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2001: protagonismo do desporto adaptado e uma vice-campeã do mundo

 

2001. Fátima Agudo, {arquera} extremenha que em 2003 conseguia três medalhas de prata em Campeonatos do Mundo. - EL PERIÓDICO

10/06/2020

A ‘Odisseia no Espaço’ que o cinema augurava para 2001 foi no entanto um ano de transição em nosso desporto no que a modalidades de plantel/elenco se refere. É certo que CD Badajoz e Extremadura {CF} continuavam na 2000-2001 com sua trajetória pela Segunda Divisão do futebol nacional, embora os {almendralejenses} perderiam a categoria/escalão de prata a seguinte época.

Não foi um mal ano para o {basket} regional, com a estreia do Plasencia {Galco} em LEB-2 e um bom balanço para o Cáceres {CB}, já que acabou a fase regular/orientar da Liga {ACB} no 10º posto, tendo jogado a metade da época em Málaga uma boa Copa del Rey (aquela do {MVP} de Pau Gasol com o Barça), na qual em quartos-de-final eliminava ao {TAU} Vitória e caía em meias-finais perante o Real Madrid. Seria uma das últimas alegrias dos cacerenhos na elite, na qual em 2001 também alcançaram os oitavos de final em competição europeia num novo passo pela Copa Korac.

No entanto, as melhores notícias do ano que nos ocupa viriam da mão de desportistas individuais e de modalidades que começavam seu descole na Extremadura, como por exemplo o triatlo, que nos deixava a vitória da equipa extremenho no Campeonato de Espanha de Substituições Mistos {Indoor}.

Êxitos como os da atleta Manuela Domínguez Vinagre, o ciclista Ángel Rodríguez, o judoca Pablo Sánchez García-Moncó, os tenistas Javier Viguera e Carlos López ou a desportista de tiro com arco Leonor Real, em cuja mesma especialidade brilhou especialmente a já por nessa altura {destacadísima} Fátima Agudo, que em 2001 conseguia a primeira das três medalhas de prata em Campeonatos do Mundo que enfeitam seu palmarés.

A {arquera} extremenha recorda aquele momento como «muito emotivo, ao ser minha primeira medalha num campeonato mundial. Foi uma grande sensação a de subir ao pódio após uma competição na qual tanto/golo em meias-finais como na final tudo se decidiu com um desempate que dependia de um único lançamento».

Fátima reconhece que ‘foi um campeonato bonito, no qual {disfruté} muito em plantel/elenco e de minhas companheiras, da sede, que foi {Florencia} e em geral de tudo. Tinha muito treino intenso detrás, muito apoio e ajuda familiar que nesse mundial deu seus frutos’.

Foi do mesmo modo um grande ano para a natação e sobretudo para a natação adaptada em nossa comunidade autónoma, dado que os Campeonatos de Europa 2001 celebrados na cidade sueca de {Estocolmo}, trouxeram para os nossos uma chuva de medalhas e bons resultados entre os que se encontram os metais conseguidos por Enrique Floriano, Pablo Alejandro Galindo, Luis Alberto Núñez e {Samuel} Costumar, entre outros.

Um {Samuel} Costumar, medalhista o ano antes nos Jogos Paraolímpicos de {Sydney}, que na Suécia conseguia um Orellana / Orelhana em 50 metros costas e 3 medalhas de prata e que recorda esses campeonatos como «algo excecional, nos que {disfruté} muito e nos que vivi experiências pessoais muito boas com grandes resultados desportivos». Costumar acrescenta que o desporto adaptado tem evoluído e recorda quando, em seus inícios, «treinava entre 5 e 6 horas diárias na piscina de Plasencia, muitas semanas de segunda-feira a domingo, mas que valeram a pena com essas medalhas e com o passo dos anos {acabas} {echando} de menos aos companheiros/colegas e o ambiente que tínhamos nas competições».

Além disso, o atletismo paraolímpico Juan Ramón Carrapiso conseguia dois medalhas de bronze nos Jogos do Mundo 2001 celebrados em {Nottingham}, nos 100 e 200 metros lisos, acrescentando conquistas ao palmarés desportivo regional num ano no qual o jogador de futsal extremenho Javi Sánchez, celebrava a primeira de suas três Taças de Europa consecutivas como integrante destacado da plantel/quadro do Praias de Castellón, que junto à Liga e Supercopa de Espanha configuraram um histórico {triplete} para os {castellonenses}. O jogador cacerenho se levantava, do mesmo modo, com o título europeu a nível de seleções com o combinado nacional, sendo nomeado {MVP} da final do torneio celebrado em Moscú.

LAURA CAMPOS /Não seria justo fechar a página de 2001 sem falar da bilhete de, à sobremesa olímpica, Laura Campos no combinado nacional de ginástica artística, mudando-se desde/a partir de esse momento ao Centro de Alto Rendimento de Madrid; como também não o seria o não {recordar} que María Antonia Duque e Pablo Villalobos receberam o Prémio Extremenho do Desporto como Melhores Desportistas em categoria/escalão absoluta mercê a seus bons resultados naquela anuidade.

Uns prémios que reconheceram igualmente à ginasta Raquel Blázquez e ao canoísta Julio Moreno na secção de promessas, à {AD} {Corderex}-A Antiga de futebol feminino como Melhor Entidade Desportiva, ao Colégio {Meléndez} Valdés de Ribera del Fresno na categoria/escalão de Centros Escolares e à Câmara Municipal de Olivença como Melhor Entidade Local. O Prémio Extremenho do Desporto ao Mérito Desportivo o partilharam, por o seu trabalho e trajetória, Juan Antonio Méndez Espejo no mundo do atletismo e Eusebio Bejarano Vilaro no âmbito futebolístico. Não foi uma ‘odisseia espacial’. Mas foi sem dúvida um bom ano para o desporto da Extremadura e seus desportistas.