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Vizinhos e afetados levam à Assembleia a sua preocupação pela saúde cacerenha

Exigem a abertura de Vascular, mais anestesistas e que se dote a Cáceres de um serviço de maxilofacial. Se concentrarão o dia 21 diante da gerência do SES para reclamar também a segunda fase do hospital

 

Membros do agrupamento de vizinhos, da plataforma Deficiências SES Cáceres e da {Cavex}, ontem na porta da Asamblea de Extremadura. - EL PERIÓDICO

SIRA RUMBO caceres@extremadura.elperiodsico.com CÁCERES
04/02/2020

A situação que vivemos os cacerenhos em saúde já não se pode consentir. Necessitamos uma solução urgentíssima porque há pessoas que estam a passar mal». O diz o presidente da comunidade de vizinhos cacerenha, José Alberto Iglesias, que ontem reuniu-se em Mérida com os representantes dos partidos políticos na Asamblea de Extremadura. No encontro, ao que foram também membros da plataforma Deficiências SES Cáceres, recém criada, a Confederação de Associações de Vizinhos da Extremadura e da confederação estatal, transferiram-lhes o mal-estar da cidade por «o desmantelamento dos serviços».

A reunião se pede precisamente após o anúncio do fecho do serviço de Cirurgia Vascular, que foi o último revés que tem sofrido a área de saúde de Cáceres, mas a situação se remonta já a tempo atrás. O serviço não se presta desde Outubro porque os quatro especialistas da equipa estão de baixa médica e o Servicio Extremeño de Salud (SES) não encontra substitutos em toda A Espanha. «Não pode ser que se estejam fechando serviços. E o pior de tudo é que vemos que os problemas vão agravando e não se soluciona nada. A nós dá-nos igual os problemas internos que tenha, o SES o que tem que fazer é enfrentá-lo e resolvê-lo», acrescenta Iglesias.

Não lhes convence a decisão que tomou o conselheiro de Saúde, José María Vergeles, de derivar aos pacientes desta especialidade a Badajoz para arranjar de maneira provisória o problema. Além disso à cidade se transferirão cirurgiões doutras áreas de saúde dois dias à semana para passar consulta, mas aqui não se atenderão nem Urgências nem levar-se-ão a cabo operações de lista de espera, que estão suspendidas. Desde Outubro em Cáceres não se passa consulta e há doentes que levam meses esperando uma consulta.

É o caso de José Antonio Ayuso, tesoureiro da comunidade de vizinhos, que sofreu uma trombose em 2009. «Levo dois anos à espera para que me vejam. Agora suspenderam o tratamento que tomava sem me avisar e estou sem medicação porque não há médicos para me atender», explica.

O primeiro encontro que mantiveram ontem foi com o grupo parlamentar socialista, no qual foram recebidos por Catalina Paredes. Depois reuniram-se com Encarna Martín, de Ciudadanos, e também com Cristina Teniente e Elena Nevado, do PP, e Irene de Miguel, de Unidas por Extremadura. A todos lhe solicitaram o mesmo: Que intercedam para que se reabra o serviço de Cirurgia Vascular e para que se contratem mais anestesistas (segundo explicam os vizinhos, devido à escassez destes especialistas, se estão suspendendo intervenções cirúrgicas e não funciona ao completo a Unidade do Dor).

OUTRAS REIVINDICAÇÕES / Também que trabalhem para que se encurtem as listas de espera em todas as especialidades (constantemente, acrescentam, se estão atrasando encontros de muitos serviços: Alergologia, Dermatologia, Traumatologia,...) e que se dote à área de saúde de Cáceres de um área de Maxilofacial. «Não entedemos como em Cáceres não pode haver este serviço, nós não queremos que nos atendam em Badajoz, queremos ter estes serviços na nossa área de saúde», insiste o presidente do agrupamento de vizinhos, José Alberto Iglesias.

As suas palavras as subscreve Raúl Gallego, membro da plataforma Deficiências SES Cáceres, que também assistiu às reuniões. «Todos estão muito interessados em que se arranjem os problemas mas não nos dão soluções, muitos nos diziam que havia temas que tínhamos que falar diretamente com Vergeles (o conselheiro de Saúde)», acrescentou Gallego.

Reivindicaram além disso que se agilize a construção da segunda fase. Segundo a previsão do Executivo autonómico durante neste ano se poderá licitar a obra, com o objetivo de poder começar a construir durante o 2021. «Vergeles nos disse que ia a começar a construir a finais de 2020. Vemos que estamos outra vez igual que com a primeira fase e não se pode consentir», acrescenta José Alberto Iglesias.

Perante esta situação, e devido à falta de soluções para arranjar os problemas, convocaram uma concentração o próximo 21 de Fevereiro. Já solicitaram as autorizações. Celebrar-se-á diante da gerência do SES, na rua São Pedro de Alcántara (a hora está ainda por confirmar). Vizinhos e afetados animam aos cacerenhos a unir-se a uma manifestação mais à frente.