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El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 21 de novembro de 2017

El ruído pelas festas universitárias divide a vizinhos/moradores da praça/vaga e Pizarro

Algunos residentes argumentam que a situação é suportável e outros sofrem problemas para descansar. Ruídos por beber na rua, decibeis e o horário de fecho dos bares são as principais incómodos

P. CÓRDOBA
13/09/2017

 

Como cada ano, o aterragem da população universitária na cidade não deixou a ninguém indiferente. Nesta semana arrancou o curso académico e com ele as primeiras festas dos jovens que seguem/continuam dividindo aos vizinhos/moradores que residem no centro, nomeadamente na praça/vaga Maior e na {reimpulsada} rua Pizarro. Algunos residentes consideram que os incómodos que se originam são suportáveis, enquanto outros denunciam uma situação que lhes afeta no descanso, e inclusivamente não só/sozinho deles mesmos mas de seus clientes.

É o caso de Pilar Amador Carretero, proprietária da pensão Carretero, em marcha desde 1937 na praça/vaga Maior. «Este negócio passou por três gerações familiares e o problema dos ruídos o {sufrimos} desde há muito tempo», assinalou ontem a este diário/jornal. Nesse sentido, Pilar não se queixa dos festivais pontuais, como Womad ou {Irish} {Fleadh}, mas do dia-a-dia. «Tenho nove quartos que dão à praça/vaga e nos bares que há abaixo por fim consegui que não ponham música a toda castanha porque repercute em todo o prédio, já que costumam fechar sobre/em relação a as 1.00 horas entre semana e durante os fins-de-semana se calhar às 3.00. Isso não é o mau, se não que após fechar se põem a retirar as terraços, o que gera um ruído impressionante pela madrugada», acrescentou.

Essa situação se repete e repercute no bem-estar de seus clientes. «Quando fecha a sala Farmácia, as pessoas sai batendo vozes e incomoda, embora ultimamente esta mais controlado. Tudo isso, unido a que o camião da limpeza se para em meu portal antes das sete da manhã e os camiões de carga/carrega e descarga têm de 7.00 a 11.00 para trabalhamos/trabalhámos, faz com que muitos de meus clientes se vão embora com os cabelos de ponta. {Imagínate} o ruído que fazem umas bilhas de cerveja atiradas desde em cima de um camião ao chão às oito da manhã», salientou Pilar, que, não obstante, considera que outra das problemáticas mais habituais, a que tem a ver com urinar na via pública, «parece» que se está solucionando. «Vejo que se minimizou um pouco/bocado. Não sei se deixaram de urinar ou o fazem noutros sítios mas eu tive que mudar a porta de minha cave faz um tempo. Era metálica e de {mear} nela a {oxidaron} tanto/golo que não se podia abrir», concluiu.

No entanto, Manuel Amigo, também residente na praça/vaga Maior, acha o contrário. «Não me posso queixar. Quanto a cheiros e sujidade não tenho nenhum problema e em relação a ruídos não é nada fora do comum. Estamos na praça/vaga, há barulho diariamente e os fins-de-semana mais, mas o normal/simples».

Por outro lado, na rua Pizarro, outra das zonas de lazer mais transitadas, também não há consenso. Para uns poucos vizinhos/moradores os inconvenientes não são tão graves, enquanto a outros se lhes repercute direta e negativamente. «Por enquanto não estamos sofrendo ruídos, é muito cedo. Além disso durante o ano também não é tão insuportável», assegurou Santiago González. Da mesma opinião é Antonio Benítez, que reside a poucos metros do café bar Havana. «Levo 12 anos vivendo aqui e a mim não me incomoda. As praxes são uma vez ao ano, eu prefiro dormir aqui embora tenha pequenos incómodos a viver num sítio mais tristíssimo. Já não saio mas quando tenho saído me tem gostado e gosto ver uma cidade com vida», explicou.

Não obstante, sua opinião choca frontalmente com a de outros vizinhos/moradores de Pizarro que sofrem ruídos cada semana. «Os problemas são com o {Mistura}. Que as pessoas beba na rua não me incomoda tanto/golo, porque sem os estudantes a cidade perderia muitíssimo, mas o bar não respeita os horários nem os decibeis», salientou Paula Corrales, que leva vivendo três anos sobre/em relação a o local. «O máximo permitido são 25 decibeis e chegam até 33. Vieram peritos municipais a medir e esta denunciado perante a Câmara Municipal faz tempo mas olham para outro lado. A música se ouve no apartamento de abaixo, onde vivia antes, mas me vibravam os vidros e o chão e me {mudé} a uma planta mais em cima». Igual que Paula acha outro vizinho/morador da rua que prefere permanecer no anonimato. «Faz falta mais controlo policial. El problema não é que o {Mistura} incumpra o horário de fecho, se não que quando fecha as pessoas fica bebendo na rua até que passa o camião da limpeza. Chamas à polícia local e lhes instam a ir-se embora mas não ficam a comprovar que se cumpra sua ordem/disposição. Nem o volume de ruído esta controlado dentro dos locais nem a hora de fecho», sentenciou este vizinho/morador.

PRAXES / Por seu lado, os universitários, à margem de esta problemática, viveram ontem o seu segundo dia de praxes. A maioria se concentrou na sala {Vora}, onde desde meio-dia se podia fazer botellón no terraço numa jornada que contou com paelha, festa da espuma e música já entrada a noite. Não obstante, também a discoteca Versus/vs se encheu de jovens a partir das 17.00. Se sortearam 10 garrafas numa tarde na qual as cervejas custaram só/sozinho um euro até as 21.30, juntamente com outra promoção de três taças por 10 euros. Amanhã, o recinto hípico acolherá uma festa universitária solidária organizada pela associação {Divertea} na qual, para além de contar com música de dj’s, se projetarão vários vídeos e se venderão t-shirts do coletivo com o objetivo de que os jovens se aproximem ao transtorno autista e conheçam um pouco/bocado mais aos meninos que o padecem.

As praxes seguem/continuam no centro do furação mas seu desenvolvimento não tem cruzado a fronteira proibida por enquanto. El telefone que habilita anualmente a Universidad de Extremadura (Uex) para denunciar casos de acosso ou humilhações nunca tem soado desde a sua posta em marcha faz muito tempo, confirmou o vice-reitor de Estudantes e Emprego da Uex, {Ciro} Pérez Giraldo. «Ninguém denunciou nada», indicou Pérez Giraldo, que revelou que a Uex pode abrir um processo àqueles universitários que incumpram as normas e celebrem algum tipo de praxes no campus, onde estão expressamente proibidas.

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