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El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 13 de novembro de 2018

‘Dor’ e ilusão/motivação na distância

Javier Brazo, que foi durante nove anos diretor treinador da Federação Extremenha de Atletismo, conta sua experiência como professor numa universidade uruguaia. Desde a distância, lamenta a polémica eleitoral

JOSÉ MARÍA ORTIZ deportes@extremadura.elperiodico.com CÁCERES
13/02/2018

 

«Me dói que se note que tenha algo estranho no ambiente e que exista um problema em meu desporto, para o qual sei que há pessoas que está a dar sua vida». Javier Brazo Sayavera (Hornachos, 27 de setembro de 1981) deixou faz justamente um ano seu trabalho como diretor treinador da Federação Extremenha de Atletismo, para além da de professor associado na UEx, para ir-se a dar aulas a Uruguai. Mas se afastou após nove anos numa função que lhe marcou e lhe marcará para os restos, e que se calhar algum dia retome. Voltou para usufruir dos seus e como professor residente.

Neste tempo, relativamente curto mas sem dúvida intenso a ambos lados do charco, houve eleições federativas e polémicas derivadas que tem seguido/continuado muito ao detalhe e que espera que acabem pelo bem de todos, segundo confessa o protagonista desta história {acadécimo}-desportiva digna de estudo. Entretanto, Brazo seguirá/continuará pelo menos um ano mais na Universidade de A República, em Ribeiro, na fronteira com Brasil, ao lado doutra cidade, Fátima {do} Libramento, ambas com 100.000 habitantes, algo similar a Cáceres, onde residia.

Ali é cabeça de rato em vez de cauda de leão (eterno dilema para muitos, para ele também) e nuns meses terá que decidir se voltar definitivamente a Espanha ou seguir/continuar ali. «Está a ser uma grande experiência, e, como tudo, subida tirar as coisas adiante, mas tenho meios e ajuda. Estou contente/satisfeito», relata, assumindo também que se sente valorizado economicamente. Foi com a sua mulher e sua filha, recém-nascida, com tudo o que isso supõe. Evidentemente não se tem arrependido, mas tudo está a ser duro. «Tenho vivido em hotéis pelo menos quatro meses e em três sítios diferentes», conta, mas está feliz agora que passa um mês em Cáceres, nessa Faculdade de Ciências do Desporto que tão bem conhece, onde segue/continua dirigindo a alunos que preparam suas dissertações.

«{Echamos} de menos à pessoas de aqui porque aqui estão nossos amigos e se gera um vínculo para sempre», diz sobre a sua situação pessoal em {Suramérica}, à que têm ‘exportado’ a omeleta de batatas e os enchidos «em troca dos assados, que estamos aprendendo a fazer agora», conta.

Brazo não se perde um ápice da atualidade do desporto extremenho, e sobretudo do atletismo. Questionado sobre/em relação a os êxitos, diz que em sua ausência o mais notável foi, evidentemente, o dobro título no meio maratona de Teresa Urbina e {Houssame} {Benabbou}. «O de {Tere} é um prémio à trajetória e eu me {alegro} muito por ela. O de {Houssame} é também fruto do trabalho e sempre, desde muito pequeno esteve muito em cima». Recordou o ex-diretor treinador que o ano passado os lançadores Javier Cienfuegos e María Barbaño também fizeram uma dobradinha regional como campeões de Espanha, o qual lhe produziu também uma extraordinária satisfação.

¿Voltará à federação? Nunca se sabe, se poderia interpretar. Certamente que é toda uma incógnita, segundo depreende-se de suas próprias palavras. O ano que vem, por estas datas, esta pergunta terá ao fim resposta.

¿Seu diagnóstico atual sobre/em relação a o atletismo extremenho? Para isto sim tem resposta. «Se {tuviéramos} cinco variáveis, muito mau, mau, regular/orientar, bom e muito bom, eu diria que bom». Javier Brazo se dá a volta, apura seus últimos dias na Extremadura e no sábado, voltando a Uruguai, já {echará} de menos sua terra. A vida é assim.

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