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El Periódico Extremadura | Domingo, 29 de março de 2020

«Se há algo pelo que sinta/senta paixão é o cinema»

ESTHER GARCÍAProductora de cinema

GEMA GUERRA
08/03/2020

 

Se alguém merece o prémio Paixão pelo cinema é ela porque representa à perfeição o que é o um e o que é o outro. «Se há algo pelo que sinta/senta paixão é pelo cinema», assegura Esther García (Segovia, 1956). Sem ela, Almodóvar não seria Almodóvar. A produtora de cinema, mão direita do produtor manchego, é referente para gerações. Trinta anos na profissão, seis prémios Goya e o prémio nacional de cinematografia avalizam sua trajetória. A esses reconhecimentos tem que somar agora um São {Pancracio}, a estatueta que lhe outorga o festival de cinema de Cáceres. Está feliz pelo galardão. Em primeiro lugar, «pela visibilidade que dá a minha profissão, pelo facto de ser mulher, quero que vejam em mim que se pode, que trabalhando e lutando podes chegar a conseguir as coisas» e em segundo por {visibilizar} à produção, o campo mais invisível do cinema. Nalguma ocasião tem defendido que as mulheres têm especial capacidade para a produção e o mantém. «Acredito/acho que estamos especialmente dotadas para a produção porque historicamente nos temos ocupado da administração das famílias, das casas, e depois está a administração emotiva porque nos {ocupamos} da saúde emotiva de todas as pessoas às que cuidamos/tratamos de».

Acrescenta que embora a presença de mulheres seja escassa na indústria ainda, «cada vez vamos a ser mais mulheres em todos os âmbitos, isto não há quem o pare, devemos defender-nos mais umas a outras, a revolução ou será feminista ou não será. Às novas gerações de produtoras lhes dá um conselho: «A única coisa para tudo o que {quieras} ser na vida é ser valentão e decidida, e se {quieres} fazer algo, luta por isso».

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