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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 25 de junho de 2018

La última canção do Amador

El bar de Geral Ezponda baixa a persiana definitivamente hoje após cinquenta anos na ‘rua dos bares’ H Clientes habituais rendem esta noite um improvisado homenagem ao local e a sua icónica {sinfonola}

GEMA GUERRA
09/06/2018

 

«Está o tempo estranho, mais estranho que eu», sentença Manolo. El barman se desliza com {parsimonia} e fecha a porta para evitar que entre a chuva no degrau da entrada. Esta é possivelmente a última trovoada que vive dentro do local porque após um anúncio que tem dilatado semanas –e meses-, hoje definitivamente baixa a persiana.

El mítico Amador da rua dos bares {echa} o fecho após mais de 50 anos desafiando à pressa. E para dizer adeus, os {parroquianos} rendem esta noite um improvisado homenagem e recordarão curiosidades sobre/em relação a o local. Na maioria estará presente Manolo, que leva após a barra/balcão mais anos dos que pode {recordar}. «Muitos», anota. Praticamente toda sua vida -e a de seu irmão {Félix}- decorreu no local de Geral Ezponda, mas a seus 65, pede um descanso/intervalo. O seu pai, Amador Pérez, e a sua mãe, {Priscila}, abriram o local em 1965, e décadas mais tarde, na época dourada da praça/vaga, tomou o substituição negócio familiar. Desde então tem conservado a aparência do local e sua maior singularidade, a {sinfonola}, uma ‘jóia’ que comprou o seu pai em 1969 e que lhe converteu num espaço icónico. Tanto/golo foi por isso os cacerenhos celebraram o 50 aniversário do local com uma festa que promoveram até por Facebook com a página Amador por sempre.

Manolo não pede protagonismo, mas também reclama seu vazio. «Toda a gente fala de meu pai, ninguém de mim», lamenta. Está claro que o empregado de mesa, tão inalterável como seu local, faz parte da sinal de identidade do bar.

É calmo, impassível. Com o mesmo gesto sustenta que tem «{emparedado}» nos muros aos morosos como que {echará} de menos à clientela fiel. Reconhece que nestes anos tem acumulado «bons» e «maus» momentos, mas sempre «prefere ficar com os bons». De facto, não parece consternado com a despedida. Não sabe se hoje terá lágrimas e acrescenta que também terá «risos».

Acha do que seja, de Catalunha se faz falta. ¿Qual foi a melhor época?. «As raparigas da {Uni}», assegura. «Os oitenta», lhe replicam. Em comparação àquela época, a rua vive horas descidas. Ainda assim, o Amador tem resistido até agora com um público leal que apurará hoje para escolher o fio musical até que soe a última canção. Manolo sempre escolhe alguma. ¿Qual é? «La 0511». ¿É {Joy} divisão? «Não». ¿É {Bowie}? «Não, é algo assim {soul} com {funk}». «Essa é, essa é a que tenho posto eu», assinala enquanto soa uma de {Archie} {Bell}.

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