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El Periódico Extremadura | Sábado, 23 de septembro de 2017

‘Os mortos que tu {matáis}’

JUAN FRANCISCO SÁNCHEZ Director de comunicación de Rafa Benítez
11/09/2017

 

{Confieso} que apenas tenho dormido. {Reconozco} que me {quedé} pendurado da marca do nosso Rafael Nadal no {US} {Open} 2017 e usufruído de seu jogo, de sua técnica, de sua classe, de seu nível e de seus golpes absolutamente impossíveis, que me faziam pôr-me de pé e gritar, {bajito} e de madrugada, no solitária sala de meu casa. É o número um do mundo, amigo, isso não se o oferecem a ninguém. Nem a ele, nem a {Garbiñe}…

Uma dobradinha com dois tenistas espanhóis liderando as categorias feminina e masculina do ténis mundial é um sono/sonho pouco/bocado menos que inalcançável. Como o é o de {Mireia} Belmonte, o de {Ruth} {Beitia} e, {coño} (com perdão), muito mais o de Ricardo Ten. E o de… ({póngase} o que proceda).

Quase sem solução de continuidade, vinha eu da vitória na final do Mundial de Hóquei de Espanha perante Portugal, comendo de emprestado, quase às escondidas, e diante de a televisão, para algum {malhumor} próximo, quando apareceu um majestoso Alberto Contador e lhe pôs a ginja à tarde. Que exibição, que poderio, que capacidade sobre-humana… Que pedaço de {etapón} nos {tragamos} no sábado com o mais vistoso e autêntico do ciclismo puro e duro. Desde meu particular ponto de vista, não há melhor maneira de retirar-se que como fê-lo o fim-de-semana o ciclista com raízes em nossa Barcarrota, que não sou eu dos de forçar: é de Pinto e ponto.

Isso sim, terá quem pense que tivesse sido melhor se tivesse entrado no fim no pódio. Claro, e se tivesse ganho a Volta já faria sido a leite {higienizada}, {uperisada}, semi-magra e sem {lactosa}. Vamos ver se vai ser agora uma deceção após o que nos tem oferecido e nos fez usufruir... Mas é que neste bendito país, ou o que vai ficando dele, somos assim. Jamais estamos satisfeitos, nunca parece-nos suficiente e sempre {exigimos} mais e mais sem valorizar um ápice o que temos. E claro, se nos passa o de usufruir o presente pensando no que poderia ser um efémero e etéreo futuro que está por ver. Quando {estás} fora, a milhares de quilómetros, o {aprecias} melhor, será pela perspectiva.

Em nossa sociedade {cainita}, sim, {cainita}, muito {cainita}, não se tem piedade (nem respeito) com o que é da casa. Sou o diretor de comunicação de um treinador espanhol que triunfa fora e ao que se lhe nega permanentemente o pão e a sal no seu país de origem. Igual porque tem em seu ter doze títulos e três promoções. E assim os luz o cabelo.

A Rafa ({Benítez}), se o {aseguro}, lhe perdeu seu madrilismo no Real Madrid. O ter-se formado como pessoa, como futebolista e como treinador nessa casa. E ser tão do Madrid como o escudo. Como lhe passou a Vicente Del Bosque, como a Iker Casillas, ou a Fernando Hierro ou a Raúl González Blanco… Mas isso não toca agora. O do {cainismo}, o do país {condenadamente} {cainita}, valha a redundância e me {quedo} curto, sim que vem à baila.

¿Não era este da gesta do passado sábado no ‘{Angliru}’ o Alberto Contador ao que {enterramos} em vida desportiva, porque estava ‘acabado’ e não tinha ‘nem um passe mais’ e já ‘não vale nem para montar em triciclo’? ¿Não é aquele o Rafa Nadal ‘ferido de morte’ no desportivo, de ‘trajetória esgotada’ e ao que se lhe tinha acabado ‘seu ténis, suas articulações não dão para mais’? Pois menos mal que estão mortos e enterrados, no âmbito desportivo se entende, porque se chegam a estar vivos e sobre/em relação a a {faz} da terra, desportiva outra vez…

Que vontade tenho de que a Fernando Alonso lhe dêem um motor algo mais potente que o que tinha meu avô para regar a horta, porque como piloto a mim me parece que não há outro como ele. E me dá a impressão de que ainda vai a calar algumas bocas. Tempo ao tempo…

E dito o anterior, me vem à memória uma frase {pintiparada} duma obra de teatro, não isenta de polémica sua procedência, porque há quem a atribui ao ‘Don juan’ de {Zorrilla} e quem se a pendura ao ‘Zombeteiro’ de {Tirso}, sendo em verdade, parece, que de Juan Ruiz de Alarcón e que diz: “Os mortos que tu {matáis} gozam de boa saúde”. Pois isso…, felizmente.

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