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1998: {Tecnificación} nacional e medalhas internacionais

 

1998. Marta Calamonte (primeira pela {izda}.) no alto do pódio como Campeã do Mundo de Ginástica Rítmica. - EL PERIÓDICO

20/05/2020

E l ano do segunda promoção do Extremadura {CF} a Primeira Divisão, na qual o Mérida {CP} disputava sua segunda época (alterna, isso sim) chegando além disso aos quartos-de-final da Copa del Rey, caindo face ao FC Barcelona, foi um ano no qual os triunfos individuais dos nossos e nossas desportistas brilharam acima dos conjuntos da região.

A título individual começavam a ouvir-se nomes à sobremesa históricos para nosso desporto, como o de um José Manuel Calderón já {afincado} em Vitória, que com 17 anos disputava e ganhava no 98, com a seleção espanhola de basquetebol, o Campeonato de Europa de {Varna} ({Bulgaria}) e o prestigioso Torneio de {Mannheim} (Alemanha) depois de/após ganhar a Estados Unidos em meias-finais e a Austrália na final.

Nomes como os de Marta Calamonte, ginasta emeritense que já fazia parte da equipa nacional absoluto de ginástica rítmica, com o que se proclamou Campeã do Mundo nesse ano, na competição celebrada em Sevilla. Marta, que conseguiu o Orellana / Orelhana na competição de 3 fitas e 2 aros recorda esse momento como «algo lindo, impactante, sobretudo pelo apoio desde/a partir de as bancadas, que te punha os cabelos de ponta. Não começamos muito bem o primeiro dia, mas soubemos dar a volta à situação. Pudemos demonstrar nossa valia e viver essa sensação única de subir ao pódio como as melhores…e em casa».

Em dito campeonato, a de Badajoz Nuria Cabanillas fez parte do combinado nacional como ginasta suplente, conseguindo ambas a medalha de prata em concurso geral, algo que a desportista de Mérida valoriza como «um êxito histórico da ginástica extremenha, com 2 campeãs do mundo. Além disso graças a isso nos sentiamos mais apoiadas, já que éramos também companheiras de quarto. Por fortuna agora temos recuperado esse êxito e {contamos} de novo com dois ginastas no plantel/elenco nacional atualmente».

Sem dúvida estamos a falar de desportistas que marcariam um antes e um depois na história do nosso desporto, que foram e som referentes para gerações posteriores, em cujo crescimento e êxito tem igualmente grande parte de culpa o impulso que as instituições quiseram dar às instalações desportivas da Extremadura.

Instalações como o Centro de {Tecnificación} Desportiva de Cáceres, que obteria em 1998 a nota de Centro Nacional desta tipologia outorgada pelo Conselho Superior de Desportos, convertendo-se numa instalação desportiva de referência pela que passaram e na qual se têm formado inumeráveis desportistas da nossa região, o que põe em valor a importância de contar com estes recursos indispensáveis na evolução do sector desportivo, na hora de oferecer as ferramentas adequadas no desenvolvimento geral e específico de cada modalidade e seus praticantes.

O 98 nos deixou igualmente medalhas de promessas a nível nacional, com o bronze em {Kumite} (karaté) de Juan Miguel Gómez-Valadés na categoria/escalão cadete, ou as medalhas de Orellana / Orelhana do por nessa altura juniores Francisco Ezequiel Lázaro, no Campeonato de Espanha de {Duatlón} celebrado em Coria e a conseguida no Campeonato de Espanha de Triatlo em Três Cantos (Madrid).

Muito protagonismo, portanto, para desportistas de modalidades individuais, que dominaram igualmente os Prémios Extremenhos do Desporto naquela edição, com a atleta Manuela Domínguez Vinagre e o nadador paraolímpico Enrique Tornero como Melhores Desportistas Absolutos, e a atleta Conchi Hidalgo e o próprio Lázaro como Melhores Promessas. Do mesmo modo, o {CB} Azeitona como Melhor Entidade, o Colégio Pública Batalha de Pavía de Torrejoncillo como Melhor Centro Escolar, a Câmara Municipal de Coria como Melhor Entidade Local e o {villanovense} Juan Antonio Dorado Segura, com o Prémio ao Mérito Desportivo, completaram a lista de galardoados no ano que nos ocupa.

Por último, começaram a ser mais sonoros nomes como os dos atletas Manuel Núñez Vivas, Pablo Villalobos ou {Montserrat} Felipe, a ciclista Glória Sánchez Manchón, o ginásio David Hernández ou as judocas Consolo {Solís} e Conchi Bellorín, que partilharam protagonismo em 1998 com êxitos de desportistas extremenhos que fizeram parte de equipas históricas. Carlos Prieto, {balonmanista}, conquistava com o FC Barcelona um {repóker} de títulos com Liga {Asobal}, Copa del Rey, Súper Copa de España, Copa de Europa e Súper Copa de Europa, e Fernando Morientes, se convertia em campeão de Europa após ganhar com o Real Madrid a ansiada ‘Sétima’ após 32 anos de espera para os {merengues}.

O ano no qual vinham ao mundo em nossa terra desportistas como os canoístas Francisco Manuel Osés e María Belén Díaz, a futebolista Carmen Menayo, a jogadora de {voley} Julia Cabeza, a {triatleta} María Rico ou o judoca Ricardo Casas, foi também o ano no qual o treinador emeritense, Juan de Dios Román e o jogador de Badajoz Juancho Pérez conseguiam com a seleção espanhola de andebol a medalha de prata no Campeonato de Europa celebrado em Itália, após cair na final perante Suécia.

{IREX} {PUEBLA} / Um largo catálogo de êxitos sem dúvida para nosso desporto, no qual não temos de esquecer factos/feitos históricos como o subcampeonato de Liga do {IREX} {Puebla} de futebol feminino ou o nascimento do Santa Teresa CD, sucessor atual das {poblanchinas} na máxima categoria/escalão nacional, bem como o desembarco do Círculo Badajoz de basquetebol na Liga LEB, na qual na época 98-99 disputaria o Play Off de promoção a {ACB}.

Um toque diferente naqueles meses, {ilusionante} à par que estranho, o pôs a situação que viveu o CD Badajoz quando o argentino Marcelo Tinelli, jornalista, empresário e apresentador de televisão, se convertia durante o verão em proprietário do clube, chegando a lançar rumores sobre/em relação a a possibilidade de contratações inverosímeis. Contratações como os de um já retirado Diego Armando Maradona, o também argentino Claudio Caniggia ou o brasileiro {Romario}, no ano no qual a entidade {blanquinegra} estreava nova casa com a posta de longo/comprido do Novo Viveiro num jogo/partido sem golos face ao Extremadura {CF} o 2 de Dezembro… Sem dúvida podemos dizer que 1998 foi um ano no qual não tivemos tempo para o aborrecimento.