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PSOE, PP, Cs e Podemos apoiam retirar a Cruz, como marca a lei

Os três partidos recordam que há um acordo de pleno de 2004 que já aprovou a sua transferência. Só os não inscritos dizem ‘não’ argumentando que é um símbolo da cidade e não da ditadura

 

Imagem da Cruz dos Mortos, na praça/vaga de América em Cáceres. - FRANCIS VILLEGAS

MIGUEL ÁNGEL MUÑOZ caceres@extremadura.elperiodico.com CÁCERES
11/03/2020

PSOE, PP, Ciudadanos e Podemos deixaram ontem claro seu apoio ao transferência da Cruz dos Mortos em base ao cumprimento da Lei de Memória Histórica, que obriga a sua retirada, ao requerimento que na segunda-feira fez o governo de Pedro Sánchez e ao acordo de pleno que por unanimidade e sendo presidente da Câmara Municipal José María Saponi apoiou sem fissuras essa medida em 2004.

O objetivo da decisão do nessa altura executivo popular era a remodelação da praça de América, levar o monólito ao cemitério e no seu lugar colocar um monumento à paz. Passaram os anos mas a medida não se levou a cabo; sempre foi esquivada pelos sucessivos regedores com conhecimento de causa da polémica que a mesma acarretava. Provavelmente será Luis Salaya quem não possa evitá-la depois de que o seu próprio jogo, numa resposta parlamentar a Compromis, tenha instado ao gabinete cacerenho a sua eliminação quanto a o que a Cruz supõe de exaltação à ditadura.

Precisamente o presidente da Câmara Municipal voltou a pronunciar-se ontem sobre este extremo. Recordou que a passada legislatura se chegou a encarregar um relatório no qual os peritos asseguravam que a Cruz dos Mortos «é um símbolo indubitavelmente franquista». Salaya disse que a sua intenção é o transferência, não a demolição, e que a opção que maneja como mais segura é levá-la ao cemitério, embora se essa falhasse se ofereceria à Igreja, ao tratar-se, comentou, de um elemento religioso.

Desde que na segunda-feira saltou a notícia se mantém aberto o interrogante sobre se este tema deve ou não passar pelo pleno. A priori, Salaya entende que não, dado que já existe um acordo de pleno e, além disso, uma lei nacional e regional (a de Memória Histórica) exigem sua retirada. Isso sim, como provavelmente seja necessária uma modificação de crédito dado que o transferência requer um investimento, esta deverá passar por um pleno. Segundo o manifestado ontem pelos principais grupos políticos da Câmara Municipal, que som favoráveis ao cumprimento da regulamento, o PSOE teria a maioria suficiente como para respeitar o que legalmente se exige a Cáceres.

O porta-voz do PP no Ayuntamiento de Cáceres, Rafael Mateos, recordou que existe um acordo por unanimidade quando governava José María Saponi «no qual se marcou a retirada do símbolo da Cruz dos Mortos dentro duma remodelação integral da praça de América. Portanto, o que temos de fazer é cumprir os acordos, o regulamento», disse o líder popular, embora considerou que «não é uma questão prioritária nem preocupa à imensa maioria dos cacerenhos». Finalmente, reiterou que «a cidade tem sabido cumprir» sempre com as suas obrigações.

A porta-voz de Cs, Raquel Preciados, assinalou que seu grupo apoia a retirada da Cruz porque «é de obrigado cumprimento por lei. Se um comité de peritos considerou que deve retirar-se esse símbolo, se tem que fazer em tempo e forma».

Consolo López, de Podemos, expressou-se nos mesmos termos. «Temos de cumpri-lo. Séria um momento idealizador para remodelar a praça de América dado o caos de mobilidade que tem», sentenciou.

Os únicos que dizem ‘não’ som os vereadores não inscritos. Francisco Alcántara já pronunciou-se na segunda-feira argumentando que Cáceres tem outras necessidades. Ontem fê-lo Teófilo Amores, exvereador de Vox, ao apelidar de «erro a decisão do governo». E acrescentou: «A Cruz não representa praticamente para ninguém, se talvez para alguns nostálgicos, a guerra civil, que som uma minoria absoluta. É um ponto geográfico da cidade, um lugar para ficar. Duvido muito que tenha ninguém em Cáceres para quem a Cruz tenha alguma relação com a guerra civil», concluiu.