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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 25 de septembro de 2017

Quando as promessas de amor na rede não são verdadeiramente

MIGUEL ÁNGEL MUÑOZ Periodista
13/09/2017

 

As redes do amor ou a amizade digital têm apanhado a milhões de pessoas em todo o mundo. Dizem que Facebook é o {Cupido} deste século. ¿Lhes soa isso de manter uma relação por internet, recriminar a teu casal/par aquilo de ‘me {has} deixado em lido’, {echarle} em face que não te deu um ‘Gosto’ ou não {retuiteó} teu {post}, ficar-te {pillado} por alguém que vende uma fraude disfarçado de príncipe azul? As redes nos conetam com gentes e mundos distantes que nos oferecem sua face mais amável e mostram-se sempre felizes. {Contactamos} com elas ou nos contactam e apenas segundos depois se amontoam as suas mensagens em teu caixa de correio: «Te comerei a beijos», «Partilharemos uma vida inteira», «Quando alguém o é tudo a distância não significa nada», «Daria a volta ao mundo e não encontraria a ninguém como tu»... A cascata de letras se converte numa lua-de-mel que dura só/sozinho um instante mas que acaba vencendo a teu mente e a teu coração.

Algo de isto deveu passar-lhe na segunda-feira à mulher a quem uma patrulha da Policia Municipal de Cáceres encontrou às portas do Hotel Extremadura. A viram rodeada de multidão de malas e apetechos numa estampa tão surpreendente que os agentes acabaram por perguntar-lhe se necessitava ajuda. Lhes confessou que tinha conhecido a um homem através das redes sociais, que lhe tinha dito que a esperaria na hora convinda na fachada desse hotel. É verdade que fazia vários dias que não sabia dele, que o silêncio se tinha representante do altar analógico que construíram em noites de desvelos, mas se confiou. O ponteiro dos minutos corria {indefectiblemente} até o desengano e aquele ao que esperava nunca chegou.

Ela contou aos polícias que tinha uma amiga em Cáceres que poderia auxiliá-la, alguém que vivia na rua Lima, no bairro do Peru. «A {acompañamos} até ali», relata um agente da chefatura. Dias depois, uma rádio local dá conta desta notícia. Um estudante a ouve ao passo que se dispõe a saborear o café em média tarde. Nessa altura, ao {echar} o primeiro trago se {percata} da curiosa coincidência, da mensagem da chávena que este último verão lhe ofereceu alguém muito especial: «As melhores conversas não chegam por {Whatsapp}». Sorri, se belisca e enquanto o lê pensa: «prefiro amar pela pele que pela ecrã».

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