Menú

El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 21 de septembro de 2018

¿Que fazemos com o mercado de {abastos}?

José Luis Bermejo Periodista
10/06/2018

 

Em Fevereiro de 2006 celebrou-se a Feria da Tampa/petisco na planta primeira do mercado de {abastos} da ronda do Carmen. Foi um êxito. Os corredores e postos de um espaço público que levavam anos sem uso se encheram de centenas pessoas durante essa feira e se formaram caudas na praça/vaga do mercado para tirar os bilhetes. Em só/sozinho os dois primeiros dias da feira se dispensaram quase 20.000 tapas.

Esse êxito e o uso que se estava a dar a mercados de {abastos} noutras cidades levou a que a Câmara Municipal abordasse em 2014 uma mudança no plano de urbanismo para adequar a ordenação do mercado à realidade da edificação existente, o que na prática supôs maior edificabilidade e facilitar que a primeira planta do prédio se pudesse utilizar/empregar para usos de restauração e hotelaria.

Os usos pensados nessa altura para a primeira planta eram pequenos restaurantes, pontos de venda de delicatessen e produtos de denominação de origem, consumo de produtos que se adquirissem na rés-do-chão (onde estão os postos de alimentação), {tapería}, {freiduría}, cafetaria...

O prédio do mercado, as duas plantas, se renovou com um investimento de mais de um milhão de euros. Os {asentadores} regressaram à rés-do-chão, mas tinha que tomar uma decisão sobre/em relação a a primeira. Antes se redigiu um regulamento para definir seu uso e se fixaram dois modelos de exploração. Um com a adjudicação dos dez postos a um único empresário. E outro mediante a adjudicação individual dos locais. Se estabelecia também uma condição para evitar operações especulativas e se proibia que um adjudicatário cedesse o uso de um posto a um terceiro por um preço maior ao que pagava à Câmara Municipal pela adjudicação.

NÃO TEVE acordo entre os grupos políticos municipais da Câmara Municipal sobre/em relação a que modelo aplicar. O governo local convocou no outono de 2016 o primeiro dos concursos para que um único empresário se fizesse com a concessão de todos os postos até um máximo de doze anos. O cânone anual mínimo que se pedia era de 19.040 euros a pagar à Câmara Municipal. Como garantia se requeriam 44.235 euros, que é o 3% do valor do domínio público objeto de concessão: os 761 metros quadrados da planta primeira do mercado. Este concurso não resultou e ficou deserto.

Na primavera de 2017 se tentou por segunda vez. Também se tirou a concessão todos os postos para que um mesmo empresário se fizesse cargo de sua exploração, mas se reduziu o tipo mínimo do cânone anual a satisfazer e se deixou em 8.538 euros. A garantia ou montante da fiança ficou igual: 44.235 euros. Também não interessou e ficou deserto.

No inverno de 2018 se tentou por terceira vez, mas nesta ocasião com uma mudança de modelo. Os postos se tiravam a concessão de maneira individual, o que implicava pagar menos de cânone anual (1.377 euros pelo de maior tamanho e 593 pelo mais pequeno) e uma fiança inferior (entre 2.238 euros do maior e 964 do mais pequeno). Esta vez sim teve licitadores e dois particulares se interessaram por vários postos, mas não concretizaram as suas ofertas e o concurso voltou a ficar deserto.

Agora o governo procura outro modelo e o quer tratar com a Instituição Da feira de Cáceres (Ifeca), a mesma que organizou aquela Feria da Tampa/petisco de faz doze anos que voltou a encher de conteúdo e de público a primeira planta do mercado de {abastos}.

As notícias mais...