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El Periódico Extremadura | Sábado, 19 de agosto de 2017

Uma dúzia de edificações com novos designs e qualidades reativam o sector

Incorporam modernos conceitos/pontos de distribuição, mais poupança e conforto, e mimam as zonas comuns. As primeiras promoções após a crise têm um preço meio de 1.700 {€}/{m2} e hipotecas acessíveis

LOLA LUCEÑO
19/06/2017

 

Aunque o faz a um ritmo mais lento que noutras cidades, o sector da construção vai recuperando aos poucos a normalidade em Cáceres com uma dúzia de promoções já em marcha ou a ponto de se iniciar. Desde há anos não se viam tantas gruas no {skyline} cacerenho. Trata-se de habitações diferentes em muitos aspetos às que se levantavam na época da bolha do imobiliário, com maior eficiência energética e portanto mais qualidade nos materiais, tal como obriga o Código Treinador da Edificação, mas também com novos designs na distribuição: comilões separados dos salas, mas contíguos, e com acesso direto à cozinha; quartos principais tipo suite; ou maior importância às zonas comuns (jogos, piscinas...). Isso sim, a preços mais contidos que o turbilhão de faz uma década.

«Trata-se de um primeiro movimento positivo e interessante, transmite ao mercado ao ideia de que as novas habitações são necessárias, e que antes ou depois tinham que iniciar/dar início's», assinala {Abelardo} Martín, presidente da Associação de Promotores de Cáceres, vice-presidente da Federación Provincial de Empresarios de la Construcción e diretor gerente da empresa {Iniexsa}. «Ainda não podemos qualificá-lo por enquanto doce, mas sim animador para a construção em Cáceres», sublinha Alfonso Jordán, diretor comercial de {Progemisa}.

Os promotores coincidem em estabelecer o custo meio da habitação em torno dos 1.700 euros por metro quadrado útil. Na verdade estas primeiras promoções após a crise correspondem maioritariamente a um segmento meio, ou meio alto, atendendo ao tipo de procura que se deteta no mercado. Porque o perfil de cidadão que se interessa agora pelos imóveis tem uma economia consolidada, já possui uma habitação anterior e procura uma nova mais larga, com qualidades ou prestações mais modernas. Os jovens ainda chegam a conta-gotas às imobiliárias, e em geral as vendas são lentas porque as ordenados e as rendimentos dos lares cacerenhos se situam entre as mais baixas do país.

O preço também depende da zona. «Há quem segue/continua preferindo pagar apartamentos novos no centro, mais pequenos mas bem dotados; e há quem vêm a interessar-se por unifamiliares fuera do centro da cidade para ter mais espaço e menos incómodos», precisa {Abelardo} Martín.

PAUSA APÓS A CRISE / O mercado vai-se recuperando lentamente da crise. «O excesso de oferta bancária, com hipotecas que se conseguiam com uma facilidade {pasmosa}, provocou uma forte procura que levou a muitos promotores a comprar chão. De repente o mercado se saturou, teve uma restrição hipotecária e {lamentablemente} uma grande maioria das promotoras se vieram abaixo», explica Alfonso Jordán. «Posteriormente os bancos quiseram retirar-se tudo o excedente imobiliário e somente eles venderam a preços muito baixos, por isso o mercado tem funcionado de forma irregular nos últimos anos. Parece que voltam as águas a seu leito», indica.

Não obstante, há obstáculos que ainda devem normalizar-se. A banca, que sim deu rédea larga aos particulares com hipotecas que mesmo cobrem o 100%, «contínua pouco/bocado flexível na hora de dar facilidades aos promotores e exige medidas francamente duras, já que vendeu as habitações que tinha em seu saco mas lhe fica o chão, e está tentando financiar primeiro o seu», explica {Abelardo} Martín. Portanto, só/sozinho as grandes empresas com suficientes recursos podem iniciar/dar início as obras. O resto deve esperar a vender certo volume de habitações sobre/em relação a plano, algo francamente complicado hoje em dia.

«Por isso, a este ritmo ainda resulta difícil manter-se. Sem esquecer que {venimos} duma política de banco na qual se têm atirado os preços da habitação abaixo mesmo do custo (o banco ou o promotor perderam dinheiro), e agora o cliente estende a comparar esses preços com as novas promoções a custo real», assinala o vice-presidente do sector.

As promotoras consideram que Cáceres tem atualmente uma procura de habitações «de entre 150 e 250 anuais», estima o diretor comercial de {Progemisa}. «É verdade que a população na Extremadura tem descido e que prevê-se que siga/continue fazendo-o, mas também é certo que a família se está a reduzir e há mais pessoas {single} (vivem sós), com o qual o número de lares paradoxalmente vai a crescer», destaca {Abelardo} Martín. O Banco de Espanha prognostica que Extremadura necessitará 18.600 casas novas nos próximos doze anos, «portanto se precisarão mais habitações mas de um tamanho diferente, mais pequeno», indica.

Também serão imóveis diferentes pelos requisitos do Código Treinador da Edificação, que marca um antes e um depois na qualidade da construção. Prima a eficiência energética (isolamentos térmicos, isolamentos acústicos, luzes LED, sensores de presença...), de modo que se consegue mais conforto no interior dos lares e mais poupança no manutenção das comunidades, de até um 50% relativamente a um bloco convencional.

NOVO CÁCERES / Muitas destas promoções já são visíveis e outras se estão comercializando ou fá-lo-ão em breve. O Grupo Núñez encontra-se em plena construção de 56 habitações em cinco alturas em Novo Cáceres, repartidas em duas fases, justo na esquina da rua Jerusalém com a rua {Berna}. A previsão deste grupo com mais de meio século de experiência é concluir-les no verão de 2018.

O PERU / Placonsa também está já estabelecendo os forjados de seu novo bloco, que incluirá 48 habitações, locais comerciais, garagens e arrecadações na parcela P-7.2, da Unidade de Execução de O Peru. O movimento de máquinas e trabalhadores é claramente visível neste solar que vai tomando forma aos poucos.

{MACONDO} E VEGAS DEL MOCHO / {Iniexsa} iniciará em questão de dias a obra do prédio Novo {Amaranto}, em {Macondo}. São 26 habitações de entre 70 e 140 metros quadrados, «adaptadas às necessidades atuais tanto/golo {habitacionales} como de preços e qualidades», explica {Abelardo} Martín. Incorporam os avanços em eficiência energética com um prémio para a manutenção do prédio a baixo/sob/debaixo de custo para toda a vida (aquecimento por chão radiante, janelas de até quatro vidros com câmaras desidratadas...). «Por exemplo, {construiremos} uma fachada autoventilada de tijolo visto branco que reduz a temperatura da casa em cinco graus em verão», afirma. Os preços oscilam em torno dos 1.700 euros/{m2} útil, e incluem cozinhas {amuebladas} com eletrodomésticos.

A promotora {Iniexsa} também está prestes a iniciar/dar início a comercialização de 22 unifamiliares e três blocos de 14 habitações cada um em Vegas del Mocho. As casas, com 134 metros quadrados úteis e entre 33 e 70 metros de garagem, têm preços desde 225.000 euros. Os apartamentos, de 3 e 4 quartos (alguns com jardim próprio), incluem zonas verdes comuns com piscina e jogos, e estarão no ambiente dos 1.400-1.500 {€}/{m2} útil.

SÃO FRANCISCO Y MONTESOL / {Progemisa} já iniciou sua promoção estrela em São Francisco, face ao hospital São Pedro de Alcántara, na zona do Quadro, muito próxima à Montanha. Serão 112 habitações de 2 a 4 quartos (garagem e arrecadação), desde 168.000 euros. Este projeto faz finca-pé nas soluções que valoriza hoje o mercado: grandes terraços, comilões luminosos a cavalo entre a cozinha e a sala, quartos principais com quarto de vestir e banho, uma zona residencial com piscina, padel, jogos infantis e jardim... «Isto é, as dotações de um clube dentro do bloco, como um {resort}, que dão qualidade de vida», sublinha o diretor comercial.

A mesma promotora está a construir uma dúzia de unifamiliares em Casa Prata e Montesol. Também em Montesol acomete um prédio de três alturas e 36 apartamentos, com interiores similares aos de São Francisco, ginásio e zona de jogos, com um preço duns 1.400 {€}/{m2} útil (3 e 4 quartos).

COLÓN Y MONTESOL II / Por seu lado, Gestyona seguiu/continuou construindo em tempos de crise o prédio {Columbia}, o primeiro em recolher os novos conceitos/pontos de lares no coração da cidade (domótica, interiores inovadores...). Agora projeta edificar ao lado, também na praça/vaga de Colón, outro bloco de apartamentos. Mas entretanto quase tem finalizado em Montesol II um novo prédio de 36 habitações que se entregarão em outubro. Incorpora muitas novidades do prédio {Columbia}, por exemplo estadias de dobro altura, terraços largos e locais de uso comunitário com preços desde 112.000 euros (apartamentos com garagem e arrecadação) e desde 180.000 ({dúplex}, apartamentos de 2 a 4 quartos e áticos), com hipotecas que já cobrem o 100%.

VPO CON PISCINA / Precisamente, Gestyona também começará em breve a edificação dos imóveis mais acessíveis que se projetam na atualidade: 56 Habitações de Proteção Oficial com novas prestações, como uma piscina comunitária. Estarão no Junquillo e têm subsídios por parte da Junta de Extremadura de até 10.000 euros segundo a situação económica e a idade do solicitante, para além de um IVA de 4%.

Este projeto «sim tem atraído a muitos jovens que levam anos em aluguer sem poder/conseguir aceder a uma habitação, e já estão adquirindo os apartamentos», explica {Ernesto} Cortés, diretor comercial de Gestyona. Há apartamentos com garagem e arrecadação por 86.000 {€} e imóveis de 2-3 quartos com garagem e arrecadação por 1.001 {€}/{m2}.

NOVIDADE NO CENTRO / Outra das promoções singulares já está a funcionar por parte da nova promotora {Domex} Investimentos. Trata-se de uma maçã urbanização no coração de Cáceres com fachadas a São José, rua Nova e Peña Redonda, que curiosamente terá a máxima nota energética que pode alcançar hoje um prédio (A). Disporá de aquecimento por biomassa, piscina {solárium} no terraço e uma lista de qualidades que já permitiu vender o 80% das 23 habitações (de 1 a 4 quartos), com preços que oscilam entre 77.000 e 163.000 euros.

«{Formamos} esta promotora entre alguns companheiros do sector porque vimos a necessidade real de fazer habitações novas com conceitos/pontos novos, uma vez esgotado o estoque que existia», explica o arquiteto Álvaro Tanco, assegurando que levarão «a prudência por bandeira».

nova cidade / Por seu lado, Construções Aesa iniciou uma promoção de 36 habitações unifamiliares em Nova Cidade (urbanização Dom Juan Redondo), junto ao Corte Inglês, «uma das condomínios mais jovens e promissoras de Cáceres», afirma a empresa. Tem começado a primeira fase que se compõe de 18 habitações projetadas em dois plantas, com pátio avançado/ponta de lança {apergolado} habilitado/tesoureiro para estacionamento e um largo jardim traseiro. Esta promotora também aposta em os novos conceitos/pontos de lares que revolucionam o mercado imobiliário: design vanguardista das fachadas que permite um aproveitamento ótimo da luz natural, aquecimento individual, cozinha {amueblada} com eletrodomésticos, alarma ou pré-instalação de ar condicionado.

Proximamente, Aesa iniciará a construção de habitações de 2, 3 e 4 quartos em bloco em Novo Cáceres, sobre/em relação a uma parcela da rua Córdoba.

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