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El Periódico Extremadura | Domingo, 17 de novembro de 2019

Saúde estuda se sanciona aos MIR «ao ter podido criar alarme social»

Vergeles insiste em que é um problema organizativo «que está a ser solucionando». Os tutores apoiam suas denúncias e dizem que este problema dá-se desde há um ano

SIRA RUMBO
08/11/2019

 

Saúde estuda se abrir processo aos Médicos Internos Residentes (MIR) porque a sua denúncia referente a que atendem consultas em Urgências sem a suficiente supervisão poderia ter criado «um alarme social injustificado». Os residentes anunciaram na terça-feira uma greve indefinida desde o 18 de Novembro para exigir que nas guardas que levam a cabo nos serviços de Urgências sempre tenha um junto que reveja seus diagnósticos. Recordam que eles são pessoal em formação pelo que acreditam necessária essa supervisão, que muitas vezes não se faz devido à carga de trabalho que suportam os facultativos.

Os MIR publicaram ontem outro comunicado dirigido aos cacerenhos no qual explicam que «em muitos casos (e agravando-se desde a abertura do novo hospital) emprestamos assistência com uma experiência escassa e uma supervisão insuficiente», o que implica -acrescentam- «um aumento nos tempos de espera, uso de provas complementares desnecessárias, com o que isso implica a nível económico e de efeitos sobre a saúde, e erros em tratamentos e diagnósticos».

Asseguram que a situação agrava-se nas Urgências de Pediatria onde, segundo os residentes, de segunda-feira a sexta-feira desde as 15.30 horas e os fins-de-semana todo o dia, não há nenhum médico junto e é um residente o que atende as duas consultas, muitas vezes sem a suficiente experiência. Neste sentido o conselheiro de Saúde, José María Vergeles, afirmou ontem que sim «há pediatra de guarda e neonotalogía de guarda». Os MIR dizem, pelo contrário, que este facultativo está em planta e não em Urgências.

SOBRECARREGA ASSISTENCIAL / Os médicos tutores  apoiam-lhes e recordam que o problema arrasta-se desde o último ano. «A sobrecarrega assistencial dificulta a necessária e obrigada supervisão e docência dos residentes nestes serviços pelo que, apesar de que os seus profissionais são duma grande valia profissional e docente, não têm os recursos humanos necessários para ser feito esta necessária tutorizaçao», asseguram num comunicado. A escola de médicos e o Sindicato Médico Extremenho também lhes apoiam.

O titular de Saúde recordou ontem que os residentes são trabalhadores da Junta e adverte que vai por as suas declarações em mãos dos serviços jurídicos por se podem requerer algum tipo de atuação disciplinar, ao gerar uma «possível alarma social que não se ajusta à realidade».

Vergeles explicou que a comissão de docência tem-lhes enviado uma circular «apresentando-lhes soluções a quase todas as reclamações que eles fazem». Por esta razão mostrou-se «surpreendido» diante da convocatória duma greve, que definiu como «estranha» porque só afeta às guardas do serviço de Urgências e não às demais especialidades nas que os MIR também recebem formação. Pediu lhes que «reconsiderem a sua postura» porque «é necessário para a atenção à cidadania, para a sua formação, mas sobretudo para a atenção sanitária que eles vão a emprestar no futuro». E avançou que voltará a reunir-se com eles para explicar-lhes, de novo, trata-se «de um problema organizativo que estamos solucionando, como em todos os hospitais que se abrem do país».

O presidente da Junta, Guillermo Fernández Vara, por seu lado, afirmou que entende a preocupação dos MIR e anunciou uma reunião «para falar e melhorar as coisas». E Unidas Podemos exigiu a comparência de Vergeles para explicar as «carências e irregularidades» do coletivo.

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