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El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 21 de janeiro de 2020

Tibu recebe a chamada surpresa pelos seus 49

Amigos do hoteleiro, agora em prisão pelo ‘caso do ruído’, fazem-lhe uma entranhável festa para lembrá-lo

MIGUEL ÁNGEL MUÑOZ
03/12/2019

 

A Eduardo todos lhe conhecem em Cáceres por Tiburón ou pelo diminutivo, Tibu. Nasceu em Madrid, nas Ventas para ser mais exatos. Foi ao colégio Luz Casanova. Deram-lhe classe Branca, Ana, Paulina, Miguel Ángel... Tibu pertence à última geração de meninos madrilenos que podiam jogar sem perigo na rua. Seus amigos eram Maxin, O Mosca, José Luis e Raúl, ao que chamavam O Buba.

Mas como chegou Tibu --neto de Doroteo e filho de Luciano e de Julia-- a Cáceres? Bem. Tibu passava os verões todos os anos em La Garrovilla, uma vila de Badajoz. Dali era o seu tio Alejandro, que já morreu e que era casado com Choni, uma irmã de a sua mãe. Da Garrovilla era Rafaela, uma jovem que vivia em Cáceres. Apaixonaram-se, por isso nos 90 Tibu veio para Cáceres. Fê-lo em autocarro. Passado Plasenzuela o condutor tomou a reta e Tibu viu a cidade ao fundo, iluminada como uma postao. Quem lhe ia a dizer àquele jovem empregado de mesa que trabalhava no Ao-Borak de Madrid que a partir de aquela noite ficaria em Cáceres para sempre?

Com a ajuda de Jose e Toño (os de Atrio), Mandi (o cabeleireiro de Duo) ou Pacolon, o de Soliser, Tibu se fez um vazio na capital cacerenha. E montou A Finanças na rua Niza. Aquele foi um sítio que marcou tendências porque recordava muito ao Marc Gregor, que estava em Antonio Silva e que depois se chamou Lorien. A Finanças também dava ar ao Drinki Pub, que levava Felipe Vela e que estava ao lado da cafetaria Fara, que era muito betinha. Depois de 10 anos, Tibu decidiu mudar, ir-se a Doctor Fleming e abrir Teeboo, até que finalmente apostou em O Terraço do Parque do Príncipe, negócio que dirigia na atualidade.

A vida, no entanto, às vezes joga más passadas e a Tibu se a jogou /faz pouco após o erro judicial que condenou a onze hoteleiros pelos ruídos de A Madrila. Este sábado, coincidindo com seu aniversário, seus amigos quiseram lembrá-lo. Organizaram uma festa entranhável no seu local. «Como têm direito a receber uma chamada de um familiar, o telefonámos à prisão. Ele não sabia nada, não se o esperava e se comoveu muito», explica um dos convidados. «Encontra-se muito otimista e animicamente bem. Está a fazer cursos de desporto e lendo muitíssimo. Tem esperanças de conseguir o terceiro grau e oxalá possa passar as Natal em casa», acrescenta.

No ágape não faltou o bolo com a lenda: ‘Feliz aniversário, Tibu, gostamos de ti’, e também não uma imagem de Eduardo a tamanho real feita em papelão, que enfeitava o bar e que foi o foco de atenção dos selfies e fotos dos assistentes. A cadeia é um lugar inóspito e duro, de maneira que saber que fora há pessoas que te espera é um alivio e uma esperança. Acaba de cumprir 49 anos, mas seus amigos já lhe desafiam: «Tibu, no próximo ano os 50; terás que fazer uma súper festa e bem grande».

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