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El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 21 de novembro de 2017

«Se o tivesse facto/feito intencionadamente me teria desfeito después do cadáver»

Será a Audiência a que decida a pena, que vai dos seis aos 18 anos de cadeia. O tribunal não tem provado que se {clavara} o faca acidentalmente

SIRA RUMBO
13/09/2017

 

No tenho tido {intencionalidad} de fazer mal a José Manuel, se o tivesse facto/feito não estaria agora aqui porque me tivesse desfeito do cadáver». Com esta frase começou seu último revezo de palavra Pedro Pavón, o feirante de Coria que ontem foi declarado culpado de matar a seu empregado, José Manuel García Ayala, a amanhã de 20 de Janeiro do ano passado.

Alegou em sua defesa nesse mesmo revezo de palavra que lhe concedeu a presidenta da sala da Audiência, María Félix Tena, que após o sucedido se entregou à Guardia Civil: «Disse a verdade do que passou, mas parece que a mentira prevalece sobre/em relação a a verdade», acrescentou antes de ser algemado para regressar de novo ao centro penitenciário cacerenho, onde leva interno desde o momento dos factos/feitos.

O júri popular, composto por seis homens e três mulheres, estiveram ontem mais de duas horas deliberando (o juízo se tinha celebrado na segunda-feira) e decidiram por unanimidade que Pedro Pavón é culpado de matar a seu empregado. Consideraram provado que entre ambos se iniciou primeiro uma discussão verbal por temas laborais (o falecido foi a dizer-lhe a sua caravana que queria deixar de trabalhamos/trabalhámos com ele). Ao que seguiu/continuou depois um «leve forcejo» no qual Pedro pegou «um faca e se o prega no costado esquerdo» a José Manuel, transferindole o pulmão e chegandole ao coração. As lesões lhe produziram a morte.

SUAS IRMÃS / Depois retirou-se o {pijama}, se limpou e foi a visitar a suas irmãs a Talavera de la Reina para contar-lhes o acontecido. São elas, segundo tem provado o júri, as que chamaram primeiro à Guardia Civil alertando de que era possível que na caravana de seu irmão tivesse um cadáver. Os agentes de Coria foram ao lugar para comprovar os factos/feitos e depois de/após isso Pedro Pavón apresentou-se no quartel {cauriense} para entregar-se.

O que não tem provado o tribunal é que o faca se {clavara} acidentalmente no tórax de José Manuel ao cair ambos durante a briga que mantiveram, como defendeu no juízo o acusado/arguido. Também não têm acreditado que lhe {apuñalara} em defesa própria. Todos os acordos aos que chegou o júri popular foram por unanimidade.

Será a Audiência Provincial a encarregada agora de impor a pena a Pedro Pavón e a que decida se é culpado de homicídio ou de assassinato. A Procuradoria sustenta que os factos/feitos são constitutivos do primeiro delito e pede uma condena de doze anos e meio de prisão mais uma indemnização por danos morais à irmã do falecido, e única herdeira, de 47.232 euros.

A acusação particular, exercida pelo letrado Ángel Luis Aparicio em representação da irmã do falecido, acredita que o sucedido foi um assassinato porque lhe pregou o faca «com aleivosia» e «sem possibilidade de defesa». Solicita 18 anos de prisão e uma indemnização de 200.000 euros. No caso de que a Audiência decida tratar-se de homicídio pede que se lhe condene a 15 anos. A defesa do acusado/arguido, que exerce Antonio Fernández, pede uma condena de seis anos de cadeia aludindo os atenuantes de legítima defesa e confissão.

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