grande experiência com a seleção espanhola {sub}-23 no Campeonato de Europa em {Gavle}, no mês passado

JOSÉ LUIS VELA deportes@extremadura.elperiodico.com BADAJOZ
13/08/2019

 

Não corre os 100 metros lisos nem lança a {jabalina} mas o seu trabalho é vital ao velar porque todas as provas de um campeonato se desenvolvam à perfeição e os atletas compitam em igualdade de circuntâncias. A juíza internacional de atletismo {Mariola} {Álvarez}, madrilena de nascimento e extremenha de adoção voltou a ser internacional com a seleção espanhola {sub}-23, neste caso no Campeonato de Europa que se disputou em {Gavle} (Suécia) no mês passado. «É um grande honra porque somos muitos juízes de nível 3 e entre todos se reparte o honra de acompanhar uma equipa nacional a um grande evento como este. Já tinha estado faz uns anos no campeonato de pista coberta em Polonia e pensava que não iria a mais. Mas quando me chamaram da Federação Espanhola, quis sentar-me e assimilá-lo porque é uma maravilha». {Mariola} foi com a seleção espanhola como juiz face a reclamações, relatórios, etc. «Não vais a atuar porque os juízes {actuamos} no nosso país. Por um lado vais como juiz observador a ver como fazem as coisas noutros sítios, que fazem bem, que não fazem tão bem ou duma maneira mais prática ou descontraída. E de apoio à equipa nacional por se há problemas, reclamações e ajudar-los no que se refere ao regulamento».

E teve trabalho em especial no substituição 4x400 no qual os espanhóis e italianos saíram a cotoveladas. «Na segunda {posta}, os segundos corredores do 4x4 e na segunda curva, o italiano e o espanhol «deram-se». A consequência disso, ao corredor da equipa belga que não tinha nada a ver, se lhe caiu a testemunha e sua seleção ficou fora». Após concluir a corrida/curso, desqualificaram às seleções de Espanha e Itália e {Mariola} entrou em ação. «{Hablas} com o juiz arbítrio que é como juiz de vídeo que tem uma sala com uns ecrãs {grandísimas} com câmaras desde todos os ângulos. Te explicam porque é que o têm desqualificado. E o que te fica é decidir se vale a pena ou não, e sim o merecia. Tens que pagar 70 euros por reclamar, redigi-lo em inglês, entregá-lo e a esperar. A decisão foi genial para a equipa espanhola porque o requalificaram e aos italianos lhes mantiveram desqualificados».

Jovens muito profissionais

{Mariola}, junto a Maribel García a única juíza internacional extremenha, partilhou a seleção com o futuro e já presente nalguns casos do atletismo espanhol. «Na Copa de Europa de atletismo já há oito atletas que estão na absoluta competindo. Uma das coisas que me surpreendeu é que os rapazes {sub}-23 são súper profissionais, súper cuidadosos com a alimentação, com não chegar tarde...Estão a estudar corridas/cursos universitárias, tirando algumas muito difíceis e ainda assim têm tempo para treinar a sério. Adorei ver tanta profissionalismo em pessoas tão jovem».

O processo espanhola foi excelente, destacando o ouro em 1.500 e martelo masculino, prata em cumprimento masculino, e três bronzes, em 5.000 masculino, feminino e 800 masculino. «Foram resultados muito bons».

Luz e ecologia

{Gavle} é a segunda cidade mais ecológica de Suécia, na qual praticamente não anoitecia. «Foi terrível porque em meu quarto no hotel não tinha persianas, somente cortinas e me despertava às dois da madrugada, via a luz e pensava que me tinha ficado dormida. À parte, a ecologia a transmitiram ao campeonato. Toda a energia da cidade a produzem eles e foi muito bonito».

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