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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 28 de fevereiro de 2020

Os moradores da "Madrila" denunciam contínuos destroços em seus veículos

O presidente insta a denunciar os danos, que se repetem às quintas-feiras e sábados. Retrovisores, golpes na carroçaria... Os residentes pedem mais presença policial

LOLA LUCEÑO
06/11/2019

 

É um autêntico perigo estacionar os carros nesta zona». Assim o explica uma vizinha da "Madrila", que denúncia a sucessão de acidentes e atos vandálicos que se produzem na área de taças por excelência da noite cacerenha, e que acabam com os carros dos particulares danificados, mesmo destroçados por colisões a horas intempestivas. «Não há fim-de-semana que não saia à rua e não veja retrovisores quebrados, portas de veículos metidas para dentro e um sem-fim de destroços», afirma Pilar, uma residente de 27 anos. O presidente da associação de vizinhos/moradores, Miguel Salazar, afirma que efetivamente lhe fazem chegar estas queixas, e que já tem uma entrevista concertada com a equipa de Governo local para abordar a situação.

«Viemos para Cáceres desde uma vila faz quatro anos. Trasladamo-nos para um apartamento na "Madrila" sem saber o que aqui acontecia. O pior são às quintas-feiras e sábados noite: no dia seguinte é possível ver filas de carros com os retrovisores quebrados. Esta mesma amanhã tinha dois junto a uma das entradas ao Parque do Príncipe», lamenta uma mãe de um menino de 7 anos, que confessa que essas noites mesmo evitam sair à rua pelo estado dalgumas pessoas que se divertem na zona.

«A nós pessoalmente já nos ocurreu três vezes», relata está vizinha. «A primeira nos quebraram o retrovisor, a segunda nos abriram as guichés e nos roubaram a pasta, e a terceira embateu contra nosso carro um condutor que estava de {juerga}. No juízo resultou que ia drogado e bebido. Estivemos seis meses sem poder usar o veículo. No fim tivemos de comprar outro e alugar um estacionamento de garagem no parque de esacionamento de Primo de Rivera», comenta. Isso sim - continua--, aos quinze dias o tínhamos estacionado na rua quando outro condutor chocou com o carro de enfrente e lhe deixo o primeiro arranhão ao nosso», lamenta.

Os moradores afirmam que se chamam à atenção aos vândalos ou aos condutores temerários, recebem uma resposta nada agradável. «Se estão apoiados em teu carro, não lhes podes dizer nada». Também se queixam de que telefonam à Policia Municipal e que fazem chegar suas queixas à Câmara Municipal. «Nos respondem que têm intensificado os controlos, mas só/sozinho vejo passar carros-patrulha cada dois ou três horas», sustenta Pilar.

PRÓXIMAS REUNIÕES / O presidente de vizinhos revela que proximamente se vai reunir com o presidente da Câmara Municipal, Luis Salaya, e com o vereador de Participação Cidadã, David Holguín, para expor-lhes este assunto, entre outros relacionados com a "Madrila". «Os moradores se vêm queixando do problema dos carros. Noutro dia, sem ir mais longe, deixaram destroçado um veículo face à sede», explica.

Não obstante, Miguel Salazar insta aos afetados a que denunciem os danos em relação aos seus automóveis, sejam mais ou menos graves. «Temos de ir à polícia para deixar constância e para que os mesmos agentes organizem sua atuação segundo os factos/feitos. Tenho constância que fecham o passo de carros a Albatros a meia-noite, mas se queremos mais presença policial, devemos denunciá-lo. Se não se dão partes, não se conhece a situação», indica.

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